domingo, 28 de junho de 2009

Como a violência doméstica afeta as crianças?

‘‘A violência doméstica é uma epidemia que contamina todo o tecido familiar. Estatísticas mostram que homens que espancam suas parceiras também são violentos com as crianças dentro de casa’’, explica a psicóloga Maria Luíza Aboim.

Estudo feito entre 2000 e 2001 pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo mostrou que os filhos de 5 a 12 anos criados em famílias em que a mulher é submetida à violência apresentam mais problemas, como pesadelos, chupar dedo, urinar na cama, ser tímido ou agressivo. Na cidade de São Paulo, as mães que declararam violência relataram maior repetência escolar de seus filhos de 5 a 12 anos; e na Zona da Mata de Pernambuco houve maior abandono da escola."

Mais informações: Ana Flávia d’Oliveira ( aflolive@usp.brEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ), pesquisadora do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, fones (11) 3066-7085 / 3066-7094; e Malvina Muszkat ( muszkat@uol.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ), psicóloga do Pró-Mulher, Família e Cidadania, fones (11) 3812-4888 / 3816-6592.

Fonte:Portal da Mulher

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Escola da Ponte por José Pacheco

Palestra do Prof. José Pacheco na APEOESP, apresentada pelo programa Educação na TV. O professor Pacheco é ex-diretor da conhecida Escola da Ponte de Portugal.



domingo, 21 de junho de 2009

Computadores para todos

Segundo a Coluna de Jorge Bastos Moreno do jornal O Globo, o quase sempre governador em exercício do Rio de Janeiro, vulgo Pezão, anunciou que Piraí é a primeira cidade do mundo a universalizar 6.200 Pcs para a rede de ensino.

O sonho dele agora é universalizar os Pcs para todos os alunos da rede estadual.

A proposta é que os melhores alunos recebam os Pcs, totalizando 7 mil e poucas máquinas distribuídas.

Eu não entendo esse povo.

As crianças que estudam nas escolas do estado são praticamente semi-alfabetizadas, apresentam graves problemas de aprendizagem, deficiências motoras, diversos distúrbios comportamentais...

Não seria melhor investir e apostar numa reestruturação da rede que buscasse a solução para os problemas enfrentados?

A começar pelos salários dos professores que se não me engano, ganham cerca de R$ 512,00 há mais de dez anos sem reajuste. Pra ganhar uma grana a mais e sobreviver, os professores tem que trabalhar em mais não sei quantas escolas ou fazer as malfadadas GLP's.

O mais absurdo de tudo é a proposta pedagógica de distribuição dos pcs que pune o aluno que tem o desenvolvimento da sua capacidade de aprender comprometido.

Ou seja, os melhores recebem o pc e o que não conseguiu, o fracassado, fica se roendo de inveja.

O fato comprovado é que essa pedagogia não existe mais, é uma pedagogia de exclusão,de divisão, que pune os culpados sem lhes dar as chances que eles precisam.

Nada nunca nos garantiu em educação, que aquele aluno que é punido com uma pedagogia dessas, queira tentar melhorar para que no próximo bimestre, no próximo ano ele possa vir a ganhar qualquer coisa que seja.

Ou seja, uma pedagogia barata,de seleção, de gente querendo enganar o povo, e fazendo com isso um trampolim eleitoreiro.

Nós todos sabemos que esses jovens, os excluídos dos Pcs são vítimas de governos e de seus planos de ensino medíocres e ultrapadassdos.

E continuarão sendo com essa proposta demente.

Que a Tecnologia em Educação é importantíssima, é inegável, que seria maravilhoso que todos os alunos tivessem acesso à rede e as informações contidas nela, sem dúvida nenhuma,seria perfeito, como já acontece em vários países desenvolvidos, ou seja, nos paises que conseguiram vencer seus desafios, seus analfabetismos funcionais, suas defasagens salariais, suas propostas ultrapassadas de ensino.

Eu sou uma militante a favor da democratização do acesso à informática. Mas seria bom se TODOS os alunos tivesem o direito à informação, e não somente os escolhidos.

A inclusão digital é uma proposta muito séria e o aluno precisa aprender a usar o computador com todos as suas benesses e as suas mazelas.

Ou será que "eles" pensam que as máquinas, essas audazes,farão o que os governos não conseguem fazer?

Será que as máquinas por si só farão a revolução que o ensino do Estado do Rio precisa?

