quinta-feira, 27 de março de 2008

Teatro em Cordel

Recebi esse convite por e-mail, repasso a todos e todas.

Depois de longo inverno....

primavera temporã,

verão antigo e moderno,

volto ao batente amanhã,

vinte e sete do mês três,

dia em que terá sua vez

a Educação Cidadã.

falando em educação,

vem à mente o educador.

Será uma narração

em homenagem ao pfoessor:

Paulo Freire, Lendo o Mundo

Em Cordel, tema profundo,

assunto revelador.

É o Forum Mundial

de Educação que começa

amanhã e tem final

domingo, corra depressa,

ocupe lá seu lugar,

vai ser bom participar,

seu bom esforço não meça.



www.forummundialeducacao.org

fones: 26671174/1086

Atenicosamente:

edmilson Santini


CLIQUE E VISITE NOSSO SITE EM:http:www.teatroemcordel.com.br

Marcha pela Cidadania e pela Paz

Hoje começa o Fórum Mundial de Educação aqui na minha cidade, Nova Iguaçu.

Estarei participando da marcha de abertura a partir das 15h se não me engano.

Este ano, não tive a oportunidade de organizar o Fórum na cidade onde trabalho,nem de ministrar oficina por motivos de saúde, estou de licença, portanto só irei participar me construindo como educadora.

Amanhã estarei na Espaço Cultura Silvio Monteiro de 14 às 17h para o Seminário Educação
e Diversidade.

Na grade de programação tem muitas oficinas, seminários maravilhosos.

Vamos participar!

quarta-feira, 26 de março de 2008

FÓRUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO

Fórum Mundial de Educação começa amanhã aqui em Nova Iguaçu.

Vamos prestigir essa ação. Vamos fazer muitas e muitas cidades educadoras!

A programação completa já está disponível no site do FME

http://www.forummundialeducacao.org/baixadarj/.

terça-feira, 25 de março de 2008

A Nova Ortografia Portuguesa

A possibilidade de que se modifique a ortografia do português, em virtude de um acordo firmado entre os países lusófonos, está dividindo opiniões entre portugueses e criou uma atmosfera de preocupação no país, segundo informou a agência EFE.

Para suavizar a medida, que é polêmica, o governo de Portugal estabeleceu um período de transição de seis anos para que as novas regras da língua escrita sejam obrigatórias. A unificação da língua atinge oito países e 200 milhões de pessoas.

De acordo com a agência, as novas normas lingüísticas colocaram o orgulho da pátria em jogo em Portugal. Escritores, editores, políticos e intelectuais afirmam que, com o acordo ortográfico, o país do velho mundo cederia a interesses brasileiros, sustentados pela força de uma população de cerca de 180 milhões de pessoas.

Razões
Uma das razões para que o acordo ortográfico entre em vigor é que é impossível a afirmação da língua portuguesa no cenário internacional se ela tiver diversas ortografias. Por isso, os defensores da mudança de regras confiam que o parlamento português ratifique o documento. Mas mesmo no partido do governo português há divergências sobre a matéria.

O prêmio Nobel português, José Saramago, já disse sua opinião sobre o acordo no semanário "Expresso": “Desejo êxito e muitos livros bons, escritos na forma antiga ou moderna, e que não me obriguem a escrever de outro modo nos poucos anos de vida que me restem”.

Diante da hesitação do povo, paira em Portugal uma dúvida: o acordo vai ser efetivamente aplicado ou as novas normas serão utilizadas unicamente em documentos oficiais e em textos acadêmicos?

O que muda
O novo alfabeto proposto pelo acordo vai incorporar o “k”, o “w”, e o “y”, ficando, então, com 26 letras. Haverá a supressão de acentos diferenciais, como o de “pára”, do verbo parar; de acentos agudos em ditongos como o de idéia (virará “ideia”); e do circunflexo em “vôo” ou “crêem”; além de mudanças com o hífen.

E o trema (aqueles dois pontinhos que ficam sobre o “u” de lingüiça, por exemplo) desaparecerão.

O histórico
O acordo ortográfico foi assinado em 1990 e entraria em vigor em 1994, com a ratificação dos sete países que o assinaram - na época, o Timor Leste ainda não era independente.

Passaram os anos e, em 2004, foi assinado um protocolo modificativo que determinava que o acordo entraria em vigor quando três países tivessem ratificado – o que já fez o Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, o último em dezembro de 2006. O Brasil foi o primeiro a ratificar o acordo, em 2004.

Legalmente, todas as mudanças que buscam unificar o registro escrito nos oito países que falam português - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal - já poderiam estar valendo. Isso porque o que foi firmado internacionalmente é que, se três países assinassem o acordo, ele poderia entrar em vigor.

No entanto, no ano passado, o Brasil definiu que, sem a implantação das normas por Portugal, o acordo teria pouca utilidade e, na prática, não unificaria realmente as normas ortográficas.

(Alexandre Malvestio 24/03/2008 em http://www.brasilquele.com.br

Texto para Reflexão

De tudo ficam três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto, devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro...

Fernando Pessoa

segunda-feira, 24 de março de 2008

Perspectivas comparadas na América Latina e Caribe, Ásia e África

O Pablo Gentili, professor e pesquisador da UERj, me enviou esse banner sobre esse seminário.
A quem interessar possa, a informação está democratizada.

domingo, 23 de março de 2008

Lei 11645/2008

Estive analisando a lei 11645 de 10 de março de 2008 que altera a 9394/96 modificada pela lei 10.639/03,alterando o parágrafo 26.
Posto a nova lei a seguir:

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008.


Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

OPRESIDENTEDAREPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o O art. 26-A da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.

§ 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.

§ 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras.” (NR)

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 10 de março de 2008; 187o da Independência e 120o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad

Este texto não substitui o publicado no DOU de 11.3.2008

Bem tenho alguns pontos para reflexão:

Acho extremamente válido a preocupação para que a cultura índigena seja resgatada nas escolas.
Os indios merecem serem estudados com toda respeito a sua cultura e diversidade.

Mas o que me preocupa é que passados cinco anos da implementação da lei 10.639/03 não houve de fato um investimento do Governo Federal para que o assunto fosse depurado nas escolas e principalmente na sociedade.

Porque não fazer campanhas de esclarecimentos sobre o racismo?

Me preocupa colocarem mais uma adendo no currículo. Tenho o pressentimento que será mais um conteúdo exótico a ser digerido.

Os indios assim como os negros tem uma linda discussão histórica que deve ser pensada e discutida, mas nossos professores não são máquinas.

Eles precisam de formação e informação para discutirem o assunto com os alunos de maneira adequada.

