sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Selo de Educação para a Igualdade Racial


  
A SEPPIR está oferecendo um reconhecimento de mérito pela  implementação da Lei nº 10.639/03 para Unidades Escolares de Educação Básica, Secretarias Estaduais de Educação e Secretarias Municipais de Educação.
       
    As inscrições vão do dia 1º ao dia 20 de novembro de 2010.
       
            Cem instituições serão credenciadas pela excelência na aplicação da Lei e receberão um diploma, um estandarte e um conjunto de broches para a equipe executora das ações.
            Além desses elementos simbólicos as experiências serão divulgadas pela SEPPIR por meio de uma publicação impressa que será disponibilizada também pela Internet e receberão um conjunto de livros sobre a temática das relações étnico-raciais produzidos pelos parceiros da SEPPIR na realização do Selo: Ministério da Educação; Unicef; Unesco; Undime e Consed.
       

            Para participar clique nos anexos abaixo, copie os documentos, preencha-os com as informações solicitadas e envie para o endereço eletrônico: seppir.seloeducaigualdaderacial@planalto.gov.br
Mais informações: (61) 3411-3649 begin_of_the_skype_highlighting              (61) 3411-3649      end_of_the_skype_highlighting, ou pelo site:  <http://www.portaldaigualdade.gov.br/

Projeto de Leitura

Na culminância do projeto de Leitura da Escola Algodão Doce, fui convidada pela equipe pedagógica para falar um pouco de como é ser escritor  e a importância da leitura compartilhada para os pais da unidade escolar.
Foi uma atividade muito bacana e  produtiva.
O Guilherme Guimarães do Grupo de Contação de Histórias Vagamundo esteve por lá acompanhado do Adriano no violão. Deram um show!  Foi maravilhoso ouvir os contos e encantos dessa dupla e suas performances.
Os alunos também  se apresentaram com as músicas  A Linda Rosa Juvenil e o Mar da Bia Bedran.
Uma Graça.
E aí eu aproveitei e vendi o meu peixe, ou melhor, o meu livro do Chico Mendes e autografei a tarde toda. Delicia! 

Produção das Crianças


Fatima Reis e  algumas princesas

O teatrinho

 Fatima Reis  conversando com os pais


Fat ima Reis


Fatima Reis autografando com Sarayê

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Arte para erradicar o racismo

 Aluno com a mão na massa
 
 Professora Elane Barreto

Professora Fatima Reis

Alunas  colando os bordados

Professora Marta Bento e a envergonhada Josiane
Alunos da E. M. Ary Schiavo, em Japeri, participaram do Dia do Bordado. A atividade, que faz parte da segunda etapa do projeto “Japeri Mostra a sua Cara Negra”, foi desenvolvida com alunos do 6º ao 9º ano, na manhã desta terça-feira (26/10).

Com base no conteúdo de alguns livros do autor Júlio Emílio Braz, os alunos puderam desenvolver trabalhos com diferentes recursos artísticos. “O bordado está presente na cultura do povo brasileiro. Este foi mais um dos recursos utilizados para apresentar os temas das aulas de forma mais atraente para os alunos”, explicou a secretária de Educação, Miriam de Paz.

O projeto “Japeri Mostra a sua Cara Negra”, que integra a proposta pedagógica da escola, dá continuidade em 2010 ao conhecimento da história e cultura africana e afro-brasileira, em cumprimento a lei 10.639/2003. O projeto prova que é possível desconstruir preconceitos e eliminar racismo para que seja possível uma sociedade geradora de oportunidades para todos.

A professora Fátima Reis, que faz parte da equipe da Coordenadoria de Promoção de Políticas da Igualdade Racial, da Secretaria de Governo e Trabalho, acompanhou as atividades na escola.  “É importante dentro da proposta da lei 11.645 desenvolver atividades que resgatam experiências da nossa cultura. É uma colcha de retalhos que representa as nossas memórias e experiências vividas. Temos que destacar também que o racismo tem que ser combatido de forma enérgica, começando pelas escolas” acrescentou Fátima.

