terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A fábula da águia e da galinha

Esta é uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização. Oxalá nos faça pensar sempre a respeito.

"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.

Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.

Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.

Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:

- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.

- De fato, disse o homem.- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.

- Não, retrucou o naturalista.- Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.

- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:

- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!

A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.

O camponês comentou:

- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!

- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.

Sussurrou-lhe:

- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!

Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.

O camponês sorriu e voltou a carga:

- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!

- Não, respondeu firmemente o naturalista. - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e
dourava os picos das montanhas.

O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:

- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.

Foi quando ela abriu suas potentes asas.

Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.

Voou. E nunca mais retornou."

Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamos
que somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.”

Extraído de artigo publicado pela Folha de São Paulo, por Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor de ética da UERJ.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

SE VOCÊ QUISER CRESCER

As palavras certas ditas nas horas certas, fazem uma diferença danada na vida da gente. A auto-motivação é importante na nossa caminhada não somente de educador, ams sobretudo na nossa caminhada como de ser humano.

Algumas frases motivacionais para vocês.

"O destino destina, e eu faço o resto."

"Caminhante, não há caminho; o caminho se faz ao andar."

"Vem vamos embora..., quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."

"Se você não gosta do que está recebendo, preste atenção no que está emitindo."

"Se você continuar fazendo o que sempre fez, continuará obtendo o que sempre obteve."

"Para entender o que acontece com você, é necessário perceber as crenças que estão regulando sua vida."

"É preciso reconhecer as crenças que estão governando sua vida e mudá-las."

"Sinto muito, mas é assim que eu sou... Sempre fui assim... Não vou mudar agora..." é um lema fácil e um auto-engano a que você pode recorrer se não quiser crescer.

"O homem é, não o centro estático do mundo - como ele se julgou muito tempo - mas o eixo e flecha da evolução.

"Já que não podemos ser Deus, podemos querer ser o melhor de sua criação".

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Nietzsche

“Em algum remoto rincão do universo cintilante que se derrama em um sem-número de sistemas solares, havia uma vez um astro, onde animais inteligentes inventaram o conhecimento.

Foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da ‘história universal’: mas também foi somente um minuto.

Passados poucos fôlegos da natureza congelou-se o astro, e os animais inteligentes tiveram de morrer. – Assim poderia alguém inventar uma fábula e nem por isso teria ilustrado suficientemente quão lamentável, quão fantasmagórico e fugaz, quão sem finalidade e gratuito fica o intelecto humano dentro da natureza.

Houve eternidades em que ele não estava; quando de novo ele tiver passado, nada terá acontecido. Pois não há para aquele intelecto nenhuma missão mais vasta que conduzisse além da vida humana.

Ao contrário, ele é humano, e somente seu possuidor e genitor o toma tão pateticamente, como se os gonzos do mundo girassem nele. Mas se pudéssemos entender-nos com a mosca, perceberíamos então que também ela bóia no ar com esse páthos e sente em si o centro voante deste mundo.

Não há nada tão desprezível e mesquinho na natureza que, com um pequeno sopro daquela força do conhecimento, não transbordasse logo um odre; e como todo transportador de carga quer ter seu admirador, mesmo o mais orgulhoso dos homens, o filósofo, pensa ver por todos os lados os olhos do universo telescopicamente em mira sobre seu agir e pensar.”

sábado, 20 de dezembro de 2008

Cursos à Distancia

São ótimos para a gente que tem uma vida agitada, e vale a pena mesmo, já fiz várias extensões à distância que contribuem de maneira efetiva para minha formação, além do mais estudar à distância nos desafia a dar caraterísticas como organização, determinação ao nosso perfil.

São habilidades que podem e devem ser adquiridas por nós educadores e educadoras.

IDCP- Instituto de Desenvolvimento e Capacitação Profissional


ü ALFABETIZAÇÃO UMA LEITURA DO MUNDO

ü JOGOS, BRINQUEDOS E EDUCAÇÃO.

ü AVALIAÇÃO: O DESAFIO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

ü GESTÃO EDUCACIONAL

ü DO PLANEJAMENTO À PRÁTICA: MÉTODOS E PROCESSOS DE ALFABETIZAÇÃO


Vantagens:


ü Cada curso é composto de módulos com explicações teóricas, exercícios práticos, sugestões de atividades, textos de vários autores pertinentes ao assunto abordado e referências bibliográficas.



ü O certificado de conclusão é conferido pelo IDCP – Instituto de Desenvolvimento e Capacitação Profissional e pelo PRONAQUE – Programa Nacional de Qualificação de Educadores.