É um caso a se pensar.

sábado, 20 de junho de 2009

Festa Junina em Libras

São João traduzido para a Libras

Portadores de deficiência auditiva curtem a festa junina e se inserem na sociedade

Fonte: Denise Pellegrini (dpellegrini@abril.com.br)-Revista Nova Escola- Ed. 213- Junho/09

Na escola, a garotada aprende a importância de manter viva a tradição e, é claro, dança quadrilha e se delicia com as guloseimas. O sonho da professora Loide Araújo Guimarães, da Escola Municipal de Educação Infantil Ana Luiza Mesquita Rocha, em Aracaju, era que, em sua turma, todos (sem exceção) compreendessem a riqueza da celebração. Um desafio e tanto. Loide é responsável por uma sala de recursos e, no ano passado, entre os oito alunos havia três com deficiência auditiva e idade entre 4 e 5 anos. "Para participar da festa com as outras crianças eles precisavam conhecer aquele universo por meio da Língua Brasileira de Sinais", justifica.

Ao basear seu trabalho no ensino da Libras, Loide está no caminho certo. "A primeira língua a ser usada por pessoas com deficiência auditiva é a de sinais. É a Libras que vai dar base para a aprendizagem da segunda língua, no caso o português", explica Maria Inês Vieira, da Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Em Aracaju os meninos passam entre 45 minutos e uma hora e meia por dia com Loide, antes de ir para as classes de ouvintes. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil sustenta a inclusão de pessoas com deficiência auditiva nas atividades regulares como meio de favorecer o desenvolvimento de várias capacidades, como a sociabilidade. Para facilitar esse trabalho e torná-lo mais produtivo, Loide também auxilia as outras educadoras, ensinando-as a se comunicar com os garotos.

Síntese do trabalho

Tema: Inclusão e linguagem

Objetivo: Promover a inclusão de pessoas com deficiência auditiva no ambiente escolar, na família e na sociedade, por meio do ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras)

Como chegar lá: Trabalhe com a garotada o vocabulário referente a um determinado tema, como a festa junina, em Libras e em português escrito. Faça com que as crianças participem de todas as atividades planejadas pela escola para as demais turmas, como aulas-passeio em que a temática do projeto seja explorada. Ensine a língua de sinais também a funcionários, professores e familiares dos alunos, para que todos se comuniquem cada vez mais com as crianças

Dica: Uma maneira de envolver as famílias no projeto é reservar um tempo, após a aula, para ensinar às mães as palavras e expressões trabalhadas em classe

Loide contou com a colaboração da pedagoga Margarida Maria Teles, especializada em educação de surdos. "Queríamos evitar que as crianças ficassem alheias ao que acontecia à sua volta, como espectadoras", afirma Margarida. Traduzindo para a Libras muitos dos ícones relativos às comemorações, as duas permitiram a todos participar da construção coletiva dos festejos — não só imitar os colegas.

Na realização do projeto, que durou cinco semanas, Loide envolveu as demais professoras e também os familiares. O comprometimento dos pais é essencial para o progresso dos alunos nessa faixa de idade. "Todos os dias busco saber as palavras que meu filho aprendeu para me comunicar com ele", conta Rita de Cássia Hilário, mãe de Dayvid de Jesus, de 6 anos.

Com o objetivo de reforçar a aprendizagem do novo vocabulário, Loide colocou na sala um varal com cartazes. Cada um tinha o nome de uma comida, escrito em português e no alfabeto digital (em que cada gesto significa uma letra), e ilustrado com desenhos representando a língua de sinais. "As crianças tinham de relacionar os cartazes às figuras correspondentes", explica. Toda a decoração da sala alusiva ao tema também era acompanhada de reproduções dos gestos na Libras. Nas tradicionais bandeirolas, a professora desenhou o sinal correspondente a cada cor.

A classe de Loide participou, com o restante da escola, de uma excursão pela cidade decorada com motivos juninos. O grupo visitou o mercado, lotado de barracas com comidas típicas. "Durante o passeio eu ia ensinando o que era cada coisa, em português e na Libras", lembra-se. Depois a turminha foi à casa do estudante José Edson Sousa e ajudou a mãe do garoto a preparar diversos pratos, identificando os ingredientes aprendidos em aula.

No dia da festa no colégio, sanfoneiros foram chamados para garantir a animação. Observando os colegas, os alunos com necessidades especiais também dançaram a quadrilha. "Eles sentem a vibração da música e a integração com os ouvintes é salutar", elogia Solange Rocha, professora do Instituto Nacional de Educação de Surdos. Finalmente, na hora de pedir as comidas, ninguém precisou apontar. Bastava fazer o sinal correspondente, na Libras, para ser servido. Maior prova de sucesso não poderia haver: a escola tinha se transformado num espaço de integração — via educação.

Quer saber mais?

Escola Municipal de Educação Infantil Ana Luiza Mesquita Rocha, R. Alagoas, 2051, CEP 49085-000, Aracaju, SE, tel. (0_ _ 79) 241-6653

Festa Junina e Aprendizagem

Este espaço como bem sabe,é um espaço de aprendizagem e de compartilhamento de idéias,de atividades,de textos,de vivências e experiências.
Achei muito interessante este arquivo da nova escola deste mês, e repasso para vocês com os devidos créditos.

