quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Bibliografia sobre a questão étnico-racial


· Chalhoub,Sidney. Visões da Liberdade- uma história das últimas décadas da escravidão na Corte.São Paulo:Companhia das Letras, 1990.

· Carvalho,José Murilo de. I- A Construção da Ordem. II- Teatro de Sombras. Rio de Janeiro: UFRJ/ Relume Dumará,1996.

· Florentino, Manolo. Em Costas Negras - uma história do tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro.São Paulo: Companhia das Letras,1997.

· Reis,José João e Silva,Eduardo. Negociação e Conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras ,1989.

· Ioner, Éric. Nada além da Liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 1998.

· Gomes, Flávio dos Santos. A Hidra e os Pântanos - mocambos, quilombos e comunidades fugitivas no Brasil.. São Paulo:Unesp, 2005.

· Freitas, Décio. Palmares- A Guerra dos Escravos. Rio de Janeiro: Graal,1982.

· Silva , Alberto da Costa e. Um Rio Chamado Atlântico - A África no Brasil e o Brasil na África. Rio de Janeiro:UFRJ,2003.

· Munanga,Kabenguele ( organizador ). Superando o Racismo na Escola. MEC. Brasília,2005.

· Munanga,Kabenguele e Gomes,Nilma Lino.Para Entender o Negro no Brasil de Hoje: história,realidades,problemas e caminhos. São Paulo: Global, 2004.

· Nascimento, Elisa Larkin. O Sortilégioda Cor : identidade, raça e gênero no Brasil.São Paulo: Summer,2003.

· Loureiro, Stêfanie Arca Garrido. Identidade Étnica em Construção: a ressignificação de identidade étnica de adolescentes negros em dinâmica de grupo,na perspectiva existencial humanista. Belo Horizonte: O Lutador,2004.

· Morel, Edmar. A Revolta da Chibata. - 4 ª edição. Rio de Janeiro: Graal ,1986.

· Salles, Ricardo Henrique e Soares, Mariza de Carvalho. Episódios de História Afro-brasileira. Rio de Janeiro: DP&A,2005.

· Scisírio,Alaor Eduardo . Escravidão e a Saga de Manoel Congo.Rio de Janeiro: Achiamé,1988.

· Pinsky, Jayme. A Escravidão no Brasil : As razões da escravidão,sexualidade e vida cotidiana - as formas de resistência. São Paulo: Contexto,2004.

· Carvalheiro, Eliane. Do silêncio do Lar ao Silêncio Escolar: racismo,preconceito e discriminação na Educação Infantil. São Paulo: Contexto,2003.

· Hasembalg,Carlos A. Discriminação e Desigualdades Raciais no Brasil. Rio de Janeir : Graal., 1979.

· Rocha, José Geraldo da . Teologia e Negritude : um estudo sobre os agentes da Pastoral Negra. Rio Grande do Sul : Pallotti,1998.

· Valente, Ana Lúcia E. F. Ser Negro no Brasil de Hoje . São Paulo: Moderna ,1994.

· Mattos, Hebe Maria. Escravidão e Cidadania no Brasil Monárquico. Rio de Janeiro: Fahar ,2000.

· Santos, José Rufino dos. O que é o Racismo . São Paulo : Brasiliense,1994.

· Neves,Maria de Fátima Rodrigues das. Documentos sobre a escravidão no Brasil. São Paulo: Contexto,2002.

·

· Freyre,Gilberto. Casa Grande e Sensala - Rio de janeiro: Record,1998.

· Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do brasil. Ed. Companhia das Letras. São Paulo,1995.

· Siss,Ahys. afro-brasileiros, cotas e ação afirmativa : razões históricas - Rio de janeiro : Quartet; Niterói : PENESB,2003.

· Sousa,Jorge Prata de (organizador). Escravidão:ofícios e liberdade - Rio de Janeiro: Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro,1998.

· Valla, Victor Vincent (organizador). Religião e Cultura Popular - Rio de Janeiro: DP&A,2001.

· Oliveira, Iolanda de (organizadora). Relações Raciais e Educação:novos desafios -Rio de Janeiro: DP&A,2003.