Precisam de material didático, cursos de formação continuada, fiscalização do poder público federal nos municiois e estados, precisam de investimentos nas escolas, de integração entre os setores moblizados da sociedade.

Senão tanto a lei 11645 quanto a lei 10639 serão apenas mais um na infinita gama de conteudfos acumulados nas nossas escolas.

sábado, 22 de março de 2008

Educação para a cidadania e a paz

Esse texto para a reflexão de hoje é da Professora Celma Tavares, e traz uma discussão fundamental para nós educadores que são as questões de educar para a cidadania e para a paz.

Há dois anos fiz uma curso de agentes da paz e desde então trago sempre para a discussãoo e reflexão esse tema.

Inclusive faço uma dinâmica da paz, sempre que abro uma reunião ou uma palestra.
Peço as pessoas para fecharem os olhos e se concentrarem apenas um minuto.
E depois, peço para que cada um a seu tempo, falem a palavra paz...

Muito mais do que uma simples palavra, a paz deve ser ensinada, cultuada, lembrada, não somente quando a violência nos assalta ou quando um caso alardeia na sociedade.

Ensinar para paz nos faz sermos construtores,cidadãos conscientes, profissionais engajados para lutar por um futuro mais digno.

Mas, vamos ao texto da professora Celma Tavares.Segue uma bibliografia para quem desejar aprofundar o assunto.

EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA E UMA CULTURA DE PAZ
Celma Tavares

Falar em Educação para Cidadania e uma Cultura de Paz significa utilizar pedagogicamente conteúdos relacionados ao exercício dos direitos e deveres, bem como valores relacionados à tolerância, ao respeito à diversidade e à prática dos direitos humanos. Essa diretriz já estava contemplada, por exemplo, no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, ratificado pelo Brasil na década de 90, que em seu artigo 13 (inciso 1) coloca: “a educação deve orientar-se para o pleno desenvolvimento da personalidade humana e do sentido de sua dignidade, e deve fortalecer o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais”.

Sendo assim, é importante situar duas questões. Primeiro, que a consciência universal dos direitos humanos é cada vez mais forte nos países democráticos, entretanto eles continuam sendo violados. Segundo, que o trabalho de sensibilização e introjeção dos valores para uma cultura de paz e para o compromisso com a promoção dos direitos humanos passa obrigatoriamente pela educação nos mais variados âmbitos, mas fundamentalmente a partir da escola.

No campo da educação, é preciso estar atento para o papel e o desempenho nas funções da escola. Neste ponto, a pedagoga Vera Candau assinala que “a escola, que deveria exercer um papel de humanização a partir da aquisição de conhecimentos e de valores para a conquista do exercício pleno da cidadania, tem muitas vezes favorecido a manutenção do status quo e refletido as desigualdades da sociedade”.

Por isso mesmo, ela ressalta que é necessário “a construção de uma escola que forma crianças e jovens construtores ativos da sociedade, capazes de viver no dia-a-dia, nos distintos espaços sociais, incluída a escola, uma cidadania consciente, crítica e militante”. E que “isto exige uma prática educativa participativa, dialógica e democrática, que supere a cultura profundamente autoritária presente em todas as relações humanas e, em especial, na escola”.

Este tipo de análise possibilita o entendimento de que a escola deve exercer um papel de humanização a partir da socialização e construção do conhecimento, aliado aos valores necessários à conquista do exercício da cidadania. Especialmente ao se trabalhar a educação, o exercício da cidadania e a vivência da democracia na busca de uma intervenção concreta na questão social e cultural.

Mas como deve ser a Educação para Cidadania e para uma Cultura de Paz a partir da escola? De acordo com Letícia Olguin, deve incluir metodologias que: estimulem a participação dos estudantes; possibilitem a contradição; abram janelas para o mundo; procurem sistematicamente o desenvolvimento do pensamento; fortaleçam os vínculos do estudante com o grupo de pares (com a instituição, a comunidade, com seu país); sejam globalizadoras e sejam realistas.

Deve ser também uma educação que possibilite o desenvolvimento do protagonismo juvenil. Porque é através dele que os jovens podem se sentir incluídos no processo das transformações sociais e, mais ainda, podem se sentir promotores da cultura de paz. Pois é ao explorar o papel de protragonista no jovem que se constrói as condições para que ele exercite de forma criativa e crítica seu entusiasmo para a ação e se descubra capaz de intervir, de colaborar e de explorar e canalizar suas pontencialidades.

Educar para a Cidadania e para uma Cultura de Paz, a partir do que propõe Vera Candau “exige educar para a ação político-social que não pode ser somente individual” e “exige o compromisso com a construção de uma sociedade que tenha por base a afirmação da vida e da dignidade”. Assim, qualquer proposta de educação nesta área deve conter três aspectos básicos, apresentados no seu livro Tecendo a Cidadania:

a) uma pedagogia da indignação – que pretende formar seres capazes de se indignar e de se escandalizar diante de toda forma de violência e humilhação. Tal pedagogia supõe que sejamos conscientes de que estas violações são historicamente construídas e que tenhamos a valentia de perguntar-nos por suas causas, superando a insensibilidade, passividade e impotência diante delas e promovendo a solidariedade;

b) uma pedagogia do assombro/admiração – que nos leva a perceber dentro e fora do âmbito escolar buscas concretas de preservação e promoção da vida, revelando a capacidade de resistência e criatividade das pessoas;

c) uma pedagogia de convicções firmes – que se expressa num modo de trabalhar a dimensão ética da educação. Explorando valores como solidariedade, justiça, liberdade, criticidade.

Além desses aspectos é ainda preciso articular quatro dimensões básicas, que devem ser trabalhadas conjuntamente, como se expõe no mesmo livro: ver, saber, celebrar e comprometer-se. O ver engloba a perspectiva da sensibilização e conscientização da realidade, ampliando cada vez mais o olhar sobre a vida cotidiana. O saber sobre os direitos humanos deve ser socialmente construído e emergir da prática cotidiana. O celebrar coloca a educação como uma prática que provoca prazer, alegria e emoção. E o comprometer-se é o descobrir-se como cidadão e promover todos os valores que afirmam e garantem a dignidade humana.

Educar para Cidadania é, neste contexto, como coloca a pedagoga Aida Monteiro, “entender que direitos humanos e cidadania significam prática de vida em todas as instâncias de convívio social dos indivíduos”. Nesse entendimento, continua ela, “a educação é vista como um dos principais instrumentos de formação da cidadania, no sentido do pleno reconhecimento dos direitos e deveres do cidadão, enquanto sujeito responsável pelo projeto de sociedade no qual está inserido. Enquanto instrumento social básico, a educação possibilita ao indivíduo a transposição da marginalidade para a materialidade da cidadania”.

