quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A contribuição da família para a independência da criança

Vamos ler esse texto:

"Ajudar uma criança a ser independente é contribuir para o seu crescimento pessoal.

Isso requer muito trabalho, carinho e dedicação. Um bichinho quando nasce, e é amamentado, depois do desmame, pode viver sem sua mãe, mas você já deve ter percebido que isso não acontece com as crianças, embora a cada dia que passa, elas pareçam nascer mais espertas. Pois é, isso faz com que muitos adultos pensem que por serem espertas, e certamente inteligentes, precisam muito pouco dos adultos.

Afinal, muitas crianças lidam com controles remotos e computadores muito melhor do que seus pais. Desde bebê, a criança necessita de ajuda e estimulação para tornar -se independente e com isso estar preparada para interagir com o meio em que vive. Já que um dia elas terão que conviver sozinhas, como por exemplo, na festinha do amigo ou no cinema com a(o) namorada(o), por isso, precisamos pensar no seu futuro.

Nada é mais gratificante para a família que ver seu filho fazendo gracinha, sentando sozinho, andando, falando, etc... só que tudo tem seu tempo e hora certa. Não se deve queimar etapas. Muitas vezes a criança é estimulada precocemente porque seus pais ficam ansiosos em mostrar o que a criança já sabe ou pode fazer. A independência e estimulação da criança deve estar relacionada com sua idade, e adequada com suas condições físicas e psicomotoras.

Por isso, produtos feitos para crianças são projetados e adaptados de acordo com a idade, como por exemplo: mordedores, mamadeiras com colher, andador com telefone, tapetes de encaixe e, por aí vai. A medida que ela cresce, vai experimentando e desenvolvendo possibilidades em lidar com situações novas de tudo que lhe é oferecido e que está ao seu redor. É aí que começa o trabalho e a disponibilidade da família em compartilhar com a criança suas descobertas. Um bom exemplo disso, é quando aprende a comer sozinha.

Numa fase anterior, a criança precisou levar o dedo ou um brinquedo na boca, assim, ela aprendeu que pode coordenar seu movimentos para levar a colher até a boca e que isso dependerá dela. Tarefa difícil para quem tem que acertar a pontaria sem deixar cair um ou muitos grãozinhos. Tarefa difícil também, para quem tem que, vira e mexe, limpar todos esses grãozinhos do chão. Além da angústia da bagunça, a mãe fica preocupada em saber se isso é natural e se seu filho está bem alimentado. Então o que fazer?

O melhor, é usar duas colheres: uma para a criança aprender e a sua para alimentá-la e ensiná-la a comer. Essa participação acontece em todas as fases como sentar, falar, com os cuidados pessoais. Quando bem vivida essas fases, passam a ter uma relação de troca muito agradável para a criança e igualmente para quem está cuidando dela. Em geral, famílias ansiosas dificultam a criança a tornar-se independente porque tendem a fazer por ela, aquilo que ela pode fazer sozinha, embora de forma desajeitada. A criança independente relaciona-se melhor com o mundo, por isso, na menor manifestação de interesse da criança em fazer algo sozinha, os pais devem incentivá-la, ao invés de querer fazer por ela e nem exigir perfeição. Curta seu filho e, acredite no seu bom senso."

Mirene F. M. A. Marques
Psicóloga

Trocando em Miúdos

Hoje um dos fatores mais discutidos na educação é o papel da familia na aprendizagem ou não aprendizagem do aluno, e esse texto nos remete a pais que devem ser incentivadores, que participam ativamente do desenvolvimento de seus filhos

Todos sabemos que ter uma familia participante das ações educativas, é um fator que contribui para que o aluno tenha um melhor desenvolvimento na escola.

Mas a realidade principalmente nas escolas públicas,(principalmente porque nas escolas privadas, também há o mesmo "abandono" embora seja maquiado) nos mostra um caminho inverso a este.

Temos milhares de crianças que vivem à margem das redes familiares, sem acompanhamento nas tarefas e em seu desenvolvimento escolar.

O que nós enquanto profissionais podemos fazer para reverter essa situação? ou não podemos fazer nada? Devemos trabalhar ignorando esse fator? ou não? o que podemos fazer para sensibilizar os pais nessa difícil tarefa de educar? ou não devemos nos meter nessa situação?

Afinal,qual é o nosso papel como educador?

Dê a sua opinião,deixe o seu comentário.

Um abraço a todos e todas.

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