terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sobre Secretarias de Educação

Estava pensando nestes dias, que as decisões das secretarias de educação nem sempre são pedagógicas ou vão de encontro com aquilo que  os professores pensam ou querem.Isso é um fato preocupante e pouco comentando quando fala-se nos inúmeros problemas da educação.

Salários baixos,  condições de trabalho, democratização da gestão escolar,  a centralização dos conselhos de educação, as questões das aprendizagens  tanto do professor quanto do educando são algumas das questões  que estão sempre em foco em reportagens e tomadas de posição dos governos municipais estaduais e federal.

Porém, sabemos que todas essas questões perpassam pelas secretarias municipais de educação, que nem sempre agem condizentes com seu papel de gestoras de politicas públicas municipais de educação.
Algumas secretarias  municipais são na verdade depósitos de empregos,de nepotismo, são produtoras de eventos grandiosos  feitos muitas vezes para "segurar " o secretário em seu cargo, e feitos de pequenas ações educativas  descoordenadas de uma politica pedagógica efetiva, baseada num planejamento coerente com a realidade do município.

É triste chegarmos ao século XXI reféns de educadores dessa estirpe. Sim, porque  na maioria das vezes, temos professores e professoras no cargo de secretários, que esquecidos de suas vocações baixam a cabeça para as politcagens a quem são submetidos.
Isso  é  mais um dado de descaso na educação brasileira.
Quanto as secretarias de educação, de fato e de direito contribuem efetivamente para a democratização da educação, para a melhoria da aprendizagem, para  a conquista da democracia e da cidadania?

Sem falar nos municípios pequenos onde acontecem de tudo, com pessoal desqualificado  tecnicamente para assumirem cargos de responsabilidades, que  necessitam habilidades e competências específicas
Muitos acreditam que o fato de os gestores municipais não se importarem com as politicas públicas vem da omissão da sociedade, que não é interessada em debater sobre  a educação.

Mas eu prefiro fazer uma provocação: Em que momento  a  sociedade é chamada para debater?

Continuo a provocação há realmente  interesse honesto que a sociedade participe das tomadas de decisão? Queremos  a família na escola para que? para doutrina-las na educação familiar? ou queremos a família na escola para participar da gestão?

Essas  são questões que como educadores temos que refletir e chamar a atenção para o debate na escola.
Até quando vamos deixar que os interesses políticos  se sobreponham ao verdadeiro direito humano que é ser educado numa escola democrática e  para todos?

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