O projeto que tomou conta da escola e do corpo docente do turno da manhã foi elaborado e organizado pelas professoras Elane Barreto de Lingua Portuguesa e Marta Bento de História que estarão no dia 25 de novembro  às 10h 30 , relatando suas experiências sobre este projeto no auditório da E. M. Ary Schiavo.  
Parabéns a toda  a equipe e direção da escola!

Próximas atividades
No dia 23 de novembro o autor Júlio Emílio Braz estará na E.M. Ary Schiavo, a partir das 9h, para conhecer as atividades desenvolvidas pelo projeto. Esta será uma das atividades da programação da V Semana da Consciência Negra de Japeri, que acontecerá nos dias 23 e 25.    


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Flavia Rodrigues Assessoria de Comunicação
Prefeitura de Japeri

Planejamento 2011: Projeto Repensando a Disciplina

Introdução

Para mudar a perspectiva em relação à indisciplina, é imprescindível que a escola se responsabilize cotidianamente por garantir um ambiente de cooperação, em que o valor humano, o respeito, a dignidade e a integridade marquem as relações. Essa conquista pode se dar por meio de um percurso de formação continuada para toda a equipe. Ao mesmo tempo, é preciso ter em mente que conflitos sempre vão ocorrer e não é possível esperar o fim da formação para resolvê-los. Lembre-se de que o mais importante é lidar com a causa do conflito e não apenas atribuir culpa e impor punições. Pouco importa quem começou uma discussão. O fundamental é analisar o que levou as pessoas a ter dificuldade de negociar soluções justas e respeitosas. Para ajudar nesse momento intermediário, apresentamos quatro estratégias.

1. Demonstrar que a honestidade será sempre considerada importante. Os alunos devem aprender que o que têm a dizer pode, sim, irritar o professor. Mas, em qualquer circunstância, em vez ser de punido por ter sido autêntico, ele deve ser orientado a perceber que o sentimento de bem-estar por ter seguido o valor da verdade é o que mais conta.

2. Não agir de improviso. Manter-se calmo e controlar suas reações. Os problemas não precisam ter uma resposta imediata por parte da equipe escolar. Agir de improviso pode levar a atitudes pouco adequadas.

3. Reconhecer sentimentos e orientar comportamentos. Ficar bravo e com raiva é uma reação natural de qualquer ser humano. Dizer ao aluno "você não pode se sentir assim" ou "você não pode ficar com raiva do seu amigo" é, portanto, inadequado. Oriente-o dizendo algo do tipo: "Você deve mesmo ter ficado muito bravo, mas bater no colega resolveu o problema?"

4. Acreditar que o conflito pertence aos envolvidos. Isso não significa aceitar qualquer alternativa de resolução ou se alienar do problema. Você deve ser um mediador, ajudando-os a descrever o problema, incentivar que falem sobre os sentimentos e as ações e busquem soluções, sempre incidindo sobre a causa e respeitando princípios. Acompanhe, a seguir, uma proposta de formação para a equipe, fundamentada na bibliografia indicada em cada etapa.

Objetivos
- Promover uma mudança de olhar em relação à indisciplina, estudando conceitos de desenvolvimento moral e ético e adotando-os como conhecimento necessário ao processo educacional
- Estimular a equipe a refletir sobrea própria postura.
- Conhecer os princípios de um ambiente de cooperação.
- Analisar o regimento da escola.
- Orientar a atuação da equipe frente a situações de conflito.

Conteúdos
- Desenvolvimento moral.
- Ética.
- Valores humanos.

Tempo estimado
No mínimo um ano, com reuniões semanais no horário de trabalho coletivo. Os problemas não acabam depois desse período. O objetivo é que todos aprendam a lidar com eles.

Desenvolvimento 
1ª etapa Para começar, levante com a equipe quais as principais situações de indisciplina na visão deles. Organize o grupo em duplas. Cada uma deverá classificar as situações em categorias e apresentá-las. Anote os resultados e guarde-os para retomá-los no fim da formação. O próximo passo é aproximá-los do significado de indisciplina. O que a distingue da violência, por exemplo? Para isso, além de consultar a bibliografia, use o mapa conceitual disponível no site para orientar a discussão dos seguintes pontos:
- A indisciplina escolar é um sintoma de que algo não vai bem. Se há conflitos, a falha está na relação e não nas pessoas.
- O comportamento indisciplinado é algo a ser alterado, mas isso só vai acontecer se as responsabilidades forem divididas entre todos. Não é mais possível dizer que "aqueles alunos do professor X são bagunceiros". Os alunos são de todos e deve haver parceria para transformar a situação.
Bibliografia O Mapa do Problema Escolar: Quando a Cidadania Parece Não Ser Possível (Anais do XXII Encontro Nacional de Professores do Proepre - Educação e Cidadania), Luciene Tognetta