ü Preços acessíveis



ü Adequação ao ritmo da vida pessoal e profissional de cada um, mantendo um alto nível de qualidade.




Investimento por curso:

R$30,00 por cada módulo em arquivo formato *.PDF, enviado via e-mail.

R$50,00 por cada módulo impresso (valor referente à impressão + encadernação e envio pelo correio).

10% de desconto na compra, à vista, do curso completo (04 módulos).



Informações e inscrições:

www.idcp.pro.br

faleconosco@idcp.pro.br

Telefone: (21) 3268-5734

REPASSE PARA PESSOAS COM INTERESSE NA ÁREA

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Papai Noel Existe?

"Uma professora foi demitida na Inglaterra após fazer 25 crianças chorarem ao contar que Papai Noel, na verdade, não existia...

O incidente ocorreu durante uma aula para alunos de 6 a 7 anos em um colégio da cidade de Royton.

Os alunos discutiam o que receberiam do Papai Noel no Natal, quando a professora afirmou: "mas são seus pais que vão deixar presentes para vocês no dia 25 de dezembro".

Os alunos começaram a chorar e alguns, ao chegarem em casa, avisaram os pais do que havia acontecido na escola.

A diretora da escola evitou comentar o assunto, mas afirmou que a professora responsável pela "morte" do segredo foi demitida."

Fonte: Fatima Gomes In: Noticias Educacionais Blogspot

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Presente de natal

Enveredando por mais uma campanha bacana.

Dê livros de presente de natal!!!!




Aqui você encontra uma lista de livros que valem a pena ser lidos e presenteados.
Site em inglês.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O Método Lancaster

E como a curiosidade chama curiosidade, chamou-me atenção no decreto lei de 1827 a questão dos castigos físicos a lá Lancaster.

Fui pesquisar e encontrei algumas coisas bem interessantes.

Mas como a investigação é uma parte importante do conhecimento humano, eis que vou descobrindo coisas e compartilhando com vocês.

Partindo para um reflexão após as leituras, pude observar muitas coisas cristalizadas até hoje na escola e vários comportamentos ainda hoje exibidos e perpetuados.

Vamos a alguns pontos relevantes do Método:

Joseph lancaster era inglês, defensor confesso da nobreza e membro da seita dos Quaker.Para ganhar a vida na Inglaterra do século XIX criou uma escola para filho dos trabalhadores independente do credo e da posição social.

-O Método Lancaster foi o primeiro método oficial de ensino implementado no Brasil,que marca o inicio da descolonização e da instituição do Estado Nacional.


- O Método Lancaster é também conhecido como método de ensino mútuo ou monitorial. Ou seja os alunos mais avançados ensinam aqueles que ainda não aprenderam

-Foi instituído como Ensino oficial no decreto de 15/10/1827 e perdurou até 1946.

-A organização do tempo escolar e a distribuição das atividades
pedagógicas, era de aproximadamente 5 horas,divididas entre o período da manhã e da tarde.

-O processo de avaliação formava o individuo competitivo. A competição era incentivada com recompensa aos alunos.

-O sistema constituía que osalunos avaliavam-se mutuamente e continuamente, quando estavam realizando as tarefas de leitura entre outros.

-A avaliação dava-se quando o mestre chamava seis alunos de cada vez, por classe, e
verificava a dominação dos saberes de sua série.

- Com relação ao conteúdo : O ensino da aritmética era o domínio da escrita dos números de 1 a 9, conhecimento das primeiras tabuadas ou combinações das primeiras quatro regras ficassem decoradas na memória:Adição, Subtração, Multiplicação e Divisão.

-Demais Matérias pedagógicas:livro de soletrar, bilhetes de acusação e de vergonha, títulos de classes e outras.

-Seu método consistia que um mestre instruía até 1000 alunos(!!!!)por vez;

-A função do monitor não era ensinar ou corrigir os erros, mas sim na de coordenar para que os alunos se corrigissem entre si.

-A estrutura física exigia uma única sala quadrada, longa e bem ventilada, com uma plataforma elevada, com uma escrivaninha de onde o professor avistava todos os alunos.

- Os monitores também eram responsáveis pela organização geral da escola, pela limpeza e, fundamentalmente, pela manutenção da ordem e da civilização. Achava que assim tolhia-se as revoltas populares.

-Em oito meses os alunos deveriam ler, escrever e contar as quatro operaçãoes.

-Como recurso, utilizavam pequenas tabuas com areia onde os alunos escreviam.As lousas pequenas serviam para escrever, as lousas grandes para ler e os livros eram abolidos.

