segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ausência de Ubuntu

"Outro dia li no jornal sobre o conceito de Ubuntu, que sinceramente, eu nunca tinha ouvido falar,mas que fazia sem saber a um longo tempo.

Ubuntu é uma forma solidária e participativa de enxergar o mundo numa visão de mundo nascida em sociedades africanas, onde não se enxerga apenas o próprio umbigo, mas sim vê o mundo de maneira holística, integrante e integradora.
Este conceito segundo o africano Ishmel Beah, autor do livro “Muito Longe de Casa”, gera mais crimes, desigualdades e aquecimento global.

Como tudo vem da África, o sentido tem consistência, significado e significância.

A África é o continente- mãe no que diz respeito a tradições, a espírito comunitário e valores humanos agregadores. Ubuntu significa aproximadamente “eu existo porque você existe” e não tem uma tradução específica para o inglês ou mesmo para o português.

Adorei saber que o Ubuntu é um conceito que já faz parte da minha vida. Participar com ações para mudar a vida do outro para melhor é o sentido da minha vida a muito tempo. Porém como educadora tenho muito pesar em dizer que a educação tem ausência de Ubuntu.

Ubuntu a meu ver significa acolher e se sentir acolhido. Sentimentos bastante distantes do espaço escolar.
A escola tem uma grande ausência e carência, na verdade, de Ubuntu.

Para a escola ter Ubuntu, é preciso deixar a individualidade de lado e fazer da alteridade, da conexão com o outro o único caminho viável para mudar este mundo que está aí, essa educação desagregadora que esta aí, e ajudar o ser humano a ser mais ....humano.

O indizível Nobel da Paz Desmond Tutu ( salve salve sua batina!) diz o seguinte sobre o Ubuntu: “ É a essência do ser humano. ...nossa humanidade só é afirmada se temos conhecimento da dos outros.”

E ainda Bill Clinton: A sociedade é importante por causa do Ubuntu

Temos muito que descobrir de África.
Temos muito que aprender com África.

Ter ou ser Ubuntu, é lutar contar qualquer tipo de discriminação, ter cidadania ecológica, se esforçar para melhorar a vida do outro, participar da vida do outro, respeitar a opinião alheia, e não humilhar e oprimir.
É ser e estar em sociedade sendo humano e agindo e interagindo com outros seres humanos."

Esse artigo é de minha autoria. E como estamos no mês da Consciência Negra, achei importante repostá-lo para reflexões.

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