2ª etapa O foco da discussão se desloca para a origem da indisciplina. A ideia é discutir a prática da equipe escolar, as propostas didáticas, o domínio do professor sobre o conteúdo, sua postura frente ao aluno e sua ação em situações de conflito (como citado na introdução).
Bibliografia Estratégias de Intervenção nos Processos de Desenvolvimento Profissional e Pessoal Docentes (II Congresso Internacional do CIDInE: Novos Contextos de Formação, Pesquisa e Mediação), Ana Aragão e Idália Sá-Chaves

3ª etapa Realize o acompanhamento direto do trabalho docente em sala de aula, com gravação em vídeo ou observação e registro realizado pelo coordenador durante as aulas, momentos de recreio, entrada e saída, dependendo de onde o problema se localiza. Em seguida, o grupo deverá discutir a postura do professor e dos alunos com base nos conceitos estudados. Aqui, é obrigatório que o observado consinta em ser objeto de análise e discussão.
Bibliografia Autoscopia: Um Procedimento de Pesquisa e de Formação (Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 30, n. 3, p. 419-433), Ana Aragãoe Priscila Larocca

4ª etapa Para seguir uma regra, é preciso entender sua razão de ser. Se não houver explicação que a justifique, a restrição pode e deve ser questionada. A ideia, nessa etapa, é analisar o regimento da escola. Os problemas têm mais a ver com as regras morais ou com as convencionais? Os princípios que fundamentam o projeto pedagógico devem ser discutidos. Como sugestão, tome como base a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Bibliografia Viajantes Destemidos sem Mapas Precisos: Professores-Formadores (Professor Formador: Histórias Contadas e Cotidianos Vividos, Ed. Mercado de Letras), Vera Lucia Sabongi de Rossi
Avaliação

Por meio de questionários, peça aos alunos, funcionários e pais que analisem se houve avanços. Resgate a listagem feita no começo do projeto e peça que a equipe docente altere o que achar necessário, revendo as categorias definidas anteriormente.
Consultoria: Ana Aragão Professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Fonte: Nova Escola

Sobre Chico Mendes e outras Leituras

Hoje pela manhã, fui contar histórias num Jardim de Infância aqui da minha cidade chamado Algodão Doce.
Depois que voltei da companhia daquelas crianças tão fofinhas e tão interessadas na história, apesar de tão pequenas, fiquei pensando no quanto vale cada  passo que dou nessa caminhada que a vida me escolheu, que é escrever para crianças.
É muito dificil  publicar no Brasil. É muito  dificil lançar um livro no Brasil e principalmente vender a obra.
O livro que escrevi sobre Chico Mendes, apesar de ser para crianças, conta a vida e a morte deste brasileiro fora do comum.
Não é uma leitura fácil. O mocinho morre no final.
Mas  espera aí, o mocinho deixa uma mensagem de esperança. de vida, de ressureição....
É isso que vejo nos olhos das crianças.
Elas entendem a ecologia de forma bem simples. Elas sabem tudo de preservação da naturureza. as crianças  tem o mistério de saber  o que nós adultos  teimamos em refutar...
Por isso elas prestam atenção na história, e ficam chateadas quando descobrem que o Chico morre no final do livro.
Mas o mais interessante é que eles descobrem também que é possível continuar o sonho do Chico.
É possível sim.
É só  a gente querer.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Inscrições abertas para o I Fórum Internacional de Educação, Diversidade e Identidades - BA

De 25 a 27 de novembro de 2010 acontecerá em Salvador/BA o I Fórum Internacional de Educação, Diversidade e Identidades – Gênero, Raça e Educação nos Países da Diáspora depois de Durban, que tem como tema a intersecção de gênero-raça no contexto educacional do Brasil, Nigéria e Filadelfia. Estarão reunidas 500 pessoas, entre convidados nacionais e internacionais, ativistas, estudantes, professoras(es) da Rede Municipal de Educação de Salvador e público em geral.
 