-O método baseia-se no ensino oral, na repetição e, principalmente, na memorização, porque acreditava que a inibia a preguiça, a ociosidade, e aumentava o desejo pela quietude.

-O Método previa castigos.

- Os modos e instrumentos de castigos eram variados. Muitos castigos eram morais, utilizados conforme as faltas disciplinares do alunos.

- Os castigos nunca eram repetidos.

- O Método foi aplicado em diversas partes do globo, desde a Inglaterra, onde o quaker iniciou o seu emprego, até a Suécia, Peru e Rússia, passando por Portugal, Chile e Brasil.


REFERÊNCIA: Leandro de Araújo Crestani.In: A Instrução Pública, O pedagógico de Lancaster e a Instituição do Estado Nacional.

Porque 15 de outubro é o dia do professor?

Nunca havia parado para pensar nesse assunto mesmo depois de tantos anos no magistério.
Isso me deu a noção exata do quanto cristalizamos as informações que nos são dadas, sem ao menos pensar ou refletir sobre elas.
Ao ler o texto de dissertação de mestrado PROFISSIONALIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO FEMININO: uma história de
emancipação e preconceitos de, Marlete dos Anjos Silva Schaffath, descubro que em 1827, criou-se o Decreto- Lei de 15 de Outubro que criava as primeiras escolas primárias para o sexo feminino do Império do Brasil.

O Dia dos Professores foi efetivamente criado pelo decreto federal nº 52.682 de 1963.

Ei-lo:

Lei de 15 de outubro de 1827

D. Pedro I, por Graça de Deus e unânime aclamação dos povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil: Fazemos saber a todos os nossos súditos que a Assembléia Geral decretou e nós queremos a lei seguinte:

Art. 1o Em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos, haverão as escolas de primeiras letras que forem necessárias.

Art. 2o Os Presidentes das províncias, em Conselho e com audiência das respectivas Câmaras, enquanto não estiverem em exercício os Conselhos Gerais, marcarão o número e localidades das escolas, podendo extinguir as que existem em lugares pouco populosos e remover os Professores delas para as que se criarem, onde mais aproveitem, dando conta a Assembléia Geral para final resolução.

Art. 3o Os presidentes, em Conselho, taxarão interinamente os ordenados dos Professores, regulando-os de 200$000 a 500$000 anuais, com atenção às circunstâncias da população e carestia dos lugares, e o farão presente a Assembléia Geral para a aprovação.

Art. 4o As escolas serão do ensino mútuo nas capitais das províncias; e serão também nas cidades, vilas e lugares populosos delas, em que for possível estabelecerem-se.

Art. 5o Para as escolas do ensino mútuo se aplicarão os edifícios, que couberem com a suficiência nos lugares delas, arranjando-se com os utensílios necessários à custa da Fazenda Pública e os Professores que não tiverem a necessária instrução deste ensino, irão instruir-se em curto prazo e à custa dos seus ordenados nas escolas das capitais.

Art. 6o Os professores ensinarão a ler, escrever, as quatro operações de aritmética, prática de quebrados, decimais e proporções, as noções mais gerais de geometria prática, a gramática de língua nacional, e os princípios de moral cristã e da doutrina da religião católica e apostólica romana, proporcionados à compreensão dos meninos; preferindo para as leituras a Constituição do Império e a História do Brasil.

Art. 7o Os que pretenderem ser providos nas cadeiras serão examinados publicamente perante os Presidentes, em Conselho; e estes proverão o que for julgado mais digno e darão parte ao Governo para sua legal nomeação.

Art. 8o Só serão admitidos à oposição e examinados os cidadãos brasileiros que estiverem no gozo de seus direitos civis e políticos, sem nota na regularidade de sua conduta.

Art. 9o Os Professores atuais não serão providos nas cadeiras que novamente se criarem, sem exame de aprovação, na forma do Art. 7o.

Art. 10. Os Presidentes, em Conselho, ficam autorizados a conceder uma gratificação anual que não exceda à terça parte do ordenado, àqueles Professores, que por mais de doze anos de exercício não interrompido se tiverem distinguido por sua prudência, desvelos, grande número e aproveitamento de discípulos.

Art. 11. Haverão escolas de meninas nas cidades e vilas mais populosas, em que os Presidentes em Conselho, julgarem necessário este estabelecimento.