· Pessanha, Andréa Santos da Silva. Da Abolição da Escravatura à Abolição da Miséria:a vida e as idéias de André Rebouças - Rio de Janeiro: Quartet;Belford Roxo:UNIABEU,2005.

· Lopes,Ney.Bantos,Malês e Identidade Negra - Rio de Janeiro: Forense Universitária,1988.

· Ferreira,Ricardo Franklin. Afro-descendente:identidade em construção - São Paulo: EDUC; Rio de Janeiro : Pallas,2004.

· Del Priore, Mary (organizadora). Ancestrais: uma intrdução à história da África Atlântica -Rio de Janeiro: Elsevier,2004.

Revistas Recomendadas

· Revista Nossa História

· Revista Raça

Videos

· Karthon;

· Malcon X;

· Lugar Nenhum na África;

· A Hora do Show;

· Tarzan ( antigo);

· Quilombo;

· Mãos e Cérebros Negros;

· De Volta para Casa;

· Chica da Silva;

· Sarafina- O som da liberdade;

· Amistad;

· Um Grito de Liberdade;

· Faça a Coisa Certa;

· Mississipe em Chamas;

· Os Deuses Devem Estar Loucos;

BiblioFilmes

Uma câmera na mão e uma idéia de leitura na cabeça

Quem tem uma boa idéia sobre como dizer, numa seqüência de imagens, como e porquê gosta dos livros e da leitura agora terá a chance de mostrar isso ao mundo. A iniciativa é de um grupo de entusiastas portugueses e promete ganhar a internet e o YouTube em breve. Podem concorrer vídeos, inclusive feitos com celular, que mostrem cenas ligadas a livros, leitura, bibliotecas etc. O nome do concurso é BiblioFilmes – Livros, Bibliotecas, Ação! e podem participar apenas concorrentes dos países de língua portuguesa. As inscrições estão abertas até 2 de abril, quando se comemora o Dia Mundial do Livro Infantil. Maiores informações na página oficial ou no blog do concurso.



Fonte: http://www.blogdogaleno.com.br

Forum Popular de Irajá

Recebi um e-mail da Pedagoga Ana Paula Pinto de Souza que é uma ativista em Direitos Humanos e também responsávelpelo Forum de Irajá, onde se discute questões fundamentais de educação como direito humano básico.


Aí vai a divulgação da mensagem e do convite

Olá pessoal!!!!
Estou enviando em anexo os objetivos da mesa de Educação, uma das mesas de debate do Fórum Popular de Irajá, que acontecerá no dia 30 de março na Lona Cultural de Vista Alegre.
Participem e ajudem a divulgar!
Paz, Força e Alegria!
Ana Paula

OBJETIVOS DA MESA DE EDUCAÇÃO PELA NÃO-VIOLÊNCIA

- Levantar as informações sobre as diversas iniciativas que já acontecem no sentido de construir uma educação baseada na cultura da não violência, visto que há muitos educadores que desejam uma mudança nas práticas de ensino e aprendizagem, porém não dispõem de referencial para saber por onde começar.

- Discutir sobre as propostas de educadores humanistas em relação a capacitação para educadores que queiram desenvolver suas práticas através da metodologia pela Não-Violência. Estão incluídas nestas propostas de capacitação:

* A formação do aluno como ser humano integral;

* A habilitação para desenvolver uma atividade útil ao progresso social e ao desenvolvimento pessoal;

* A participação ativa em um âmbito escolar democrático;

* A formação para a liberdade, a democracia, a solidariedade, a cooperação, a tolerância, o respeito à diversidade e a não violência;

* O exercício intelectual de uma particular visão sem preconceitos sobre as paisagens e de uma atenta prática sobre o próprio olhar;

* O estímulo da captação e o desenvolvimento emotivo junto ao racional (pensar coerente);

Além de propor e estimular:

* Implementação de oficinas culturais (teatro, artes plásticas, música, literatura) como forma de desenvolver a sensibilidade e passar conceitos humanistas, com exposições esporádicas entre classes e escolas;

* Criação, no campo docente, de âmbitos de reflexão, intercâmbio de experiências, desenvolvimento de propostas e ação direta que aponte para as mudanças que necessitamos. Isso inclui criar publicações (artigos, colunas de opinião, revistas, livros, projetos, etc.), organizar oficinas, seminários, cursos e congressos, e, em geral, propiciar todo tipo de atividades que promovam e estimulem o intercâmbio, a conexão e a difusão de novas idéias e propostas;

* Enfoque em uma formação humanística e ética, realmente comprometida com o meio em que se vive, ao invés de uma postura individualista e meramente preparatória para um mercado de trabalho.