Equívocos em série

Aulas perdidas, desrespeito à diversidade cultural e à liberdade religiosa... Aqui, os dez erros mais comuns nas festas escolares

Julia Priolli (novaescola@atleitor.com.br)


Durante o ano, temos 11 feriados nacionais – na média de um a cada cinco semanas –, um monte de datas para lembrar pessoas (Dia das Mães, dos Pais, das Crianças, do Índio) e fatos históricos (Descobrimento do Brasil, Proclamação da República). Sem contar os acontecimentos de importância regional. Nada contra eles. O problema é que muitas vezes a escola usa o precioso tempo das aulas para organizar comemorações relacionadas a essas efemérides. O aluno é levado a executar tarefas que raramente têm relação com o currículo. Muitos professores acreditam que estão ensinando alguma coisa sobre a questão indígena no Brasil só porque pedem que a turma venha de cocar no dia 19 de abril – o que, obviamente, não funciona do ponto de vista pedagógico.


Festas são bem-vindas na escola, mas com o simples – e importante – propósito de ser um momento de recreação ou de finalização de um projeto didático. É a oportunidade de compartilhar com os colegas e com os familiares o que os alunos aprenderam (leia mais no quadro abaixo). No entanto, não é isso que se vê por aí. A seguir, os dez principais equívocos dos eventos escolares.

1. O desnecessário vínculo com efemérides

Essa palavra estranha tem origem na astronomia e dá nome a uma tabela que informa a posição de um astro em intervalos de tempo regularmente espaçados. No popular, o termo é usado no plural e significa a seqüência de datas lembradas anualmente. Algumas têm dia fixo (Independência, Bandeira); outras, não (Carnaval, Dia das Mães). Até aí, nada de mais. O problema é quando a escola usa tudo isso como base para montar o currículo. "Planejar o ano letivo seguindo efemérides desfavorece a ampliação de conhecimentos sobre fatos e conceitos", afirma Marília Novaes, psicóloga e uma das coordenadoras do programa Escola que Vale, de São Paulo. Exemplo? Dia do Índio. A lembrança não envolve estudos sobre as questões social, histórica e cultural das nações indígenas brasileiras. Para haver aprendizagem, é preciso muita pesquisa e mais do que um dia festivo. Outro caso? Folclore. A escola é invadida por cucas, sacis e caiporas em agosto, já que o dia 22 é dedicado a ele por decreto. Ora, se o planejamento prevê o uso de parlendas e trava-línguas durante o processo de alfabetização e de estruturas narrativas, no ensino de Língua Portuguesa, que tragam informações sobre tradições, crenças e elementos da cultura popular, isso basta para que o tema seja tratado em qualquer época. Sem contar os tópicos cuja expressividade é questionável (Semana da Primavera) ou controversa, como o Dia dos Pais e o das Mães: "Enfatizar datas comerciais como essas é ignorar as mudanças no perfil da família brasileira, que nem sempre conta com as duas figuras em casa", completa a psicóloga.

2. O desrespeito à liberdade religiosa

Dos 11 feriados nacionais, cinco têm origem no catolicismo (Páscoa, Corpus Christi, Nossa Senhora Aparecida, Finados e Natal). As escolas que seguem essa religião lembram as datas. O problema é que as escolas públicas também. Segundo a Constituição da República, o Brasil é um Estado laico, ou seja, sem religião oficial. Porém, em quase todas as unidades de ensino há algum tipo de comemoração: as crianças da Educação Infantil (não importa se têm ou não religião) se fantasiam de coelhinho e pintam ovos em papel mimeografado. No fim do ano, uma árvore de Natal, com bolas e luzes, é montada na recepção ou no pátio. Segundo o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nos anos 1990, a maioria da população brasileira (73%) é católica. Mas uma escola inclusiva não esquece que os filhos dos 15% de evangélicos e dos 12% de seguidores de outros cultos ou não pertencentes a um deles também estão na sala de aula, certo? Para Renata Violante, consultora pedagógica do Instituto Sangari, em São Paulo, os educadores não podem dar a entender que uma religião é superior a outra (quais são mesmo as datas importantes para espíritas, judeus, budistas, islâmicos e tantos outros?). Existem espaços próprios para cultos. Definitivamente, a escola não é um deles. As festas juninas são um caso à parte: elas se tornaram uma instituição e perderam o vínculo religioso. O enfoque folclórico, resgatando alguns hábitos e brincadeiras e a culinária do homem do campo, tornaas mais democráticas.