Art. 12. As Mestras, além do declarado no Art. 6o, com exclusão das noções de geometria e limitado a instrução de aritmética só as suas quatro operações, ensinarão também as prendas que servem à economia doméstica; e serão nomeadas pelos Presidentes em Conselho, aquelas mulheres, que sendo brasileiras e de reconhecida honestidade, se mostrarem com mais conhecimento nos exames feitos na forma do Art. 7o.

Art. 13. As Mestras vencerão os mesmos ordenados e gratificações concedidas aos Mestres.

Art. 14. Os provimentos dos Professores e Mestres serão vitalícios; mas os Presidentes em Conselho, a quem pertence a fiscalização das escolas, os poderão suspender e só por sentenças serão demitidos, provendo interinamente quem substitua.

Art. 15. Estas escolas serão regidas pelos estatutos atuais se não se opuserem a presente lei; os castigos serão os praticados pelo método Lancaster.

Art. 16. Na província, onde estiver a Corte, pertence ao Ministro do Império, o que nas outras se incumbe aos Presidentes.

Art. 17. Ficam revogadas todas as leis, alvarás, regimentos, decretos e mais resoluções em contrário.

Mandamos portanto a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir, e guardar tão inteiramente como nela se contém. O Secretário de Estado dos Negócios do Império a faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palácio do Rio de Janeiro, aos 15 dias do mês de outubro de 1827, 6o da Independência e do Império.

IMPERADOR com rubrica e guarda Visconde de São Leopoldo.

Carta de Lei, pela qual Vossa Majestade Imperial manda executar o decreto da Assembléia Geral Legislativa, que houve por bem sancionar, sobre a criação de escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império, na forma acima declarada.

Para Vossa Majestade Imperial ver.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Alunos da rede pública devem devolver livros didáticos no fim do ano letivo

Quando chega o final do ano letivo nas escolas públicas, chega também a época da devolução do livro didático. Confeccionado com uma estrutura física resistente, cada exemplar tem durabilidade prevista de três anos, ou seja, deve ser utilizado por três estudantes em três anos consecutivos.

Para que o livro didático seja bem utilizado e ninguém saia prejudicado com a falta de material pedagógico, é importante que alunos, pais, professores e diretores estejam conscientes da importância da boa conservação dos exemplares e de sua devolução à escola no fim do ano.

Com o objetivo de reforçar esse comportamento, o Ministério da Educação e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela compra e distribuição dos livros didáticos para os alunos das redes públicas de ensino fundamental e médio, lançaram nesta semana uma campanha nacional, veiculada em emissoras de rádio e tevê de todo o país.

Perdas – Além de prejudicar estudantes, a má conservação dos livros e a falta de devolução ocasionam gastos para o governo federal. Segundo levantamento feito pelo FNDE, as maiores perdas ocorrem na região Norte, onde 16,5% dos exemplares são perdidos a cada ano, seguida do Nordeste, com 14,9%, do Centro-Oeste (12,1%) e do Sudeste (11,4%). A região Sul, onde a perda é de 7,2%, está bem abaixo da média nacional, que é de 13%. “Esses números são os que usamos para a reposição do livro didático todos os anos. Se os estados e municípios não conseguirem uma devolução considerável, os estudantes podem ficar sem material”, afirma Sônia Schwartz, coordenadora-geral dos programas do livro do FNDE.

Algumas cidades adotam estratégias simples para efetivar a devolução. “Muitas escolas promovem gincanas no fim do ano, dando pontos extras para as turmas com maior percentual de livros devolvidos; outras fazem prova com consulta nos últimos dias do ano e aproveitam para recolher os exemplares”, diz Sônia.

A coordenadora lembra que é importante que os diretores registrem o número de livros devolvidos no Sistema de Controle de Remanejamento e Reserva Técnica (Siscort), disponível no sítio eletrônico do FNDE. “O Siscort é uma ferramenta essencial para fazer o remanejamento dos livros didáticos das escolas que têm mais do que precisam para aquelas em que faltam exemplares.”

Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Uma dica que sempre utilizei nessa época era fazer uma campanha para devolução.
Pintava caixas coloridas para identificação da série e deixava num lugar visível para as crianças verem.

Fazer murais também é impoortante, agora, o que nunca deixei de fazer o ano todo desde o inicio do ano letivo foi conscientizar o aluno da importância da devolução.

Tinhamos anulamente uma devolução de 98% dos livros.

Bom trabalho a todos!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Pequenos Furtos Infantis

"Você já abriu a mochila do seu filho e deu de cara com uma lapiseira, um brinquedinho ou outro objeto que você não comproue que ele não ganhou de presente? Ou então, já sentiu falta de alguns trocadinhos que jurava ter deixado na bolsa? A primeira idéia que vem à mente é a de que seu filhote roubou, não é?