E neste sentido a escola é um espaço privilegiado no processo de formação ao trabalhar com o conhecimento, valores, atitudes. O desafio está, como defende o sacerdote jesuíta Luiz Peréz Aguirre, “em aprender a pensar com liberdade e nos convencer de que temos o direito de pensar de forma diferente dos demais e que esse direito não nos autoriza a desprezar a quem pensa diferente de nós. O valiosos está nessa diferença que nos fortalece, complementa e enriquece como sociedade e como povo”.

A Educação para Cidadania e uma Cultura de Paz possibilita, portanto, a sensibilização, a percepção e a reflexão, que possam provocar a conscientização e a mudança no indivíduo.

Referências Bibliográficas:

AGUIRRE, Luiz Peréz. Educar para os direitos humanos: o grande desafio contemporâneo. Texto reproduzido pela Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos.
CANDAU, Vera ...[et. al.] Tecendo a Cidadania. Petrópolis, Vozes, 1995.
MONTEIRO, Aida. Educação para Cidadania: solução ou sonho impossível? In: LERNER, Júlio (organizador). Cidadania Verso e Reverso. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado, 1997/1998.
OLGUIN, Letícia. Enfoques Metodológicos no Ensino e Aprendizagem dos Direitos Humanos. Texto reproduzido pela Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Texto para reflexão

"O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele."

Immanuel Kant

quarta-feira, 19 de março de 2008

O trabalho Pedagógico e as Diferenças

"Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.

Viajaram para o Sul.

Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente dos seus olhos.

E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
- Me ajuda a olhar!"
(Eduardo Galeano, 1981:15)

Assim como Diego precisamos olhar...

Olhar para uma imensidão chamada:O outro.

Na educação, como em qualquer outra variante da vida, o outro tem importância fundamental no nosso agir, no nosso pensar. O outro contém e está contido em nós.

Como querer ser um educador se não apreciamos as diferenças de pensamento, de valores,de cor de pele, de agir?

Como se educador sem fazer avaliações políticas de conjuntura histórica?

Como se educador e querer homogeneizar a vida? as pessoas? os pensamentos?

A grandeza da vida está justamente em saber lidar com isso tudo.A grandeza do educador está em lidar com as diferenças e saber tirar delas recursos para ensinar.

Não apenas o conteúdo historicamente elaborado.Mas o conteúdo que é a própria vida.

Sempre converso com minhas equipes que para o trabalho efetivamente dar certo precisamos desmistificar a idéia do aluno pedagogicamente pronto, com conteúdos previamente elaborados.

Este aluno não existe. Porque é homem, e se é homem, está repleto de incompletude.Já dizia Paulo freire.

Para o trabalho pedagógico dar certo,o professor tem que entender que a sua ética, os seus valores não são os mesmos dos seus alunos.

Pude perceber na prática que esse é um dos maiores conflitos na relação educador/educando adolescente.

Porque o professores entendem que o aluno tem que obrigatoriamente pensar do mesmo jeito que ele, acreditar nas mesmas coisas, rezar na mesma cartilha.

E aí que voltamos a questão das diferenças.

A diversidade existe, e ela deve ser trabalhada, primeiramente, por nós educadores.
Pensar e repensar a questão das diferenças é questão de fôro pessoal, e é imprescindível para quem pretende educar.

As diferenças se tomadas a ferro e fogo, sem o respeito necessário que elas merecem, se tornam barreiras intrasponíveis de aprendizagem.

Mas, as diferenças, se entendidas como algo que está posto, e que podem e devem ser trabalhadas como algo proveitoso, que vai trazer amadurecimento intelectual, social, ético, étnico, dialético, se torna um ponto de partida para uma relação respeitosa e um ensino aprendizagem mais democrático, abrangente e interessante.

terça-feira, 18 de março de 2008

Como devem ser tratados casos de racismo dentro da escola?

Não há uma receita pronta.
Até porque, o nosso professor e nós todos temos dificuldade de identificar uma atitude racista.

O aluno sente isso e o professor passa a mão pela cabeça, porque ele não tem como resolver. Ele não tem estratégias, não tem traquejo para resolver essa questão. Em segundo lugar, o professor também não tem identidade.

Ele não sabe, na verdade, a que grupo étnico ele pertence. Isso é uma questão muito séria.

Apesar de não existir receita, um professor, enquanto educador que lida com a diversidade na sala de aula, tem que estar trabalhando muito atento com os seus alunos, a fim de que esses alunos se sintam iguais uns aos outros.

O professor tem que pregar a igualdade, porque todos estão na mesma sala de aula, na mesma condição. Ele tem que ter esse discurso o tempo inteiro.

Na verdade, a criança, por si só, não é racista. A criança reproduz o que vivencia em casa ou na própria sociedade. Antes de nós crucificarmos o menino que teve uma atitude racista, a escola deve chamar os pais e fazer esse trabalho de conscientização.

O trabalho que uma escola precisa desenvolver é um trabalho muito mais amplo do que uma disciplina no currículo. É um trabalho de convivência, de respeito entre o professor e o aluno; o aluno com o professor, com o servente da escola, com a direção, com o homem que vende ali na quitanda, com o vizinho, com a moça da cantina, com o da limpeza.

Nós precisamos desenvolver uma cultura do respeito.

* Esse material é um recorte de uma apostila que elaborei para as escolas da rede de Japeri, a partir do material enviado pela SECAD( Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade.

segunda-feira, 17 de março de 2008

domingo, 16 de março de 2008

Modelo de avaliação para encontros e Recuperação Paralela

A professora Rosa Lima da E. Estadual Luis Guimarães me mandou um e-mail, pedindo sugestões de Modelo de Avaliação para reuniões.
Esse é um que eu gosto e uso muito. É simples e direto. Além de econômico porque você podia copiar três numa folha só.
Nas reuniões pedagógicas, nunca deixe a equipe sair sem antes fazer uma avaliação do encontro.
A avaliação é fundamental para nosso trabalho e um registro escrito, que deve ser olhado sempre com muito carinho e cuidado. Dessa avaliação inclusive, podem nascer boas idéias para outros encontros.