3. A confusão entre o currículo e o tema da festa

A festa não ter relação com o currículo é um problema. Mas outro tão grave quanto é usá-la como pretexto para ensinar. "Já que temos de fazer bandeirinhas para enfeitar barraquinhas, então vamos aproveitar para ensinar geometria", pensam alguns professores bem-intencionados, esquecendo que um ensino eficiente requer planejamento, avaliação inicial e contínua e uma seqüência lógica que leve à construção do conhecimento. É como se, de repente, estimar a quantidade de pipocas no saquinho virasse conteúdo de Matemática.

4. O mau uso das poucas horas dedicadas às aulas de Arte

Não raro, o espaço que seria utilizado para essa disciplina é convertido em oficina de enfeites. Para colocar o aluno em situação de aprendizagem, é papel do professor de Arte propor atividades que favoreçam o percurso criador. "A subjetividade não pode ser ofuscada pelo sentido objetivo e funcional do ornamento, com caráter unicamente estético", afirma José Cavalhero, coordenador pedagógico do Instituto Rodrigo Mendes, em São Paulo. Na confecção de bandeirinhas, por exemplo, as crianças são orientadas a seguir um modelo preestabelecido sem dar espaço a suas marcas pessoais nem enfatizá-las. O modelo, que serviria apenas como referência para a elaboração de outras possibilidades, vira matriz para cópias – e a arte é um procedimento mais abrangente do que isso. A produção do estudante deve ter um propósito maior do que atender à expectativa do professor. "Caso a ocupação do ambiente festivo seja encarada como uma instalação ou intervenção artística, aí, sim, o aluno aprende em Arte", afirma Cavalhero.

5. A estereotipação dos personagens

Caipira com dente preto e roupas remendadas em junho, cocares e instrumentos de percussão em meados de abril. Esses estereótipos não correspondem à realidade. Homens e mulheres que moram no interior não se vestem dessa maneira, e os índios brasileiros vivem em contextos bem diferentes. "É inconcebível se divertir com base em elementos que remetem à humilhação e à ridicularização do outro", diz Mario Sérgio Cortella, filósofo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em sua opinião, essas práticas destoam da intenção educativa acolhedora e pluralista, pois, toda vez que se trata o outro com estranhamento, se promove a idéia de que há humanos que valem mais e outros, menos. "Quadrilha, sim, mas sem maquiagem nem fantasias grotescas que humilhem o homem do campo", completa Cortella.

6. A obrigatoriedade da participação

"Professora, não quero dançar", diz um. "Tenho vergonha de falar na frente de todo mundo", avisa outro. Quem já não ouviu essas frases dias antes de um evento escolar? Quando a festa nada tem a ver com a aprendizagem, os alunos não são obrigados a participar. Nesses casos, é proibido causar qualquer tipo de constrangimento a eles. Cabe ao professor colocar pouca ênfase nos momentos não relacionados ao aprendizado. "Imagine o que uma criança sente quando é colocada à força no meio da quadrilha. É uma atitude desrespeitosa com os sentimentos e a individualidade dela", afirma Maria Maura Barbosa, do Centro de ocumentação para a Ação (Cedac), de Paraupebas, a 700 q uilômetros de Belém. Ela afirma ainda que alguns pais optam por não se envolver por razões financeiras. "Quem não tem condição de arcar com uma fantasia para os filhos fica envergonhado e não participa. Fala-se tanto em inclusão, mas as festas às vezes excluem."

7. A finalidade incerta dos recursos arrecadados

Pequenas reformas, mobiliário novo, material pedagógico... Quando a verba que vem da secretaria não dá para comprar tudo, pensa-se em festa para arrecadar fundos. A comunidade é convidada, participa, gasta, e muitas vezes não fica sabendo o destino dos recursos. Pior, às vezes o dinheiro que seria usado na ampliação da biblioteca ou na compra de computadores vai para outro fim. A solução é divulgar o objetivo da iniciativa e prestar contas quando o bem for adquirido. Em tempo: a arrecadação sempre aumenta quando bebidas alcoólicas são vendidas. Renata Violante não acredita em meio-termo: "A bebida deve ser proibida. Os diretores que inventem outras maneiras de obter mais dinheiro".

8. O objetivo principal ser apenas atrair os pais

Eles não costumam ir às reuniões, não conversam com os professores sobre o avanço dos filhos e mal conhecem a escola. Os diretores pensam: "Quem sabe, para se divertirem, os pais venham até nós". Embora os momentos de confraternização com os familiares sejam importantes, eles não devem ser a única maneira de envolvê-los. Reuniões marcadas com antecedência e planejadas para compartilhar o processo de aprendizagem e a produção intelectual, artística e esportiva das crianças são as iniciativas que exibem os melhores resultados quando o objetivo é atrair e conquistar as famílias.