Responsáveis:

Ana Paula Pinto de Souza / e-mail: anaphumanista@yahoo.com.br /Tel.: 3087-4741

Márcio Osmar / Tel.: 3351-2609

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Nada é complicado se nos prepararmos previamente

"Se, antes de começarmos a falar, determinarmos e escolhermos, previamente, as palavras, a nossa conversa não será vacilante nem ambígua.
Se em todos os nossos negócios e empresas determinarmos e planejarmos, previamente, as etapas da nossa atuação, obteremos o êxito.
Se determinarmos com bastante antecedência a nossa norma de conduta na vida, em nenhum momento seremos assaltados pela inquietação.
Se sabemos, previamente, quais são os nossos deveres, será fácil darmos-lhes cumprimento. "

Confúcio, in 'A Sabedoria de Confúcio
(grifo meu)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Discurso sobre o Método

(...) em vez desse grande número de preceitos que constituem a lógica, julguei que me bastariam os quatro seguintes, contanto que tomasse a firme e constante resolução de não deixar uma só vez de os observar.
O primeiro consistia em nunca aceitar como verdadeira qualquer coisa sem a conhecer evidentemente como tal; isto é, evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção; não incluir nos meus juízos nada que se não apresentasse tão clara e tão distintamente ao meu espírito, que não tivesse nenhuma ocasião para o pôr em dúvida.
O segundo, dividir cada uma das dificuldades que tivesse de abordar no maior número possível de parcelas que fossem necessárias para melhor as resolver.
O terceiro, conduzir por ordem os meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir pouco a pouco, gradualmente, até ao conhecimento dos mais compostos; e admitindo mesmo certa ordem entre aqueles que não se precedem naturalmente uns aos outros.
E o último, fazer sempre enumerações tão complexas e revisões tão gerais, que tivesse a certeza de nada omitir.

René Descartes, in 'Discurso do Método'

Cobrir as letras ensina a criança a escrever?

No meu tempo de escola, quando eu fui alfabetizada era muito comum cobrir as letras tracejadas pela bonita letra da professora.
Certamente que fiz essa atividade muitas e muitas vezes.
Não tenho embaraço de dizer que também já fiz isso com meus alunos e com meus filhos.
Mas isso foi antes de estudar e compreender o processo de aquisição da escrita pela criança.
Vamos ver quais são as aptidões necessárias para cobrir as letrinhas:
  • treino do direcionamento do olhar( é uma forma de controlar o olhar de forma que nossos olhos se desloquem corretamente pelo texto, direciona o olhar palavra a palavra);
  • Discriminação auditiva(distinção de pequenas diferenças de sons, que ocorrem freqüentemente na troca de fonemas);
  • Coordenação das mãos.( treino do movimento das mãos).
Mas cobrir letras ensina a criança a escrever?
Segundo as teorias modernas, escrever é descobrir as possibilidades que o escrever oferece.
Ou seja, descobrir que o mundo é feito de palavras, que tem significados e uma função social.
Outro aspecto importante no escrever é levar a criança ao entendimento de que é necessário mais do que uma uma letra para escrever algumas palavras.
Cobrir as letrinhas significa apenas desenvolver a motricidade.
Escrever ao contrário, é ampliar o campo dos significados e das significâncias, é uma questão cognitiva e não motora.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Dicas para Reunião de Planejamento