Avaliando nosso Encontro


Que Bom! _________________________________________________________________________

Que Pena!_____________________________________________________

Que tal?__________________________________________________

Aproveitando,
repasso um formulário que uso muito que é a Ficha de Acompanhamento da Recuperação Paralela.
Ele é distribuído para a equipe antes do conselho de classe do 2º bimestre, e entregue preenchido no Conselho de Classe.
O Coordenador Pedagógico deve estar atento para o cumprimento da Recuperação Paralela na escola.Os professores deverm ser sempre motivados a cumprirem sua obrigação nesse sentido.
E esse registro escrito é muito importante para nosso trabalho


UNIDADE ESCOLAR: ____________________________________________
ENDEREÇO: _____________________________________________ N.º
CEP: ________________________ TELEFONE: _______________________
BAIRRO: _________________________ MUNICÍPIO: _____________________
PROFESSOR ( A ) : ________________________________________
Série: ___________ Turma: ___________ Turno: ___________

DATA: ______________ / _____________ / _______________

Ficha de acompanhamento bimestral da Recuperação Paralela:

_________ bimestre

1.º - Em quais os conteúdos os alunos estão apresentando dificuldades ?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2.º - Como estão sendo trabalhados ? ( Metodologia )
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

3.º - Como estão sendo avaliados ?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

4.º - Quais são os resultados alcançados ?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


_______________________________
Professor(a)

_______________________________
Coordenador Pedagógico

_______________________________
Orientadora Educacional

sábado, 15 de março de 2008

A leitura do mundo precede a leitura da palavra

O que Paulo Freire queria dizer com isso?

Leitura de mundo é tudo aquilo que tem significado para o indivíduo.
São os olhares, os cheiros, os toques, os gostos, os saberes que temos e acumulamos na nossa vivência diária.

É aquilo que está intríseco em nós mesmos.

Nossa linguagem, aquilo que somos,nossas representações e símbolos,nosso conhecimento historicamente acumulado vinculado à nossas opiniões pessoais.

É através da leitura de mundo que vamos apreender a leitura da palavra.

É que vamos criar nossas percepções e construindo as relações que levam ao aprendizado.

A leitura da palavra só ganha significado e significância se ela vier intrisicamente apreendida com a leitura de mundo do educando e socializada com o coletivo da turma, para que vivenciada as diferenças, aconteçam as internalizações e acomodação da aprendizagem, propriamente dita.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Uma lição de esperança

Aos 101 anos, aposentado aprende a ler
Até três anos atrás, o aposentado Sebastião Domingues Oliveira empunhava diariamente a enxada e cuidava das plantações de seu sítio no município de Ampére (PR), a cerca de 520 quilômetros de Curitiba. Quando as dores na coluna dificultaram o trabalho, ele passou para os livros escolares. Agora, aos 101 anos de idade, ele vai receber o certificado de participação no Programa Paraná Alfabetizado. “Aquele que não lê sabe a falta que faz”, diz.

Enviado por Mala Direta- Galeno Amorim

Sobre Adélia Padro

"Então, vou esperar feliz pelo seu outro livro, claro. Enquanto isso, conversemos mais um pouco. Na sua opinião, o que faz com que uma professora seja inesquecível e maravilhosa para uma criança, para um jovem, e realmente faça a diferença na vida deles?"

AP:"Ser convicta do que faz e fazê-lo com alegria. Isto move os alunos. É contagiante."

...

"E o que será, mais do que tudo, que mais faz diferença na vida de algumas pessoas, para que elas sejam professoras maravilhosas?"

AP:"A poesia."

Esses fragemntos eu recolhi de uma entrevista que a poeta Adelia Padro concedeu a Marcio Vassalo quando do lançamento seu livro "Quero minha mãe"

Eu achei linda a colocação da Adélia.

De uma simplicidade explicíta e direta.

Adélia como nós sabe muito bem o que está dizendo, pois além de escritora premiada e poeta, ela é professora como nós.

Então mais do que ninguém sabe a dor e a delícia da nossa profissão.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Sobre compromissos

O compromisso firmado para uma educação de qualidade realmente é um pacto importante que deve ser firmado entre sociedade civil,escolas e governos.
Mas ressalto a profunda responsabilidade dos governos em conduzir essa empreitada.
Não adianta termos toda boa vontade do mundo nas escolas se isso não for entendido como fator primordial a ser realizado como pauta urgente de governo.
O dia em que o Brasil levar a sério a educação ela será transformada.
É preciso muito mais que boa vontade.
É preciso ter um projeto de nação, como a China fez.
E para isso é necessário uma mudança histórica e cultural na nossa maneira de pensar e agir enquanto povo.
Insisto nessa história, Luto por ela.
E tudo começa em quem votamos.
Em época de eleições vamos votar com qualidade, para termos uma sociedade de qualidade, políticos de qualidade, projetos de governo de qualidade.
Estou cansada de prefeitos fake, secretarios de educação que enriquecem ilicitamente, de veredaores corruptos,etc e tal.

Vamos assumir nosso compromisso elegendo pessoas de compromisso.

terça-feira, 11 de março de 2008

Entenda a situação da Educação

O primeiro passo para melhorar a Educação é entender sua situação atual. Procure se informar sobre a qualidade do ensino no País, no seu estado, na sua cidade, nas escolas próximas.
Secretarias de Educação municipais e estaduais também têm esses dados, e é direito de todos conhecê-los.
Além disso, todos podem procurar saber quais são as ações e medidas tomadas pela Secretaria de Educação para melhorar o desempenho das escolas que não tiveram bons resultados tanto no Ideb, como em avaliações educacionais como a Prova Brasil e o Saeb.
Procure entender quais são os problemas da Educação brasileira, suas causas e conseqüências.
Informe-se, reflita, discuta.
Quando você entende o problema, tem mais chances de fazer sua parte para resolvê-lo – e você, como educador, é o principal agente da melhoria da Educação.

Recomendações:

Busque sempre aprimorar seus conhecimentos

Procure sempre dar seqüência à sua formação acadêmica, por meio de cursos de graduação ou pós-graduação e de programas de capacitação. Há sempre algo novo e interessante para ser aprendido, e que poderá te ajudar a influir positivamente na Educação das pessoas ao seu redor.

Proponha que sua escola seja um espaço de aprendizado. Para ser educador, é preciso estudar sempre e ter em vista onde você quer chegar com seus alunos.

Encare a diversidade de maneira positiva.Tire proveito da heterogeneidade de saberes, conhecimentos e experiências dos alunos e da comunidade escolar. Promova a interação entre eles.

Escola boa é aquela em que o aluno aprende.A melhor forma de avaliar a qualidade do ensino é por meio da aprendizagem dos alunos. E, se a escola existe para ensinar, a avaliação capaz de dizer se a escola é boa ou ruim é aquela que nos mostra se os alunos estão ou não aprendendo.

Valorize e utilize avaliações sobre a qualidade do ensino como um instrumento para melhorar a escola, e promover a transparência e a participação de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.

Diretor: Assuma a liderança.Assuma a liderança de forma democrática e cooperativa com todos os segmentos da equipe.A presença constante do diretor da escola é fundamental. Ele deve ter competência para ocupar um papel central na gestão do cotidiano escolar e na articulação da escola com a comunidade escolar. Como lida com questões internas e externas da escola, é necessário ter sempre em mente o que é e o que não é prioritário, para organizar seu tempo de forma eficiente.