O objetivo do evento é favorecer, fortalecer, estimular o intercâmbio de experiências educacionais voltadas para a superação do racismo, sexismo, homofobia e outras formas de discriminação, tendo em vista influenciar a criação de políticas voltadas para a garantia da igualdade racial e de gênero. Acontecerão conferências, mesas redondas, grupos de trabalho, mini-cursos, oficinas e atividades culturais, onde especialistas compatilharão saberes e práticas vivenciados em seus contextos educacionais. 

I Fórum Internacional de Educação, Diversidade e Identidades - FIEDI será realizado nas dependências do Hotel Pestana (Rio Vermelho). 

Site do evento: http://www.fiedi.com.br/

domingo, 24 de outubro de 2010

Lei 5824- Obrigatoriedade de denúncia em casos de violencia contra crianças e adolescentes

LEI Nº 5824 DE 20 DE SETEMBRO DE 2010
ALTERA O ARTIGO 1º DA LEI Nº 4725,
DE 15 DE MARÇO DE 2006, E DÁ OUTRAS
PROVIDÊNCIAS.
O Governador do Estado do Rio de Janeiro
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º O artigo 1º da Lei nº 4.725 passa a ter a seguinte redação :

"Art.1º Fica criada a obrigação de notificação compulsória à autoridade policial e ao Conselho Tutelar da localidade, por parte das direções dos estabelecimentos de ensino e de saúde públicos e privados,
localizados no Estado do Rio de Janeiro, nos casos de violência contra a criança e o adolescente." (NR)

Art. 2º A ementa da Lei nº 4.725, de 15 de março de 2006, passa a vigorar com a seguinte redação:
"AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A CRIAR OBRIGAÇÃO DE  NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA, NOS CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇA E ADOLESCENTE, QUANDO ATENDIDOS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE E EDUCAÇÃO PÚBLICOS E PRIVADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO" (NR)

Art. 3º O artigo 6º da Lei nº 4725, de 15 de março de 2006,
passa a vigorar com a seguinte redação:"

"Art. 6º O não cumprimento do disposto nesta Lei sujeitará as unidades de saúde e de educação, públicas e privadas, do Estado do Rio de Janeiro e, solidariamente, seus respectivos agentes, às
sanções administrativas e legais previstas no Art. 245 da Lei nº  8.069,de 13 de julho de 1990." (NR)
Art. 4º Essa Lei entra em vigor na data de sua publicação Rio de Janeiro, 20 de setembro de 2010
 
SÉRGIO CABRAL
Governador
Projeto de Lei nº 1067-A/2007

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

V Semana da Consciência Negra de Japeri

A COPPIR de Japeri, instituição da qual faço parte ,está organizando a sua V Semana da Consciência Negra de Japeri comemorando 100 anos da Revolta da Chibata, 75 anos da Revolta dos Malês e 7 anos da Lei 10.639/03.

Em breve, posto para vocês a nossa programação completa. Mas adianto que as inscrições são gratuitas, e a formação será nos dias 22/11, 23/11 e 25/ 11,no auditório da E.M. Ary Schiavo de 9h às 12h 30.

 Eu farei uma palestra especialmente para  Orientadores Pedagógicos no dia 25/ 11 às 14h no mesmo auditório.
O tema é :O Coordenador Pedagógico na implementação da lei 11.645/08: Olhares sobre as Culturas Afro Indígenas.


 No dia 23, teremos a presença de Julio Emilio Braz, culminando o projeto da Escola Municipal Ary Schiavo com palestra e manhã de autógrafos.

Todos estão convidadissímos!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Para Refletir

"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."
Paulo Freire

Quantos de nós atualmente  pensamos assim?
É possível enquanto professores fimarmos esse acordo?De enquanto sujeito no mundo, continuar buscando as respostas para a democratização da educação neste país?
Aonde está a boniteza  da nossa profissão  e quais são os motivos da nossa alegria?
Ou eles não existem mais? E se não existem, o que podemos fazer para resgatar essa essência?