9. A única maneira de socializar a aprendizagem

Um dos objetivos da escola deve ser exibir a produção intelectual e artística do aluno, principalmente aos pais, nas mais variadas ocasiões. Fazer uma festa é apenas uma possibilidade, por isso não deve ser usada em excesso. Geralmente, o caráter de recreação costuma dificultar a apresentação dos saberes. "Já feiras e exposições favorecem o foco no conhecimento e permitem ainda situações de comunicação oral formal, importante maneira de compartilhar o aprendizado", explica Maura Barbosa, do Cedac. Exemplos: um seminário sobre um conteúdo trabalhado em Ciências ou um sarau de poesia. (E, depois disso tudo...)

10. O precioso tempo jogado fora

Usar a sala de aula ou o período que deveria ser dedicado a atividades pedagógicas para os preparativos é um desrespeito com as crianças e com o compromisso que a escola tem de ensinar. "O diretor raramente investe na reflexão sobre os indicadores de aprendizagem dos alunos o mesmo tempo que gasta com a produção dos eventos. O professor, por sua vez, deixa de promover situações intencionais de ensino", afirma Maura. Se a festa não é concebida como maneira de contextualizar os conteúdos aprendidos, ela deve ser organizada sempre em horários alternativos aos das aulas.

Tem de ter festa!

Ninguém é contra festas, desde que elas sejam para recreação pura e simples ou uma maneira de socializar o aprendizado. As do primeiro tipo podem envolver todos e ser muito divertidas, desde que não ocupem o tempo de sala de aula na organização. Já as que são planejadas para finalizar o estudo de determinado conteúdo exigem muito preparo. Quando o evento faz parte do projeto didático, o tema precisa ser previsto no currículo (e é dispensável a relação com efemérides) e nada mais justo do que usar o tempo de sala de aula para a sua produção (que também envolve aprendizado). Antes de bolarem o evento junto com o professor, os alunos certamente serão convidados a pesquisar, levantar hipóteses, realizar diversos tipos de registros e trocar conhecimentos com os colegas. Já que a festa é uma das etapas do processo, fica proibido deixar alguém de fora. Se um aluno não quiser participar por qualquer motivo, cabe ao professor envolvê-lo e ajudá-lo a superar as dificuldades que surgirem, seja em relação a timidez, seja em relação a habilidades de comunicação.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Conferência Municipal de Japeri

Ontem terminamos a etapa municipal de discussão dos eixos temáticos propostos pelo MEC pra a criação de um sistema nacional articulado de educação.

A participação nos Gt's foram ótimas, nada comtemplativas, com os professores opinando e querendo que suas opiniões de fato sejam ouvidas.Tivemos várias propostas bem coesas, e todas foram debatidas com muita seriedade.

A Secretária de Educação Miriam de Paz,presidiu a mesa e conclamou os educadores presentes a participarem do ensino, das questões que envolvem a escola e a não se omitirem do universo escolar.

A escolha dos delegados foi altamente representativa: Movimentos sociais, étnicos, trabalhadores da educação.

Fiquei muito orgulhosa de ter organizado a conferência e de, como funcionária, ter participado da construção deste processo democrático de debate.

Foi bem bacana.

Proxima Etapa: Intermunicipal.

O papel e a tinta

A Importância da Mensagem

Certo dia, uma folha de papel que estava em cima de uma mesa, junto com outras folhas exatamente iguais a ela, viu-se coberta de sinais. Uma pena, molhada de tinta preta, havia escrito uma porção de palavras em toda a folha.

-Será que você não podia ter me poupado esta humilhação? Disse, furiosa, a folha de papel para a tinta.

-Espere! respondeu a tinta.

-Eu não estraguei você.

-Eu cobri você de palavras...

-Agora você não é mais apenas uma folha de papel, mas sim uma MENSAGEM. Você é a guardiã do pensamento humano. Você se transformou num documento precioso.

E, realmente, pouco depois, alguém foi arrumar e apanhou as folhas de papel para jogá-las na lareira. Mas subitamente reparou na folha escrita com tinta, e então jogou fora todas as outras, guardando apenas a que continha uma mensagem.

Autor: Leonardo da Vinci

Fonte:http://contarerecontarparaencantar.blogspot.com

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Escola que pensa- A Formação do Formador