Diretor: Seja responsável pela qualidade de ensino.A melhor gestão administrativa de nada vale se os alunos não estiverem aprendendo. O diretor não deve ser visto apenas como o administrador do prédio da escola, mas como o grande administrador da aprendizagem dos alunos.
O diretor é o responsável maior para a escola ter e cumprir o regimento escolar e a proposta pedagógica – que dará origem aos planos de curso e de aula. Além de ser peça-chave na identificação das necessidades locais, o diretor deve garantir um sistema eficaz de reforço escolar para os alunos com dificuldades em algum conteúdo específico, e deve fazer funcionar um sistema de supervisão de professores com foco no desempenho dos alunos.


Diretor: Articule-se com a Secretaria de Educação.
Como a escola não trabalha de forma isolada, o diretor deve conduzir as ações da escola de forma articulada com as políticas emanadas pela Secretaria de Educação - que deve receber, mensalmente, os dados da escola. As metas da escola também devem ser estabelecidas, anualmente, de forma integrada às metas da rede de ensino.
As escolas devem ter algum grau de autonomia, mas são parte de um organismo muito maior, que é a rede de ensino, gerida pela Secretaria de Educação.


Diretor: Assegure o cumprimento do ano letivo
Assegure o cumprimento integral do ano letivo. As escolas precisam garantir um mínimo de duzentos dias letivos, com um mínimo de quatro horas de aula por dia, descontados os intervalos escolares. Isso é lei.
Assegurar a pontualidade e freqüência dos professores e funcionários da escola também é necessário.


Diretor: Assegure condições de trabalho
Assegure as condições e os meios para que os professores implementem a proposta político-pedagógica da escola.

Diretor: Abra a biblioteca e a sala de computação
Não tranque livros e computadores, pois eles são material de uso diário. Os alunos precisam tê-los em mãos para poder tirar o melhor proveito possível do que esses materiais podem trazer para seu aprendizado.
Cuide e melhore o acervo da biblioteca, disponibilizando, além dos livros didáticos, obras de literatura infanto-juvenil, livros de ficção e não ficção, dicionários e enciclopédias. Você pode, ainda, abrir a biblioteca fora do horário das aulas e para a comunidade.
Quanto aos computadores, sua escola pode incentivar os alunos a usarem a internet para fazer pesquisas sobre temas atuais e, a partir delas, elaborar resumos. Os alunos podem também ser envolvidos na elaboração e manutenção da página da escola na internet, ou ser incentivados a construírem seus blogs – diários na internet.


Professor: Planeje suas aulas
Elabore planos de curso e planos de aula de acordo com a proposta pedagógica elaborada pela escola e com o programa de ensino da Secretaria de Educação. Participe da elaboração dessas propostas e assegure seu cumprimento, sem perder de vista que para ter sucesso na sala de aula, os objetivos, os conteúdos e os métodos de ensino devem ser adequados e ajustados às suas necessidades e às características dos alunos. Aulas de qualidade se refletem na aprendizagem dos alunos.

Professor: Procure não faltar
Lembre-se de que o aluno precisa de você. Se alguma necessidade urgente lhe impedir de estar em sala de aula, é necessário que você seja substituído por pessoa de igual competência e que conheça o andamento dos planos de aula.

Professor: Ensine a estudar
Ensine os procedimentos de estudo, como selecionar informações, tomar notas, fazer resumos e sínteses, etc.

Professor: Incentive a leitura
Dê atenção especial à leitura, à compreensão de textos e à escrita. Essas habilidades são básicas e essenciais para toda a vida do aluno.
A leitura abre aos alunos uma perspectiva prazerosa de aprendizagem. Estimule, oferecendo aos alunos contato com diferentes tipos de textos, tais como matérias de jornais, embalagens, receitas, cartas, anúncios, textos expositivos e literários, instruções de jogos, regras da escola, etc.
Conheça de antemão os textos que você apresentará à classe, gere expectativas nos alunos sobre os textos, faça comentários, perguntas e promova a reflexão, interpretação e o diálogo entre os estudantes.


Professor: Reforce a auto-estima dos alunos
É preciso que educadores difundam ao máximo os gestos, as atitudes, as palavras que reforçam a auto-estima das crianças e favoreçam o seu sucesso na sala de aula e na vida. Esse tipo de atitude pode ser decisivo na vida de uma criança ou um jovem.
Valorize o esforço e os trabalhos elaborados pelos alunos. Comente-os e exponha-os em murais e varais fora e dentro da sala de aula. Prontifique-se a ajudar sempre que chamado.

Professor: Não desista de ensinar a nenhum aluno
Todos precisam, têm direito e capacidade de aprender. Nem todos os alunos aprendem do mesmo jeito e no mesmo ritmo, embora todos sejam capazes de aprender. O desempenho escolar de um aluno é responsabilidade do professor, que deve ser compartilhada pela família e pela escola.

Diretor: Mantenha uma boa relação com as famílias
Divulgue a proposta pedagógica de cada série para os pais dos alunos poderem acompanhar o seu cumprimento ao longo do ano letivo. Divulgue também o regimento da escola para pais e alunos.
Distribua os boletins com resultados dos alunos nas épocas previstas pelo Regimento Interno das Escolas, e informe-os sobre como está o desempenho de seus filhos na escola. Dê, ainda, dicas sobre como eles podem ajudar suas crianças a estudar e acompanhar as aulas.


Promova a gestão democrática
A gestão democrática implica que os educadores, familiares e a comunidade, mais do que destinatários, devem ser considerados interlocutores e parceiros da escola no cumprimento de sua missão: fazer com que todas as crianças da escola efetivamente aprendam.
Reconheça a escola como um espaço de construção do conhecimento e de integração com a comunidade, abrindo seus espaços para outras atividades e públicos – desde que isso não comprometa os direitos dos seus alunos.
Mantenha esse espírito ao se relacionar com os pais e alunos. Quanto mais a escola estiver inserida em seu contexto social e mantiver uma boa relação de parcerias, maior será a colaboração de todos.
Abra a escola para a família dos alunos e conheça a história e as características de cada um. Mantenha um relacionamento transparente e receptivo com os pais e familiares. Eles são parceiros fundamentais da escola.



Fiscalize o bolsa-família
Verifique se os alunos beneficiários do Bolsa-Família matriculados em sua escola estão freqüentando as aulas. Demande que os governos municipal e estadual mantenham atualizadas as situações cadastrais (qual escola freqüenta, se concluiu os ciclos de estudos etc) de cada criança em idade escolar. Além disso, verifique e cobre que os beneficiários do programa levem suas crianças aos postos de saúde para realizar exames, vacinações e outras ações estipuladas pelo Ministério da Saúde, que impactam diretamente na saúde da criança e em seu desempenho escolar.

