quarta-feira, 4 de junho de 2008

Sobre tendências

Muitos professores com quem trabalhei sempre me perguntaram qual tendência eu sigo.

Não gosto muito de me fechar em casulos, mas me identifico filosoficamente com a Pedagogia Crítica.

A Pedagogia Crítica articula a dimensão técnica e humana a partir de uma postura política.

Gosto do desenho do diálogo, da fala construtiva, da convivência, que busca aprimorar a práxis através da reflexão e da auto avaliação.

O respeito ao educando, a meu ver, é além de uma prática humana decente, uma grande estratégia para a aprendizagem.

Não podemos ensinar, sem escutar as urgências do educando.

Dentro da Pedagogia Crítica, a tolerância também é fundamental, pois se a a escola reproduz as diferenças, a sala de aula deve ser o lugar onde elas são discutidas e, expurgadas, ou que pelo menos, sejam reflitadas.

Outra questão, é não cristalizar o conhecimento elaborado como conhecimento absoluto.

O conhecimento é dialético, e deve ser contextualizado, diretivo, a medida que leve a conscientização da dominação e a posterior libertação desta.

Pois o aluno não cria visão crítica sozinho, ele é levado a ela através do professor,onde a realidade vai aos poucos, sendo desvendada.

É asim que procuro me posicionar na escola e na vida.

Não é fácil, mas é uma tomada política de posição da minha parte.

Pois como diz o mestre Paulo Freire, educar É UM ATO POLÍTICO.

Um comentário:

Lomyne disse...

meu educador de cabeceira é o Rubem Alves...