segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Feliz Kwanzaa ! Harambee !‏


Repassando de George Araujo que repassou de Ricardo Prado


"Kwanzaa – É uma comemoração afro-americana que vai de 26 de dezembro a 1º de janeiro, que envolve a reflexão sobre sete princípios básicos, a valorização da comunidade, das crianças e da vida. Está lentamente se espalhando pelos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Caribe e já se pode enviar cartões aos amigos desejando-lhes "Happy Kwanzaa!" Achei muito curioso e resolvi pesquisar.

Ela é uma palavra suaíli, uma língua banta, oficial do Quênia e da Tanzânia, língua nacional da República Democrática do Congo (antigo Zaire) e segunda língua corrente em Burundi, Ruanda e Uganda. Kwanza é o principal rio de Angola e cuanza é a sua moeda e unidade monetária. Mas Kwanzaa é muito mais do que isso e ninguém por aqui a quem eu perguntei conhece.

A palavra significa "o primeiro, no início" ou, ainda, "os primeiros frutos", e pertencem a tradições muito antigas das celebrações das colheitas na África. E foi ela a escolhida, por todas as suas importantes significações e tradições, para representar esta celebração construída, inventada, por um único homem, 34 anos atrás.

Maulana Karenga é um professor e ativista negro (me perdoem mas não consigo dizer afro-americano por absoluto pavor de que um dia alguém me chame de "euro-brasileiro", em absoluto desrespeito a uma importante parcela do meu sangue e da minha cultura), atual diretor do Departamento de Estudos Negros da Universidade da Califórnia.

Toda a celebração e todos os rituais da Kwanzaa foram concebidos após as famosas e terríveis revoltas de Watts, em 1966. Ele buscou em remotas tradições africanas valores que fossem cultivados pelos negros americanos naqueles terríveis dias de lutas pelos direitos civis, de assassinatos de seus principais líderes e que, não sendo religiosos, pudessem atrair – como atraíram – todas as igrejas de todas as comunidades negras em todo o país e, no futuro, pelo mundo afora. Karenga organizou a Kwanzaa em torno de 5 atividades fundamentais, comuns às celebrações africanas da colheita das primeiras frutas:

· a reunião da família, de amigos, e da comunidade;

· a reverência ao criador e à criação, destacadamente a ação de graças e a reafirmação dos compromissos de respeitar o ambiente e "curar" o mundo;

. a comemoração do passado honrando os antepassados, pelo aprendizado de suas lições e seguindo os exemplos das realizações da história;

. a renovação dos compromissos com os ideais culturais mais altos da comunidade como a verdade, justiça, respeito às pessoas e à natureza, o cuidado com os vulneráveis, e respeito aos anciões;

. a celebração do "Bem da Vida" que é um conjunto de luta, realização, família, comunidade e cultura.

Karenga diz que "a Kwanzaa é celebrada através de rituais, diálogos, narrativas, poesia, dança, canto, batucada e outras festividades." Estas atividades devem demonstrar os sete princípios, Nguzo Saba em suaíli:

* umoja (unidade),
* kujichagulia (autodeterminação),
* ujima (trabalho coletivo e responsabilidade),
* ujamaa (economia cooperativa),
* nia (propósito),
* kuumba (criatividade),
* imani (fé).

A cada dia uma vela de cor diferente deve ser acesa em um altar onde são colocadas frutas frescas, uma espiga de milho para cada criança que houver na casa. Depois de acesa a vela, todos bebem de uma taça comum em reverência aos antepassados, e saúdam com a exclamação Harambee! que tanto significa "reúnam todas as coisas" como "vamos fazer juntos". A grande festa é a de 1o de janeiro, quando há muita comida, muita alegria e onde cada criança deve ganhar três presentes que devem ser modestos: um livro, um objeto simbólico e um brinquedo.

Grande Karenga, grande idéia, grande festa! Cheia de alegria e significado, sem pertencer a nenhuma igreja e sem negar ou excluir a nenhuma fé, com ótimas receitas, boa bebida e muita fruta, com presentes e rituais mas, até onde eu tenha pesquisado, ou até hoje, nenhuma super comercialização ou bandos de coros desafinados de criancinhas louras, negras e asiáticas o dia inteiro na tv.

Apenas alegria e humanidade em torno de valores e significados permanentes sobre os quais temos que refletir e trabalhar.

Gostei dessa festa proposta por um homem perplexo pelos dramas de sua geração, mas inconformado e movido por seus desafios. Uma festa moderna e tradicional, africana e ocidental, negra, americana, ancestral e urbana, musical, encantada e familiar.

Unidade, autodeterminação, trabalho coletivo e responsabilidade, economia cooperativa, propósito, criatividade, e fé são alguns dos meus votos para você.

Feliz Kwanzaa para você e toda a sua família!
Harambee!

* Ricardo Prado é maestro.

Fonte: Firma Produções

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

imagens para myspace


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Fechando o Balanço

É hora de fechar para balanço. Aceita sugestões?