Como Coordenadora Pedagógica eu sei muito bem de todas as tarefas que temos que cumprir assim que se inicia mais um ano letivo.
Uma delas são as reuniões pedagógicas formativas.
Mais do ninguém conhecemos nossa equipe: se são cooperativos, resistentes, curiosos, estudiosos, ou não.
A partir desse perfil devemos estabelecer o que pretendemos alcançar.
Dependendo de cada escola, as reuniões de planejamento no final do ano ou no início do ano letivo.
Eu particularmente gosto de dividir em duas etapas: Uma, no final do ano letivo onde faço uma avaliação do conteúdo programático. É uma reunião que objetiva apenas a avaliar o que deu certo, o que não deu, qual conteúdo deve ser mais trabalhado, o que deve ser inserido, retirado, enfim flexibilizar o conteúdo, a partir do rendimento dos alunos e dos professores.
Num outro dia exploro em oficinas, a troca de experiência entre a equipe.Divido em grupos de afinidades ou de disciplinas, os professores devem elaborar atividades para determinados conteúdos.
No inicio do ano gosto de trabalhar mais questões de formação pedagógica da equipe, da gestão de projetos, avaliação do PPP, questões educativas e de ensino.
Mas apesar de tudo, o importante é que o coordenador pedagógico mantenha uma atitude positiva diante do trabalho que se inicia.
Ouvir atentamente os professores é fundamental. Saber o que deu certo o que deve ser mudado no ritual da escola e da aprendizagem é fundamental para o fluxo do trabalho correr bem.
Afinal as reuniões pedagógicas devem se espaços não de queixas e de catarse somente, mas um espaço dinâmico, de trabalho pedagógico, onde o diálogo seja uma constante.
Eu geralmente gosto muito de planejar para uma primeira reunião de planejamento um roteiro bem leve, com uma boa música, uma dinâmica onde haja o toque, o abraço, onde as individualidades sejam afloradas pela coletividade, um bom texto teórico, um espaço aberto para as informalidades, os informes administrativos e depois enfim, o trabalho pedagógico.
E aí prontos pra começar a planejar?

Como incentivar a leitura na sala de aula?

Esta é sempre uma pergunta que ronda a vida de qualquer professor.Como fazer com que nossos alunos sintam interesse pela leitura e pela escrita?
Eu observo muito e percebo que os alunos principalmente os jovens se sentem estimulados quando sentem que o professor passa emoção naquilo que tá fazendo, no que tá falando...
Aluno gosta de se sentir atraido por coisas de seu interesse; e, se o que a gente leva pra sala não causar interesse, nada feito.
Mas peraí, e se se tudo que a gente levar nunca causar interesse?
Aí o problema e nosso, e é quando o profissional deve entrar em ação.
Pesquisa, planejamento e ação.
Não vá despraparado dar um aula, não faça isso com você mesmo e nem com seu aluno.
Se prepare, se desdobre. Sempre vale a pena.
Mas voltando a questão da leitura e da escrita, cito algumas dicas que eu acho legais e que já funcionaram comigo:

1- Leve um cd de música: Legião Urbana, Capital Inicial, Titãns, ou qualquer outro cantor ou cantora que falem do universo do jovem. Ouça com eles, discuta, ouçam novamente,mas desta vez com a letra da música. Peça para os alunos escreverem o que sentiram, suas emoções, seus medos, angústias, etc.
Eles escrevem, não precisam falar. Você leva para casa e analisa os escritos. É otimo para uma aula quebra -gelo, mas que você volta e meia pode repetir.Não se esqueça de também dar sua opinião.

2- leitura de imagens: recorte imagens de jornais, capriche na apresentação, e peça para os alunos registrarem por escrito o que vêem e o que sentem. Você também pode explorar as idéias expostas no quadro, e ir discutindo com os alunos. Essa atividade é sensacional para ganhar a confiança geral.

3- Eu adoro poesia. Sempre leio poesias para meus alunos.Cada dia leia um poema de um autor diferente. Alguns dias, apenas leia sem compromisso e então, aos poucos, vá pedindo para seus alunos lerem, pergunte se eles sabem algum poema de cor, interaja. Conheça seu aluno.