Tranqüilize-se, pois o fato de seu filho levar para casa o lápis do colega ou pegar um ou dois reais da sua carteira, sem permissão, não quer dizer que ele esteja a caminho da delinqüência ou que seja um cleptomaníaco. Cleptomania, se você não sabe, é o nome de um distúrbio comportamental relacionado ao furto repetido de pequenas quantias em dinheiro ou objetos sem muito valor."Sem dúvida, a criança que desenvolve esse hábito está sinalizando um momento de conflito, mas esse não é um motivo para levá-la imediatamente ao psicólogo.

Os pais devem conversar com o filho para saber por que ele fez aquilo e explicar que esse tipo de atitude não é correto", diz a psicóloga Maria Regina Albertini, de São Paulo."É importante informar aos pais que não há criança cleptomaníaca. Esse tipo de doença decorre de distúrbios emocionais e aparece apenas na adolescência e na fase adulta", complementa Maria Regina.No centro dos holofotesA criança menor, de dois a quatro anos, ainda não tem maturidade para entender que não pode pegar, sem permissão, o que não é dela. Nessa idade, a garotada não tem maldade ou malícia para querer se apoderar do que é do outro. Quando o faz, é porque acha o brinquedo atraente e gostaria de tê-lo.Os pais não devem esperar para ensinar ao filho que é errado pegar as coisas dos amiguinhos.

O melhor é que eles façam isso assim que a criança aparecer com algo que não é dela. Porém, antes de tomar qualquer medida, tente investigar por que o objeto está ali. Pergunte a ele! Seu filho pode ter ganhado um presentinho da professora ou mesmo de um amigo. Em caso de dúvida, cheque a informação na escola.Dependendo da maturidade da criança - normalmente a partir dos cinco anos - o fato de levar para casa coisinhas que não pertencem a ela merece atenção, principalmente se começar a se tornar rotina.

O garoto está, provavelmente, tentando substituir algo de que sente falta pelo objeto furtado.Numa conversa franca e atenta com ele, você terá condições de avaliar se o motivo do furto foi exclusivamente o desejo de possuir um objeto igual ao do amigo ou se há um distúrbio emocional desencadeando tal comportamento.

Chamar a atenção dos pais pode ser a causa. É bom deixar claro que, nem sempre, a carência de atenção é fruto da ausência dos pais. Há crianças que precisam ser mais cuidadas do que outras e algumas encontram, nos pequenos delitos, a única forma de demonstrar essa necessidade.

Mesmo os maiorzinhos, até dez anos, não devem ser castigados por desejar e "surrupiar" aquilo que não é deles. É sinal de que eles, ainda, não aprenderam a lidar com a frustração de não possuir certas coisas ou, quem sabe, estão com dificuldades para enfrentar certas emoções.Mais uma vez, o caminho para resolver essa questão é ouvir o que a criança tem a dizer a respeito e explicar a ela que nem sempre conseguimos tudo o que queremos.

Aproveite para deixar claro que você está sempre disposto a bater um papinho amigo.Conversar é o melhor remédio.Em primeiro lugar, é importante reconhecer que, se a criança levou para casa objetos que não são seus, significa que ela pode estar precisando de ajuda. Afinal, essa é a única forma que ela tem de se expressar.Significa, também, que faltou diálogo para que seu filho tivesse a oportunidade de falar sobre o dia-a-dia - na escola, no playground, na brincadeira com os amiguinhos.

Nesses bate-papos, os pais se interam do universo da criança, que costuma dar sinais quando algo de novo está rondando sua cabecinha.Uma vez que ela tenha pego algo que não é seu, precisa ouvir sobre o assunto e perceber a gravidade desse ato. Respeite a maturidade de seu filhote e tome cuidado para não transformar o caso num drama (você já viu que ele merece atenção, mas não desespero).

"Para as crianças a partir dos sete anos, vale estabelecer uma pequena mesada que lhe permita comprar as bugigangas que deseja - doces, balas, salgadinhos, figurinhas. Isso evita que elas caiam na tentação de levar o que é do amiguinho", aconselha Maria Regina.Se acontecer mais de uma vez, não entre em pânico: ouça o pequeno, converse e explique tudo mais uma vez. Assim, o sintoma tende a desaparecer. Caso a mania persista, peça orientação a um psicólogo."

por Dra. Shirley de Campos Johnson & Johnson