Acabei de ler o artigo da Professora Laura Monte Serrat Barbosa intitulado -A escola é lugar de gente que pensa sobre o que faz e faz o que pensa-(1).
Fiquei muito feliz por ver o eco do meu pensamento ali retratado.
O texto fala da formação do formador e de como os vários cursos que fazemos, às vezes,caem no solo infértil do cotidiano.
Eu acredito que a formação continuada mais do que uma demanda das secretarias de educação e dos orgãos governamentais, é uma demanda do próprio professor que sabe da importância de se formar, para enfrentar os desafios do ensino aprendizagem e as várias mazelas que infelizmente o cerceam,como a violência, as drogas, a desmotivação visceral dos alunos, ou até mesmo impedimentos de como lidar com essa tal tecnologia, com a mídia cada vez mais presente em nossa vidas e etc.
Porém a maneira como a Professora Monte Serrat retrata a questão da formação continuada tem um quê de dura realidade.
Ela denomina de -falação continuada- as várias reuniões que comparecemos e que não acrescenta em nada na nossa prática pedagógica.
São meras sessões de informação onde o professor, muitas vezes obrigado a ir, apenas escuta contando as horas para ir embora ou ganhar o certificado.
Eu acrescentaria ainda, muito interessado no coffee break oferecido pelo evento.
"Esses espectadores são na verdade, sujeitos-arquivos, submetidos, para além de uma educação bancária, como diria Paulo Freire, mas a uma educação colecionadora(...)que coleciona além de tudo, fotografiass, slides, certificados, e autografos"(p.26)diz a professora Monte Serrat.
Triste? irônico?
Sim. Mas essa é uma realidade da qual não podemos fugir. Nem omitir. Ou fingir que ela não exista.
Seguindo a analogia que A está para B, assim como C está para D, então, se temos uma -falação continuada- isso implica que temos uma -escutação continuada-
Há excessões? Sempre, graças a Deus.
Há profissionais que tem uma enorme vontade que a coisa dê certo, que ao participarem de palestras, conferências e jornadas pedagógicas carregam os ditos e vistos para a sua bagagem e vão se instrumentalizando no seu saber-fazer.
Sou defensora de uma formação continuada dinâmica, de preferência em serviço, que é onde as coisas acontecem, tendo o Coordenador Pedagógico como mediador e provocador das questões que precisam ser potencializadas.
O Coordenador não é o salvador messiânico,mas vai exercer aquela que é uma das suas funções práticas:construir junto com os professores as soluções para os problemas enfrentados na escola.
O Coordenador Pedagógico através de seus instrumentos de observação e vivência do cotidiano é aquele que será capaz de propor dinâmicas, rodas de conversa, trocas que são importantes para o conjunto.
Nada melhor do que o vivido compartilhado.
Trazer a palestra, a conferência, a jornada pedagógica para a escola, para a sala de aula, torná-las operantes no meio de todos e a serviço da aprendizagem.
A escola é este espaço de mudar, de criar, de reelaborar, de rever o que foi feito ou o que ainda não foi feito.
Escola é lugar de vida, de cooperação, de contagem regressiva não para o término da palestra, mas de contagem regressiva para a solução dos conflitos, para solução dos enfrentamentos diários da sala de aula.
Lugar de tranformação que ao se tranformar, transforma as pessoas e transforma o mundo.

1- In:Professor- A Formação dos Professores Formadores- Org. Isabel Paroulin , ED. Positivo, 2009.

Líder indígena brasileiro ganha prêmio internacional de direitos humanos

Notícias

Sociedade Internacional de Direitos Humanos premia o líder Almir Suruí.
Ele denunciou a exploração de madeira na terra de seu povo.

O líder indígena brasileiro Almir Suruí recebeu em Genebra, na Suíça, um prêmio da Sociedade Internacional de Direitos Humanos, organização que atua em 26 países. A entrega aconteceu neste sábado (25) na sala de concertos Victoria Hall, em Genebra, onde foi executada também uma obra de Heitor Villa- Lobos.

“Sempre digo que direitos humanos não existem sem floresta, pois ela tem papel importante na qualidade de vida. Assim como, quando se fala de floresta, não se pode deixar de falar de direitos humanos”, comentou o líder, que se disse satisfeito por uma entidade internacional ter reconhecido seu trabalho. “Achei [o prêmio] importante, pois pode se tornar uma ferramenta para a gente continuar a lutar”, acrescentou, em entrevista ao Globo Amazônia, da Suíça.

Almir é líder dos índios suruí e vive na Terra Indígena Sete de Setembro em Cacoal, Rondônia. Ele é coordenador Etno-Ambiental da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), e denunciou à Organização dos Estados Americanos a exploração ilegal de madeira nas terras indígenas de Rondônia. Passou a receber ameaças de morte depois disso.
Depois Almir conseguiu algumas parcerias inéditas, uma delas com a empresa americana Google, para que esta mapeasse a terra de seu povo, protegendo-a do desmatamento, e outra com a Forest Trends, organização não-governamental também dos EUA, para recuperar áreas degradadas de floresta e entrar no mercado de carbono.

A Sociedade Internacional de Direitos Humanos é uma organização com cerca de 30 mil membros em 26 países. Surgiu nos anos 70, na Alemanha Ocidental, chamando atenção para o desrespeito aos direitos humanos em países do bloco comunista. O prêmio recebido por Suruí é concedido anualmente a figuras de destaque na luta pelos direitos humanos. Em 2000, por exemplo, ele foi concedido ao Dalai Lama.

