sábado, 15 de agosto de 2009

Gripe Influenza

Começando as aulas dia 17 depois de um recesso forçado por conta da Influenza.

Realmente, ainda estou me esforçando para entender algumas coisas com relação a esta gripe. Dizem que ela começa ascender a partir do dia 24, mas que até lá, poderão ocorrer muitas mortes.

Portanto, evitem aglomerações.

Eu sei do que falo, pois fui diagnosticada com a suína, há três semanas atrás. Os sintomas são terríveis e o estado de nervos fica abaladíssimo por conta das notícias e do medo de morrer com a gripe.

Acho importante as escolas fazerem o recesso por conta do agrupamento de crianças. Mas as crianças se agrupam em todos os lugares não é mesmo?

Então essa medida vai se transfornamdo meio que numa tragiocomedia de segunda.

Mas entre arriscar ou não, é melhor nossas crianças ficarem em casa, onde mal ou bem, temos um controle sobre elas e onde podemos ensiná-las corretamente a ter o máximo de higiene e aseio consigo mesmo.

Agora, se por acaso as crianças estiverem com um resfriadinho básico, estique as férias até o final do mês.Afinal, você não quer que seu querido ou querida seja tratado como o "dalit" da escola né?

Porque hoje em dia é só dar uma tossidinha básica, e você está relegado ao ostracismo total.

Ninguém quer saber de chegar perto de você.

E no final do ano: Deus nos acuda!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Improbidade Administrativa

Eu queria escrever sobre isso já tem algum tempo, mas sempre acontece de um ou outro tema ou post anteceder a este.

Mas hoje resolvi postar logo sobre isso, pois é um asunto que realmente merece toda nossa atenção.

Há algum tempo atrás, estava eu na escola, procurando um tema para um projeto que fosse interessante para os alunos da educação infantil.

Como era mês de abril,não titubiei: Iríamos trabalhar Monteiro Lobato e sua obra e lasquei na reunião da gestão administrativa do colégio todos os meus sonhos projetados com atividades para o mês todo.

Diante da minha alegria e espontaniedade, contagiei a todos, principalmente a diretora que no auge do entusiamso falou assim:-A gente poderia inclusive chamar o Monteito Lobato para dar uma palestra aqui na escola.

Nós, as orientadoreas pedagógicas e educacionais, quase tivemos um infarto fulminante do miocárdio.

Como assim, chamar o Monteiro Lobato?

Uma de nós, conseguiu se restabelecer antes das outras e falou:-Mas o Monteiro Lobato já morreu.

Não satisfeita, a diretora replicou: - Ah é? Coitado! Morreu quando?

Se eu não estivesse lá, se alguém tivesse me contado essa história, eu acharia que era uma piada. De mau gosto, mas ainda assim, uma piada.

Nós nos retiramos da sala da direção profundamente abaladas.

Eu talvez mais do que todas.Afinal, a idéia fora minha.

A partir daquele dia, comecei a procurar uma outra escola pra trabalhar, precisava com urgência retomar uma nova caminhada para mim.

Depois disso, me tornei uma militante quase intolerante de eleição diretas para diretores.

Quando soube que o estado do Rio havia retrocedido nesse campo, fiquei profundamente preocupada, pois as indicações políticas geralmente afundam com o nosso objetivo pedagógico que é educar para todos e todas, com democracia e igualdade.

E os municipios, que ainda não tem um fazer democrático nessa área, geralmente costumam acompanhar o estado em suas decisões, e com esse retrocesso demos vários passos para trás.

Indicação de diretor por vereadores e outras pessoas influentes deveria ser crime, e o governo federal deveria impedir este fato com uma norma e não meramente se lançar de indicativos para esse assunto.

Obviamente essa diretora não demorou muito tempo no cargo, logo a escola ficou livre dessa presença tão nefasta e ridiculamente fora da realidade.

Sei que eleições democráticas na escola, também não são a solução messiânica, porém os profissionais da educação podem conhecer e avaliar os candidatos antes de escolher uma, que por exemplo, ressucite Monteiro Lobato.

sábado, 1 de agosto de 2009

Pierre Levy

Pierre Levy é uma figura extraordinária do pensamento contemporâneo. Carlos Nepomuceno realizou uma breve e exclusiva entrevista com Levy, que em determinado trecho disse o seguinte:

Eu estou mais interessado em profundas e longas meditações que explorem os assuntos desconhecidos sobre os quais ninguém está falando e que poucos entendem ou estão interessados. O resultado desse tipo de meditação pode ser um livro (claro que o livro poder estar no formato digital) ou em outro suporte (…).

Ele não se importa de ser publicado em e-book. Isso não surpreende ninguém que conheça o trabalho dele com tecnologia, redes e internet, desenvolvido há décadas. Vinte anos atrás, ele já descrevia como seria a Internet hoje.

Essa entrevista me recorda o quanto alguns autores, editoras e editores, apreciam viver a anos-luz de distância de pessoas como o Pierre Levy. Como gostam de pensar que os livros eletrônicos nunca “vão pegar”. A verdade é que o bloco já está na rua, gostem ou não. Livros impressos são digitalizados e pirateados aos milhares por leitores brasileiros (Folha de SP), em comunidades no orkut e até em blogs - e justiça seja feita, são leitores de todas as idades fazem isso. Para os leitores fãs de livros, a tecnologia não é um obstáculo - é só mais uma ferramenta para atingir o mesmo objetivo.

Adianta tapar o sol com a peneira? Melhor engolir os e-books, antes que eles engulam os autores, as editoras e os editores…

Fonte:http://editoraplus.org/noticias