Fiscalize a merenda escolar

é isso aí gente vamos fazer a nossa parte! Só assim a educação no Brasil vai valer a pena.

Fonte: Todospelaeducacão

Por um triz

O livro Por um triz é um exemplo de como é possível, por meio da prática educacional diária, ajudar crianças e educadores a se tornar produtores de cultura e informação. Esta publicação é fruto do primeiro projeto de formação intensiva em organizações sociais. Serviu de criação e circulação de ideais educacionais e práticas entre aqueles que participaram diretamente no projeto, mas sua influência expandiu-se para escolas públicas, departamentos de educação, museus e outras arenas públicas de educação e cultura.

As edições iniciais, em formato de jornal pedagógico, foram agrupadas e formaram um livro editado pela Editora Paz e Terra, 1995.

Indicado como livro de referência em diversos concursos de professores.

Editora Paz e Terra S/A
Rua do Triunfo, 177
CEP: 01212-010 - São Paulo/SP
Fone: (0xx11) 3337-8399
Fax: (0xx11) 223-6290
Fax de Vendas: (0xx11) 223-6208
http://www.pazeterra.com.br

Fonte: Instituo Avisalá

segunda-feira, 10 de março de 2008

Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro

A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, que teve seu lançamento regional em Recife na última segunda-feira (3), está com inscrições abertas para as redes de ensino até o dia 14 de abril. O evento é resultado da parceria entre o Ministério da Educação, a Fundação Itaú Social, o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Cerca de seis milhões de alunos dos ensinos fundamental e médio das escolas públicas devem ser beneficiados pela olimpíada, que tem como objetivo melhorar as habilidades de leitura e escrita dos estudantes, ao investir na formação de professores. A iniciativa pretende alcançar 200 mil professores. Saiba mais.

Projeto Ler é Bom, Experimente tem inscrições abertas até o final de março


Destinado a alunos do ensino fundamental, a partir da 6 ª série, e do ensino médio, o projeto de leitura Ler é Bom, Experimente visa estimular o hábito de leitura e a criatividade nos jovens . O programa, que é apoiado desde 2000 pelo Ministério da Cultura, distribui às escolas participantes exemplares de uma das obras do cronista Laé de Souza e material didático para aplicação do projeto em sala de aula. A escola interessada em participar deverá preencher a ficha de inscrição no site. Leia mais.

Fonte: mala Direta do PNLL(Plano Nacional do Livro e Leitura)
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. (Cora Coralina)

domingo, 9 de março de 2008

Teste para implementação da Lei 10.639/03

Como Coordenadora do Núcleo de Relações Étnico Raciais e de Gênero tinha que pesquisar muito para encontar subsídios de análise, para confrontar a realidade em que estávamos inserindo a lei 10.639 no municipio que trabalho.

Encontrei esse teste e apliquei nas trinta escolas do municipio, pedindo que cada cordenadora pedagógica pudesse observar e responder com o coletito ou pelo coletivo.

A partir das respostas, pudemos ter toda a compreensão do terreno em que caminhávamos.
Esse teste foi imprescindivel para podermos fazer uma análise real das escolas e assim, podermos iniciar nosso trabalho

A dica que eu dou é a seguinte: Se você deseja implementar a lei 10.639/03 que inclui a História e Cultura Africana e Afro brasileira no currículo, utilize esse teste.
Numa reunião pedagógica, levante a questão. Faça dinâmicas, cante músicas, e depois distribua o teste para os professores.

Através da análise das respostas, crie estratégias para a discussão na escola e a eventual implementação da lei.

ESTOU ÀS ORDENS PARA ESCLARECER TODA E QUALQUER APREENSÃO.

REFLEXÃO:Sua escola combate a discriminação?


1. A trajetória histórica do negro é estudada...

a. nas efemérides: 13 de maio, no mês do folclore, 20 de novembro ( )
b. como conteúdo pedagógico amplamente explorado em sala de aula ( )
c. não é estudada ( )

2. Acredita-se que o racismo é para ser tratado...

a. como conteúdo nas várias áreas que possibilitem tratar o assunto ( )
b. pelos movimentos sociais ( )
c. quando acontece algum caso evidente na escola ( )

3. A cultura negra é...

a. estudada como rico folclore do Brasil ( )
b. um tema presente na proposta pedagógica da escola ( )
c. assunto de aula quando surge alguma notícia na imprensa ( )

4. O currículo...

a. baseia-se nas contribuições das culturas européias representadas nos livros didáticos ( )
b. aborda positivamente a diversidade racial e as verdadeiras contribuições
de todos os povos ( )
c. procura apresentar aos alunos informação também sobre os indígenas
e negros brasileiros ( )

5. Você, professor...

a. é neutro quanto às questões sociais, pois seu trabalho se baseia apenas nos conteúdos dos livros didáticos e manuais pedagógicos ( )
b. reavalia sua prática cotidiana e reflete sobre os valores e conceitos que traz introjetados sobre o povo e a cultura negra ( )
c. tem investido em formação e buscado informações sobre as questões raciais ( )

6. A abordagem das questões raciais...

a. não é feita com profundidade, pois a escola prioriza outras temáticas mais relevantes para nosso contexto ( )
b. é contextualizada na realidade dos alunos, promove uma análise crítica do assunto e visa a transformação dos conceitos preconceituosos ( )
c. não acontece, pois não é considerada assunto para a escola ( )

7. As diferenças culturais entre os diversos povos...

a. não são tratadas, pois não temos informações suficientes e o assunto é polêmico ( )
b. servem como reflexão para rever posturas preconceituosas e comparações hierarquizadas ( )
c. são mostradas como diversidade cultural brasileira ( )

8. As situações de desigualdade e discriminação presentes na sociedade...

a. são temas de reflexão para todos os alunos ( )
b. são discutidas apenas com os alunos discriminados ( )
c. são discussões estratégicas para conscientização dos alunos quanto à luta contra todas as formas de injustiça social ( )

9. Acredita-se que, para fortalecer o reconhecimento, a aceitação e o respeito à
diversidade racial, deve-se...
a. promover o orgulho racial de seus alunos ( )
b. procurar não chamar a atenção para as visões estereotipadas sobre os negros em livros, produções e textos existentes no material didático ( )
c. promover maior conhecimento sobre as heranças culturais brasileiras ( )