Curso de Férias no Museu do Indío- RJ

Começam no próximo dia 15 de junho as incrições para o tradicional curso de férias do Museu do Índio "Dimensões das Culturas Indígenas". O tema escolhido para a edição 2009 é "Propriedade Intelectual, Direitos Autorais e Conhecimentos Tradicionais dos Povos Indígenas no Brasil".

Entre os palestrantes, pesquisadores, professores e especialistas da Biblioteca Nacional, do Fundo Brasil de Direitos Humanos, da Universidade de Brasília, do Museu Nacional/UFRJ, do IFCS/UFRJ, do Ministério Público Federal, do Ministério de Relações Exteriores e da USP. Lideranças indígenas e autoridades do governo vão participar da mesa redonda sobre o Estatuto dos Povos Indígenas que vai encerrar a programação.

O valor do curso é de R$200,00 (estudante paga R$100,00).
As palestras acontecerão sempre das 14h às 17h.
Mais informações pelo telefone (21) 3214-8722 ou pelo e-mail curso@museudoindio.gov.br.
Veja abaixo a programação completa.

Dimensões das Culturas Indígenas 2009
“Propriedade Intelectual, Direitos Autorais e
Conhecimentos Tradicionais dos Povos Indígenas no Brasil”


Primeira Semana: 27 a 31 de julho
Segunda-feira, 27/07 – Direitos Autorais no Brasil: um panorama atual.
Dr. Jaury Nepomuceno de Oliveira – Biblioteca Nacional

Terça-feira, 28/07 – Direitos Autorais e de Imagem dos Povos Indígenas.
Dra. Ana Valéria Araújo – Fundo Brasil de Direitos Humanos

Quarta-feira, 29/07 – A pintura esquecida e o desenho roubado: contrato, troca e criatividade entre os Kisêdjê (Suyá).
Dra. Marcela Stockler Coelho – DAN/UnB

Quinta-feira, 30/07 - Patrimônio, Museus e Povos Indígenas.
Dr. João Pacheco de Oliveira – PPGAS/Museu Nacional do RJ

Sexta-feira, 31/07 - Propriedade Intelectual e Conhecimentos Tradicionais dos Povos Indígenas: Questões Éticas.
Dra. Juliana Santilli – Ministério Público Federal

Segunda Semana: 03 a 07 de agosto
Segunda-feira, 03/08 – Músicas indígenas: registro, patrimônio imaterial e propriedade intelectual.
Dr. Gustavo de Britto Freire Pacheco – Ministério de Relações Exteriores

Terça-feira, 04/08 - Registro e Documentação de Línguas Indígenas.
Dra. Bruna Franchetto, PPGAS, MN

Quarta-feira, 05/08 - Arte Indígena: agência, alteridade e relação.
Dra. Els Lagrou, IFCS/UFRJ

Quinta-feira, 06/08 – Valorizar e salvaguardar patrimônios culturais: apropriações indígenas, seus contextos e desafios.
Dra. Dominique Gallois, USP, IEPÉ

Sexta-feira, 07/08 – Mesa de Debates
O Estatuto dos Povos Indígenas, Direitos Autorais e Propriedade Intelectual.

Participação de representantes indígenas e autoridades do governo.


Atividades extras

10:00 às 17:00 hs – Visita à exposição permanente do Museu do Índio

13:00 às 14:00 hs – Apresentação de Vídeos

domingo, 7 de junho de 2009

Campanha do Agasalho

Gente, tem feito tanto frio estes dias, e tem tanta gente que não pode ter agasalhos quentinhos como os nossos.

Acho essa campanha muito linda, e muito solidária.

Eu sempre que pude, fiz campanha de agasalho nas escolas que trabalhei, pois como eram em áreas muito carentes, eu via as crianças sentindo frio, e isso despedaçava meu coração.

Eu corria pra fazer alguma coisa.

Se você pode participar, participe.

A gente melhora nossa vida e a do planeta, doando nosso tempo e as coisas que estão nos sobrando para quem realmente precisa.

video

Oficina Roda de Histórias Indígenas

A atividade, gratuita, acontecerá dia 20/junho na ONG Papel Jornal, em 2 horários

As histórias indígenas são um manancial de imagens, por vezes inusitadas, que revelam temas fundamentais da condição humana, os fenômenos da natureza e a origem das coisas, demonstrando assim a vasta capacidade do homem em dar sentido e criar diferentes modos de vida.

Inspirada no aprendizado junto às narrativas indígenas, o grupo de contadores Roda de Histórias Indígenas em parceria com o Inbrapi - Instituto Indigena Brasileiro para Propriedade Intelectual, convida a uma mobilização em vivências criativas para desenvolver o imaginário, o auto-conhecimento e a solidariedade.