4-Clube do Conto- Separe a turma em grupos, que é sempre o ideal para leitura, e cada grupo lê um conto. Se elesmesmo puderem escolher, melhor ainda.Escolha sempre bons autores.Depois cada participante do grupo deve dizer o que achou da leitura. Eles também podem dramatizar o conto, aliás a dramatização é uma excelente atividade para se trabalhar com jovens.

5-O que tenho em casa? Seja curioso. Pergunte a seus alunos quais são os livros que eles tem em casa, e peça para fazerem uma lista dos títulos.Não se assuste com os resultados.

6-Peça para eles construirem um texto de como eles vêem a leitura: sua importância no mundo, na própria vida,descubra os porquês.
Faça uma reconstituição das impressões de leitura de seus alunos. Pergunte: Você se lembra da professora que te ensinou a ler? como você a via? e como você a vê hoje? como você se sentiu quando você aprendeu a ler? como foi esse momento pra você?o que você sente hoje a respeito desse momento?Recolha o material e analise com carinho.

7-Quando você estiver lendo um livro, leve para sala e comente com seus alunos, conte a história para eles e assim como quem não quer nada, pergunte se não não gostariam de ouvir a história.

8-Os adolecentes assim como as crianças adoram ouvir histórias. Tire sempre um tempinho para ler uma história sem compromisso de avaliação.Selecione sempre bons autores. Contos de assombração, Romeu e Julieta, Sonhos de uma Noite de Verão fazem o maior suceso entre os adolescentes.

Não sei se notaram que a todo momento as atividades remetem à emoção,às descobertas, às opiniões sentidas pelos alunos. Descobri na vivência com adolescentes que nessa fase eles precisam se expressar, dizer o que pensam, o que sentem, sem medo de serem corrigidos o tempo todo. O que todo adolescente quer é ser ouvido verdadeiramente.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Ausência de Ubuntu



Outro dia li no jornal sobre o conceito de Ubuntu, que sinceramente, eu nunca tinha ouvido falar.


Ubuntu é uma forma solidária e participativa de enxergar o mundo numa visão de mundo nascida em sociedades africanas, onde não se enxerga apenas o próprio umbigo, mas sim vê o mundo de maneira holística, integrante e integradora.


Sem este conceito presente em nossas vidas, segundo o africano Ishmel Beah, autor do livro “Muito Longe de Casa”, a sociedade gera mais crimes, desigualdades e aquecimento global.


Como tudo vem da África, o sentido tem consistência, significado e significância.


A África é o continente- mãe no que diz respeito a tradições, a espírito comunitário e valores humanos agregadores. Ubuntu significa aproximadamente “eu existo porque você existe” e não tem uma tradução específica para o inglês ou mesmo para o português.


Adorei saber que o Ubuntu é um conceito que já faz parte da minha vida. Participar com ações para mudar a vida do outro para melhor é o sentido da minha vida a muito tempo. Porém como educadora tenho muito pesar em dizer que a educação tem ausência de Ubuntu.


Ubuntu a meu ver significa acolher e se sentir acolhido. Sentimentos bastante distantes do espaço escolar.
A escola tem uma grande ausência e carência, na verdade, de Ubuntu.
Para a escola ter Ubuntu, é preciso deixar as individualidade em segundo plano e tornar a alteridade, a conexão com o outro a única prática viável para mudar este mundo que está aí, nos demonstrando valores desagregadores. É preciso resgatar o humano.  A Educação precisa  tornar o ser humano a ser mais humano.
É preciso enxergar o outro.


O indizível Nobel da Paz Desmond Tutu ( salve salve sua batina!) diz o seguinte sobre o Ubuntu: “ É a essência do ser humano. ...nossa humanidade só é afirmada se temos conhecimento da dos outros.”


E ainda Bill Clinton: "A sociedade é importante por causa do Ubuntu."
Temos muito que descobrir de África.
Temos muito que aprender com África.
Ter ou ser Ubuntu, é lutar contar qualquer tipo de discriminação, ter cidadania ecológica, se esforçar para melhorar a vida do outro, participar da vida do outro, respeitar a opinião alheia, e não humilhar e oprimir e primeiramente se colocar na roda também, e se enxergar como todo.
Ubuntu, é ser e estar em sociedade sendo humano e agindo e interagindo com outros seres humanos.