10. A linguagem verbal utilizada no cotidiano escolar...

a. tem o poder de influenciar nas questões de racismo e discriminação ( )
b. se vale de expressões referentes à cor dos alunos, como neguinha , negão ou preto ( )
c. não tem influência direta nas questões raciais ( )

11. Quanto ao trabalho escolar sobre a temática racismo...

a. alguns professores tratam o assunto em determinadas etapas do ano letivo ( )
b. existe um trabalho coletivo com a participação de todos, inclusive direção e funcionários ( )
c. existe resistência de alguns colegas para tratar a questão racial ( )

12. Na biblioteca da escola...

a. existem muitos e variados livros sobre a questão racial para alunos e professores ( )
b. existem poucos títulos sobre a questão racial ( )
c. não existe literatura que contemple a questão racial ( )

13. Quanto à capacitação sobre a questão racial, você...

a. ainda não teve oportunidade de estudar o assunto ( )
b. participou de cursos e grupos de estudos sobre a questão racial ( )
c. tem procurado incorporar o assunto nas reuniões pedagógicas, grupos de estudos e momentos de formação ( )

Confira o resultado :

1- a. 1 b. 2 c. 0
2- a. 2 b. 0 c. 1
3- a. 0 b. 2 c. 1
4- a. 0 b. 2 c. 1
5- a. 0 b. 2 c. 1
6- a. 1 b. 2 c.0
7- a. 0 b. 2 c. 1
8- a. 1 b. 0 c. 2
9- a. 2 b. 0 c. 1
10- a. 2 b. 0 c. 0
11- a. 1 b. 2 c. 0
12- a. 2 b. 1 c. 0
13- a. 0 b. 1 c. 2

Até 6 pontos
Sua escola está na fase da invisibilidade .O tema ainda é tabu. Os alunos estão perdendo a oportunidade de formação de valores essenciais para uma convivência harmônica em sociedade. Que pena!


De 7 a 18 pontos
Sua escola está na fase da negação .O assunto racial está começando a ser discutido. É preciso que a maioria dos professores admita a existência do racismo na sociedade e no ambiente escolar. E que a verdadeira história de resistência do povo negro sirva de exemplo de luta pela cidadania a todos os alunos.

De 19 a 25 pontos
Sua escola está na fase de reconhecimento .Muito bem! Vocês estão no caminho certo! Reconhecem a necessidade urgente de transformar a escola em um espaço de combate ao racismo e a discriminação.


26 pontos

Sua escola está na fase do avanço.Parabéns! Vocês não temem o trabalho sobre as diferenças raciais e apresentam uma postura ética e humanista. A equipe está no caminho do aperfeiçoamento da prática pedagógica. E assim busca não fomentar o preconceito e a discriminação.

(Este teste foi adaptado do Almanaque Pedagógico Afro Brasileiro de Rosa Margarida de Carvalho Rocha- Ed. Mazza)

sábado, 8 de março de 2008

Dicas para Páscoa na Escola

Pascoa do hebraico Pessach é um evento cristão onde comemoramos a ressureição de Jesus cristo.
Eu gosto muito da páscoa, além de ser um evento muito importante, acredito que devamos comemorar na escola com tudo que temos o direito. Pois muitos de nossos alunos não tem noção do seu significado. E é simplesmente maravilhoso poder compartilhar destes ensinamentos com os alunos, e com toda a equipe.

O perdão, a tolerância, levá-los a refletir sobre o poder de acreditar.

Pensando nisso, resolvi dar umas dicas:

1-Que tal montar um mural na sala de professores com Feliz Páscoa escrito em vária línguas?Eles irão se divertir tentando decifrá-las.

Happy Easter, Chag Sameach,Felices Pascuas,Glad Pask, Feliz Páscoa,
Vrolijic Pasen, Joyenses Fêtes de Pâques.

2-A História do coelhinho da Páscoa e os ovos

A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida.
A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII. (sua pesquisa.com)

3-Mensagens

a)Páscoa é ressurreição...
E ressurreição é:
Passagem...
Mudança...
Renascer...
Passar é sair do lugar, da rotina...
Mudar é transformar...
Trocar uma vida gasta e empoeirada por um modo de ser e de viver...

Renascer é um recomeçar...
É "ser de novo"
De aniquilar a rotina e de recomeçar...
Por isso seja de novo...
Recomece!
Agora é o tempo e a hora...
Feliz recomeçar!
Feliz libertar-se!
Feliz Páscoa

b)"Páscoa é ajudar mais gente a ser gente, é viver em constante libertação, é crer na vida que vence a morte.Páscoa é renascimento, é recomeço, é uma nova chance pra gente melhorar as coisas que não gostamos em nós. Para sermos mais felizes por conhecermos "( Desconhecido)

Para os professores, um belo mural, uma bonita mensagem e chocolates!Você pode fazer pegadinhas na sala dos professores, que irão dar numa bonita cesta onde estarão os ovinhos e as mensagens devidamente nomeados.

Para os alunos do infantil até o 5º ano, que tal se o Coelhinho da Páscoa em pessoa, chegasse na escola, visitando as salas e distribuindo ovinhos da Páscoa?

Tenho certeza que todos irão adorar e será uma páscoa inesquecível!

sexta-feira, 7 de março de 2008

Forum Mundial de Educação 2008

Foi com muito prazer que recebi o e-mail com comunicado do Comitê Organizador do Fóru Mundial de Educação, contendo as novidades sobre o Fórum em Nova Iguaçu.
Este ano devido a problemas de saùde infelizmente não poderei organizar e nem participar do evento, mas compartilho as informações com vocês.


BAIXADA FLUMINENSE E AS CIDADES EDUCADORAS

Durante os dias 27 a 30 de março, a Baixada Fluminense recebe o Fórum Mundial de Educação, a ser realizado na cidade de Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro, Brasil. A Baixada é composta por 13 cidades, que se unem a movimentos populares e entidades da sociedade civil para organizar o Encontro que mobilizará todos/as que buscam caminhos para uma educação de qualidade como direito universal.



“Educação Cidadã para uma Cidade Educadora”, é o tema central a ser discutido pela terceira vez no fórum e pela segunda, na cidade anfitriã, que foi palco do FMENI em 2006. Esta edição do FME conta com duas novas Comissões no Comitê Organizador: a de Meio Ambiente e a de Esportes, complementando o trabalho das comissões já tradicionais: infra-estrutura, metodologia e temática, comunicação, finanças, cultura e FIJ – Fórum Infanto-Juvenil.



Estas novas comissões visam dar ênfase a características locais, por exemplo, por ser uma região que tem presença significativa de Mata Atlântica, além de pequenas nascentes de rios. A segunda nova comissão se justifica pela expressiva presença jovem na região e pela reconhecida importância que os educadores vêm dando às atividades esportivas no processo de aprendizagem e socialização. Com estimativa de público em 20 mil participantes, a Baixada promete uma diversificada programação cultural e esportiva.