Apoiado pelo Programa Petrobras Cultural, na área de Educação para as Artes, que tem como objetivo viabilizar a produção e distribuição de materiais de apoio para educadores e agentes culturais comunitários, o grupo produziu uma coleção com quatro CDs de áudio com narrativas de diferentes povos indígenas, trilha sonora original e livreto ilustrado com sugestões pedagógicas

Em cada oficina haverá distribuição gratuita de alguns destes kits para Escolas e/ou Bibliotecas.

Nosso trabalho se destina a crianças, jovens e adultos: educadores, terapeutas, artistas e todas as pessoas interessadas em mitologia nativa”, explica Rute Casoy, coordenadora do projeto.

Programa:

· Contextualização cultural

· Debate

· Roda de histórias

· Dinâmicas de sensibilização

Equipe:

· Organização: Nilda Rodrigues

· Focalizadores/as: Rute Casoy, Juliana Franklin de Oliveira, Ana Gibson

· Apoio: ONG Papel Jornal


Inscrições: Serão 20 vagas por turma, solicite ficha para se inscrever: nyldarodriguez@uol.com.br

Telefone: (11) 9251 9895

Data/Horário,Local

Turma 1
20/junho (sábado) das 9h às 12h
ONG Papel Jornal – Rua Roberto Selmi Dei, 187 – Altura do no. 2.200 da M”Boi Mirim – Zona Sul de SP

Turma 2
20/junho (sábado) das 14h às 17h
ONG Papel Jornal – Rua Roberto Selmi Dei, 187 – Altura do no. 2.200 da M”Boi Mirim – Zona Sul de SP

sábado, 6 de junho de 2009

max haetinger

Ontem fui ver uma palestra do Max Haetinger e comprovadamente ele é um grande cara, um professor que acredita naquilo que faz.
Fico feliz por me sentir parte da trupe do Max.
De gente que acredita em gente, que acredita que a educação é a ponte para a mudança de todos os problemas que se acumulam por aí.
Eu acredito que é possível melhorar a nossa aprendizagem como professores, nosso ensinar-aprender- ensinar, num processo dialético e lindo, e que infelizmente parece tão esquecido por nós, por conta de todos os desafios que enfrentamos.
Porém uma coisa é certa:
Sem respeito não há apendizagem.
Sem afeto não há aprendizagem.
Afeto e respeito são coisas tão caras e e importantes no ensino, que o professor que esbanja isso, geralmente tem os melhores resultados.

E alegria é aquilo que falta na escola, além de tantas outras coisas tão simples, tão cabiveis, como paciência, tolerância, pensar no outro...

Uma tarde linda que só cristalizou aquilo que acredito.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Acessibilidade, sim senhor!

Essa coisa da Acessibilidade não é mais questão de sensibilidade ou de um pensamento politicamente correto, é questão de lei.

Uma lei importantíssima, que custou, mas saiu e nós educadores, que acreditamos na diferença que a educação faz, temos que estar de olho na aplicação dela, na nossa escola, no nosso bairro, na nossa cidade, e lutar por estes espaços tão importantes de democracia, pela liberdade de ir e vir.

Eu como membro do Conselho do Deficiente de Japeri, não posso me privar desta luta, que não é só do portador de deficiências, mas de todos nós.

Uma nota:

O Decreto regulamenta lei de acesso a portadores de deficiência
Site da RNP já garante a acessibilidade


A Casa Civil da Presidência da República disponibilizou, para consulta pública, a minuta de decreto que visa regulamentar as leis nº 10.048 e 10.098, ambas de 2000, que tratam da questão da acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência. O artigo 50, do capítulo VI, "Do acesso à Informação e à Comunicação" trata de questões de interesse às organizações que lidam com Internet e Tecnologia da Informação. O site da RNP já garante a acessibilidade a portadores de deficiência, mesmo antes desta regulamentação.

O texto completo das leis pode ser encontrado na Seção 1 do Diário Oficial da União de 05 de dezembro e nos sites da Presidência da República (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/consulta_publica/consulta.htm) e da Corde (http://www.presidencia.gov.br/sedh/corde). O capítulo VI segue transcrito abaixo.

CAPÍTULO VI
DO ACESSO À INFORMAÇÃO E À COMUNICAÇÃO

Art. 50. Em um prazo de até seis meses a contar da data de publicação deste Decreto, será obrigatória a acessibilidade nos sítios eletrônicos da administração pública para o uso das pessoas portadoras de deficiência, garantindo-lhes o pleno direito às informações disponíveis.

§ 1o Aplica-se o disposto no caput deste artigo aos sítios eletrônicos de estabelecimentos privados que explorem atividades de interesse público por meio da internet.

§ 2o Os sítios eletrônicos acessíveis às pessoas portadoras de deficiência conterão um símbolo que represente a acessibilidade na Web a ser adotado nas respectivas páginas de entrada.