quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Em busca da identidade

Lendo  o artigo  "Coordenação Pedagógica: uma práxis em busca de sua identidade" de Maria Amélia Santoro Franco, destaquei algumas questões para reflexão. 

Como abordar as questões pedagógicas na escola? como orientar a prática docente se  por vezes nos atolamos no trabalho diário dos turnos escolares sem nos dar conta de nossa verdadeira função educativa?

Há muito o que se discutir sobre isso.

Penso sempre que um dos graves problemas nos setores pedagófigos, são a insistência de algumas secretarias de educação em menosprezar  o pedagogo, inserindo profissionais sem formação no setor. 
Isso porque não levam em conta, o papel formativo do coordenador pedagógico e sua ampla abordagem  no âmbito escolar.

É cono se qualquer professor pudesse ser cooordenador pedagógico.

Se pensarmos no âmbito do malabarismo e das resoluções fáceis do cotidiano escolar, poderíamos em ultima análise dizer que qualquer professor pode assumir a coordenação pedagógica.

Mas se pensarmos  a  coordenação com suas especificidades de educação continuada e tarefas educativas que incluem pesquisa e práxis educativa diferenciada, então  a conversa muda totalamente de figura.
Trago para a discussão alguns tomos que considerei relavantes na pesquisa da Maria Amélia

Quem desejar ler o artigo completo, ele está em: http://www.metodista.br/ppc/multiplas-leituras/multiplas-leituras-01/coordenacao-pedagogica-uma-praxis-em-busca-de-sua-identidade 

"(...)Para trabalhar com a dinâmica dos processos de coordenação pedagógica na escola, um profissional precisa ter, antes de tudo, a convicção de que qualquer situação educativa é complexa, permeada por conflitos de valores e perspectivas, carregando um forte componente axiológico e ético, o que demanda um trabalho integrado, integrador, com clareza de objetivos e propósitos e com um espaço construído de autonomia profissional.

Acredito que seja fundamental ao profissional da coordenação pedagógica perceber-se como aquele educador que precisa, no exercício de sua função, produzir a articulação crítica entre professores e seu contexto; entre teoria educacional e prática educativa; entre o ser e o fazer educativo, num processo que seja ao mesmo tempo formativo e emancipador, crítico e compromissado.(...)'


"Estive até agora refletindo sobre a perplexidade dos coordenadores pedagógicos diante da tarefa de coordenar o pedagógico. Quero realçar que essa perplexidade não é só dos coordenadores: ela está presente em todos aqueles que trabalham com a educação. Onde se encontra o pedagógico? Como o pedagógico permeia as ações escolares? Há o pedagógico dos docentes, no espaço de sala de aula; há o pedagógico nas ações de gestão da escola; há o pedagógico presente nas políticas públicas. De que pedagógico falamos? "


" Esse sentimento de inadequação e incapacidade permeia todo o grupo. Sabem e reconhecem que um trabalho de capacitação docente deve ser planejado, gradual, contínuo e persistente. Mas sabem que não possuem condições – nem pessoais, nem profissionais, nem administrativas para tal fim. Daí sentem-se vulneráveis no trabalho com os docentes e acabam priorizando aquilo que de alguma forma sabem fazer. Uma frase bem contundente de um dos participantes: o que amplia meu cansaço é a variedade de afazeres que não são de minha competência e, além disso, saber que no próximo dia estarei relutando com a concentração de poder e resistência de alguns professores."