OBJETIVO:



O principal objetivo do FMEBF, assim como nas edições anteriores, Porto Alegre, São Paulo, Nova Iguaçu (Brasil) Cartagena das Índias (Colômbia),Santiago (Chile), Caracas (Venezuela), Buenos Aires (Argentina), Córdoba (Espanha) e Alto Tietê (São Paulo/Brasil) é contribuir para elaboração da Plataforma Mundial da Educação. Independente de classe social, idade, raça, religião, partido, todos serão protagonistas expressando suas idéias. O meio ambiente será amplamente discutido através dos Encontros Integrados e da Conferência Nacional dos Coletivos Educadores Ambientais, que acontecerá simultaneamente ao Fórum.



A partir do tema “Educação Cidadã para uma Cidade Educadora”, foram definidos os eixos temáticos que serão o mote de todas atividades: conferências, debates, palestras, autogestionadas e pôsteres, que serão apresentados durante os três dias do Fórum.



Eixos temáticos:



1. Educação, cultura e diversidade



2. Ética e cidadania em tempos de exclusão



3. Estado e sociedade na construção de políticas públicas



Integrados ao movimento, estarão acontecendo o Fórum Infanto-Juvenil, a Feira da Economia Solidária, Encontros do ProUni (RJ), Feiras, Conferência Livre de Juventude, entre outros.

ORIGEM DO FÓRUM NA BAIXADA



Em 2006, educadores da região propuseram ao Conselho Internacional a realização de outra edição temática. As secretarias Municipais de Educação regionais associadas aos movimentos sociais, sindicais, universidades, instituições de ensino e outros, desde então, vêm construindo coletivamente a edição e realizando ações de mobilização, tornando possível a realização do FME na Baixada Fluminense.



LOCAIS DE ATIVIDADES



As diversas atividades propostas pelo FMEBF serão realizadas na Universidade Estácio de Sá, no Sesc Nova Iguaçu e na Estação Bairro Escola.



ORGANIZADORES



O Fórum Mundial de Educação é organizado pelo Conselho Internacional, formado por 28 países, contando com uma Secretaria Executiva para todas as edições do movimento. Em cada uma delas, é formada uma Secretaria Executiva local e um Comitê Organizador. Na Baixada Fluminense, o Comitê Organizador é composto atualmente por cerca de 80 entidades e continua recebendo novas adesões.



CONFERENCISTAS



Foram convidados educadores e especialistas, no Brasil e exterior, dentre outros, estão: Alberto Sansano, Aléssio Surian, Agostinho dos Reis Monteiro, Ana Maria Prestes, Beatriz Soto, Guilhermo Willamson, Graça Bollman, João Viegas Fernandes, Lian Kane, Moacir Gadotti, Regine Tassi e Tânia Guerra.



INSCRIÇÕES e MAIS INFORMAÇÕES



www.forummundialeducacao.org



Secretaria Executiva: Telefones: (21) 2667-1174 / 1086



fmeni@forummundialeducacao.org;



Conselho Internacional, cifme@forummundialeducacao.org





Assessoria de Imprensa, comunicacao@forummundialeducacao.org*






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quinta-feira, 6 de março de 2008

Leitura para Reflexão

A produção de práticas educativas eficazes só surgem de uma reflexão da experiência pessoal e partilhada entre colegas"

Antonio Nóvoa

quarta-feira, 5 de março de 2008

Dia Internacional da Mulher

Bem, o Dia Internacional da Mulher está chegado, e que tal preparar a escola esta semana com cartazes bem coloridos, multétnicos, com mulheres de todos os tipos, idades e classes sociais ?
Uma vez eu preparei um mural com fotos de todas as profissionais que trabalhavamm na escola. Ficou muito bonito.
Alunos e os profissioanis adoraram. Esse é um tipo de ação que faz a escola ganhar um sentido humano, real, pessoal.

Se sua escola tem segmentos de fundamental do 6º ao 9º pode-se afixar murais com dados como: saúde da mulher, aleitamento materno, violência doméstica, gravidez na adolêscência, abortos, etc.

Cabe também uma homenagem às vovós e as mamães da comunidade.

Elaborar uma gincana com as crianças e adolescentes também é muito legal. Fazer um programa de rádio, um dia da beleza, apresentações artísticas dos alunos onde as mamães, vovós, titias e cuidadoras são as principais convidadas são também ótimas dicas.

O importante é que a gestão da escola não deixe passar em branco a data e que esteja preparada para comemorar ou refletir sobre o assunto.

Só para resgatar o histórico do surgimento do Dia Internacional da Mulher

A comemoração do dia da mulher, que foi motivada pela fatídica morte de 129 mulheres no ano de 1857, quando as mesmas lutavam por seus direitos em uma fábrica de tecidos em Nova York, é uma data de extrema importância, pois possibilita reflexões e discussões acerca do papel da mulher na sociedade.

segunda-feira, 3 de março de 2008

elaboração de conteúdos

Paulo Freire já dizia que o homem é incompleto.

Acredito que essa incompletude é importante para gerir novos desafios, novas buscas e maneiras de ensinar e aprender.
Elaborar conteúdos ganha uma dimensão quase mágica quando nos defrontamos com nossa incompletude humana.

Cabe a nós enquanto professores decidirmos sobre o que consideramos fundamental para nosso aluno aprender e a partir daí, refletir em como esse conhecimento vai interagir com os saberes do mundo.
A elaboração de conteúdos não surge do nada.

Ela nasce da nossa observação cotidiana, da percepção que temos de nossos alunos, nasce também através das avaliações diagnósticas, e principalmente da percepção da realidade em que estamos inseridos.

A elaboração de conteúdos não é neutra. Antes pelo contrário, transita no campo das tomadas de posição. Elaborar conteúdos demanda assumir que profissionais somos, o que queremos ensinar, porque, para que, e para quem.

Esse recorte por mais que pareça senso comum é importante para refletirmos e podermos identificar em nosso meio, o profissional que percebendo mais claramente essas determinações, tem mais chance de êxito no campo do ensino aprendizagem.Ou pelo menos mais tolerância no ato de ensinar.

Os conteúdos assim como a vida é movido pelas transformações, pela dialética das relações interpessoais e intrapessoais.
A rapidez com que uma informação acontece hoje em dia é a prova desse movimento constante.

É cada vez mais necessário que os professores acompanhem as mudanças da sociedade não apenas como mero espectador, mas sim como elemento dialogante dessas transformações.

sábado, 1 de março de 2008

marquee>EDUCAR É UM ATO DE AMOR! (Paulo Freire)