Fim de ano é o melhor momento para você avaliar sua prática pedagógica e definir o que vai manter ou modificar no próximo ano. Conheça algumas maneiras de tornar essa tarefa mais fácil

 Fonte: Roberta Bencini (novaescola@atleitor.com.br)

Tudo que você mais quer em dezembro é tirar o pé do acelerador e encerrar definitivamente o ano. Antes, porém, é preciso fazer a "contabilidade": analisar o seu desempenho e o dos alunos, além de planejar o próximo ano. Um bom exercício é questionar o resultado de cada aspecto do seu trabalho: aquele projeto a que você dedicou muitas horas de pesquisa; a parceria com os colegas em atividades interdisciplinares; as leituras sugeridas para a turma; o relacionamento com os pais; e a capacidade de administrar o tempo para dar conta de tudo. E o mais importante: ter consciência do que você pode mudar. Analisar serve para transformar a prática!
Fechar o balanço é uma tarefa que se faz sozinho e com toda a equipe pedagógica. "Não vale ‘ficar lavando roupa suja’. Essencial é discutir o que deu certo e o que pode ser melhorado no ano que vem", diz Lourdes Atié, consultora pedagógica da Fundação Victor Civita. Aproveite ainda para solicitar o que você precisa e para apresentar soluções de problemas à direção da escola e à secretaria de Educação.
Como a reflexão não deve ser feita só no final de ano, pense que no próximo ano você pode aprender com a experiência de cada dia de trabalho. Só não pode ter preguiça, o maior inimigo da prática reflexiva, na opinião do sociólogo suíço Philippe Perrenoud. "É necessário um método, memória organizada e perseverança", ele defende em um de seus livros. Como não há receita, cada um resolve a questão de uma maneira. Veja como cinco educadores vão encerrar este ano letivo.

Coloco as amizades em dia

Adoro tanto o meu trabalho que juro não ter o desejo de sair correndo com as malas prontas para curtir as férias. Aproveito esses dias finais para renovar os compromissos que estabeleci comigo mesma e com meus alunos. O mais importante para mim é investir na qualidade dos relacionamentos que faço nas escolas em que trabalho.

A evolução do meu desempenho profissional depende do bem-estar emocional das pessoas que convivem comigo.

Gosto de gente e de gente feliz! Assim, dezembro é época de reencontrar velhos amigos — a maioria é de ex-alunos. Preparo com carinho minha casa para recebê-los. Tiro antigos trabalhos, cartões, cartas e mensagens de um armário. Daí dá para perceber a dificuldade que tenho para me desfazer de papéis e trabalhos de escola. Depois, coloco tudo para tomar sol e enfeito a sala com essas lembranças para esperar a turma."

Maria Jurema Fernandes, professora de 1ª a 4ª série da Escola Estadual de Ensino Fundamental Onofre Pires, em Porto Alegre
Seleciono os próximos conteúdos

"Faço o balanço pedagógico junto com meus alunos retomando todos os projetos desenvolvidos em sala de aula. Peço sugestões e analiso as pendências: atividades que não foram entregues, justificativa de faltas e dúvidas que eles ainda tenham. Em casa, avalio se contemplei todos os conteúdos planejados e já programo os temas do próximo ano. Como sou vidrada em livros, em dezembro entro em contato com muitas editoras para conhecer lançamentos. É muito bom mergulhar em um mundo de assuntos e temas que irei explorar com meus alunos. Assim me mantenho atualizada e renovo minha didática. Planos para o ano que vem? Sair mais a campo com a garotada. Acho que fiquei muito presa à sala de aula em 2004. Pretendo conseguir uma bolsa de estudos em uma universidade de Portugal, mas, antes disso, estou de olho nas férias. Quero viajar sozinha para uma praia bem distante."

Leda Maria Ferreira de Souza, professora da Escola Estadual Sylvio Rabello, no Recife
Limpo mesas e armários

"Agora não é hora de tensão, não! Como a avaliação do meu trabalho e da equipe pedagógica da minha escola acontece o tempo todo, o fim do ano não é tão pesado. Organizo as pastas de todos os professores e reviso minhas observações e a agenda. Pergunto a mim mesma como as coisas aconteceram, o que preciso mudar ou fazer de outra maneira. Tenho um caderno de anotações onde faço um esquema com alguns apontamentos: funcionou, não funcionou e novas idéias. Coloco tudo em um gráfico para ter bem claro meus avanços. Difícil é limpar gavetas e armários, porque acumulo muito material e papel ao longo do ano. Odeio mesa organizada, mas é preciso fazer uma superfaxina de final de ano. E por último, o mais gostoso: preparar uma confraternização para professores e funcionários. Em 2003, celebramos o final de ano com uma noite da pizza na escola."

