domingo, 13 de julho de 2008

Hospital vira sala de aula

Em 12 hospitais de Goiânia, o corre-corre pelos corredores não é só de médicos e enfermeiros. As doutoras do ensino cuidam da vida escolar de quem precisou se afastar da escola buscar. Assim, os quartos acabam virando sala de aula. Todo brasileiro tem direito a isso, mas poucos sabem.

Lucas há um mês não sai do hospital buscar. É uma ordem dos médicos para o tratamento de uma doença nos pulmões. Para não atrapalhar os estudos, o quarto da pediatria virou sala de aula. “A escolinha é grande e ajuda. Está ajudando ele a interagir e esquecer um pouco desse negócio de injeção todo dia e exames”, comentou a mãe, Milca Lopes de Souza.

A estudante Ranyelle Messias também não pode deixar o hospital onde o filho recém-nascido está internado. A mãe abandonou a escola, mas não o estudo. “É bom que eu consigo recuperar o que não estou estudando no colégio”, disse a jovem.

Pouca gente sabe, mas está na Lei de Diretrizes Básicas da Educação: é obrigação do poder público garantir o acesso à educação até mesmo quando a saúde parece ser um obstáculo.

“O atendimento pedagógico hospitalar, além de possibilitar a inclusão escolar dele, também faz com que ele se sinta melhor dentro desse processo terapêutico que é cuidar da saúde”, diz a coordenadora pedagógica Zilma Rodrigues Neto.

Carta

Crianças e adolescentes não são os únicos beneficiados pelo projeto. A idéia é também dar uma nova chance para quem não teve a oportunidade de ir à escola no tempo certo. Foi depois que passou a freqüentar sessões de hemodiálise que o aposentado Gercino Carlos de Oliveira, aos 71 anos de idade, começou a aprender a ler e a escrever.

As letras ainda são trêmulas, mas Oliveira já ensaia uma carta para aos parentes. Aliás, pegar um ônibus para ir ao encontro deles não é mais problema. “Estou conhecendo nome de ônibus, para onde vai e o número de casa”, conta o aposentado.

Fonte:G1

Seria muito bom e importante se todos os estados e municipios dessem o mesmo exemplo de Goiânia. Já fiquei sabendo de muitos alunos que perderam o ano por intrasigência de diretoras e secretários de educação que não cumprem com os direitos dos alunos enfermos.

Em casos assim, só resta uma única alternativa possível: Denúncia.

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