Claudia Siqueira, coordenadora pedagógica do Colégio Brasília, em São Paulo
Atualizo meus projetos

"Nesta fase de planejamento tudo se mistura. Avalio minha equipe e o desenvolvimento de cada turma. Ao mesmo tempo administro as finanças, o calendário e as matrículas para o próximo ano. Fico quase incomunicável, mas consigo dar conta também do atendimento individual de professores, pais e alunos. As informações trazidas por todos conduzem o planejamento. Essa dinâmica mantém vivo o projeto pedagógico de minha escola e o sentido do ensino para os estudantes. Um ano nunca é igual ao outro e nem pode ser. Por isso, reservo um tempo para pôr em dia planos para a escola de curto e longo prazo. Em 2002, coloquei no papel um projeto de adoção da rua em que fica a escola. A cada ano, cumpro uma parte da programação e meu sonho fica mais perto de se tornar realidade. No final de 2005, jardineiras floridas, pássaros e borboletas farão parte da paisagem."

Nair Terron Campanhole, diretora da Escola Carandá, em São Paulo
Faço planos no trânsito parado

"Arrumar gavetas não é uma tarefa de final de ano para mim. Sou organizado e não acumulo papéis inúteis. Gosto mesmo é de planejar o ano que vem: pegar uma agenda nova, ordenar compromissos nas primeiras páginas e fazer anotações sobre as impressões da próxima turma de alunos... é uma delícia! O que me move neste final de ano brabo é pensar no futuro, porque agora eu e os alunos estamos cansados e ansiosos pelas férias. Como tenho que olhar para tudo o que realizei, aproveito o tempo parado no trânsito para me avaliar. Anoto sugestões, idéias para melhorar projetos e assuntos para discutir em sala de aula. Minha última conclusão é que preciso aprender a utilizar melhor meu tempo. Em 2004, com a reforma da minha casa e o nascimento de meu filho, foi difícil me organizar para cumprir todos os compromissos.
Não quero sofrer pelo mesmo motivo no ano que vem."

Marcelo Gomes Beauclair, professor do Ensino Médio do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro

Passando o ano a limpo

Faça uma lista de todos os projetos desenvolvidos em sala de aula.
Apure se você soube planejar e administrar o tempo, estabelecer objetivos e conteúdos, escolher os melhores recursos e se seus alunos aprenderam como você queria. Relembre os acontecimentos mais marcantes na aplicação dos projetos em sala de aula.

- Avalie a sua responsabilidade nas principais dificuldades e conquistas dos alunos. Questione-se: onde acertei, onde errei, tive preguiça ou faltou visão?

- Destaque as principais diferenças de desempenho entre as turmas e os motivos. Depois, compare com suas estratégias didáticas.

- Avalie a sua interação com os colegas, a coordenação, a direção e os pais dos alunos.

- Proponha estratégias e mudanças para o próximo ano baseadas nos resultados de seu balanço. O que eu faria diferente? O que vale a pena repetir? O que devo priorizar no ano que vem?

- Reflita sobre sua carreira e a maneira como você investiu nela. E pesquise novos projetos de formação.

- Compare a sua reflexão com a de seus colegas, peça opiniões e convide a equipe para fazer uma análise do ano letivo.

- Estabeleça como meta a reflexão diária sobre seu trabalho e determine projetos a curto e longo prazos. Para isso, estréie um caderno novo escolhido a dedo! Nele, responda todos os dias à pergunta: o que eu aprendi hoje?

- Faça uma limpeza nas gavetas e nos armários de casa e da escola.

- Sem dó, guarde apenas o que exemplifique questões fundamentais de aprendizagem.
Quer saber mais?
BIBLIOGRAFIA

A Prática Reflexiva no Ofício de Professor: Profissionalização e Razão Pedagógica
, Philippe Perrenoud, 232 págs., Ed. Artmed, tel. (51) 3330-3444 , 39 reais

O Professor Reflexivo no Brasil: Gênese e Crítica de um Conceito, Selma Garrido Pimenta e Evandro Ghedin, 224 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3864-0111 , 29 reais

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Final de Ano

Final de ano, depois de tanto trabalho, o que precisamos mesmo é de um bom descanso.
E também de motivação.

Descanso, porque não temos peito de aço. Precisamos estar tranquilos para nestes dias de recesso,nos abastecermos de nossa familia, de nossos amores e também de nós mesmos.

Eu sempre digo para minha equipe: " -Tirem a duas primeiras semanas para colocar as pernas por alto, namorar, dormir até tarde, contar histórias pros filhos, bater perna, fazer nada. Absolutamente nada de produtivo nem pra você nem pra ninguém.

Depois vem as festas e confraternizações.Aí é só alegria!

Já no mês de janeiro, precisamos ir acertando a vida, buscando a motivação necessária para enfrentar a jornada do novo ano que vai começar.

Ninguém pode motivar ninguém! A motivação vem das necessidades internas de cada indivíduo e não de vontade alheias a nós.

Por isso, é importante conhecer, identificar nossas necessidades e anseios e compatibilizá-los com nossa atuação frente a vida.

É preciso trabalhar a nossa auto crítica e saber onde podemos melhorar, onde ainda não conseguimos acertar e ir adiante.

Planejar e organizar a nossa vida profissional, os nossos objetivos e o que pretendemos alcançar, torna o nosso trabalho menos estressante e mais produtivo.

Vamos tentar?