terça-feira, 23 de abril de 2013



Merendando na E. M. Santo Antonio em Jaceruba.




Oficina de Leitura CIEP  402- Aparicio Torelli.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sustentabilidade e Ambiente

sustentabilidade ambiental é uma expressão que denomina as ações feitas pelos seres humanos, a fim de suprir suas necessidades, sem comprometer a integridade dos recursos naturais para as próximas gerações. Dessa forma, uma pessoa ou instituição sustentável é aquela que toma medidas em prol do combate ao desperdício de água e alimentos, ao desmatamento, às queimadas ou qualquer dano causado ao meio ambiente, preservação da fauna e da flora mundial, entre outros.
As iniciativas voltadas para a sustentabilidade surgiu devido à necessidade de lutar contra ações que ameaçam a natureza e seu ecossistema, bem como garantir a existência de água pura, solos férteis e de plantas e animais de qualquer espécime. Através de hábitos simples, é possível usar os recursos naturais de forma inteligente. Alguns métodos utilizados hoje promovem a exploração controlada de recursos florestais e do replantio das árvores derrubadas, criação de Zonas de Proteção Ambiental etc. O uso de energia limpa e renovável (como eólica, solar, geotérmica e hidráulica) também é importante, já que evita o consumo excessivo de combustíveis fósseis e diminui a emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera, contribuindo para o aquecimento do planeta através do fenômeno conhecido como efeito estufa.
A reciclagem, método cada vez mais buscado por empresas privadas, objetiva a separação do lixo por material de fabricação e reutilizá-los. Dessa forma, reaproveita-se um material específico (como o papel), reduz-se a quantidade de lixos jogados no solo e também da retirada de recursos minerais. Hábitos como o uso de um único copo descartável por indivíduo, por exemplo, evita custos para empresa e evita lixo em excesso.
Atualmente, há grupos que buscam conscientizar a população quanto ao consumo e desperdício da água, além de realizar a proteção dos recursos hídricos e despoluição de lagos, rios, lagoas e mares.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

IDEB



 O Índice do IDEB de algumas cidades brasileiras continuam baixo, porque as pessoas ainda não entenderam que avaliações externam apenas revelam os dados baseados na realidade que os cerca.
Se o IDEB vai mal, alguma coisa vai mal nestas cidades.
Aceitar a realidade é o primeiro passo para uma mudança.
Mas as pessoas insistem em varrer a poeira para debaixo do tapete. 
Existe um conjunto de fatores que diminuem o IDEB? Sim. 
E existe também um conjunto de fatores que o elevam? Sim. 
Basta parar para pensa-los, planejá-los e executá-los.
O IDEB não se eleva com projetos de curto prazo. É preciso pensar o macro para transformar o micro.    

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


Investir em Leitura é fundamental. Só que projetos isolados não adiantam nada se não forem consolidados com políticas públicas decentes e mais ainda, é preciso acreditar no que se está fazendo. Realizar projetos e ações somente para constar ou fazer bonito aos superiores não é fazer educação. É puramente falácia. 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Estudo revela mazelas educacionais

Pesquisador afirma que estrutura das escolas adoece professores
Para historiador da USP, sociedade critica todos os aspectos do cotidiano escolar, mas se esforça para mantê-los da mesma forma. Ele propõe discutir o “rompimento” das estruturas

Priscilla Borges - iG Brasília | 06/02/2013 05:00:21

“O ambiente escolar me dá fobia, taquicardia, ânsia de vômito. Até os enfeites das paredes me dão nervoso. E eu era a pessoa que mais gostava de enfeitar a escola. Cheguei a um ponto que não conseguia ajudar nem a minha filha ou ficar sozinha com ela. Eu não conseguia me sentir responsável por nenhuma criança. E eu sempre tive muita paciência, mas me esgotei.”

Sem infraestrutura: Em 72,5% das escolas da rede pública não há biblioteca
Alan Sampaio / iG Brasília
Estrutura escolar adoece professores e leva a abandono da profissão

O relato é da professora Luciana Damasceno Gonçalves, de 39 anos. Pedagoga, especialista em psicopedagogia há 15 anos, Luciana é um exemplo entre milhares de professores que, todos os dias e há anos, se afastam das salas de aula e desistem da profissão por terem adoecido em suas rotinas.

Para o pesquisador Danilo Ferreira de Camargo, o adoecimento desses profissionais mostra o quanto o cotidiano de professores e alunos nos colégios é “insuportável”. “Eles revelam, mesmo que de forma oblíqua e trágica, o contraste entre as abstrações de nossas utopias pedagógicas e a prática muitas vezes intolerável do cotidiano escolar”, afirma.

O tema foi estudado pelo historiador por quatro anos, durante mestrado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Na dissertação O abolicionismo escolar: reflexões a partir do adoecimento e da deserção dos professores , Camargo analisou mais de 60 trabalhos acadêmicos que tratavam do adoecimento de professores.

Camargo percebeu que a “epidemia” de doenças ocupacionais dos docentes foi estudada sempre sob o ponto de vista médico. “Tentei mapear o problema do adoecimento e da deserção dos professores não pela via da vitimização, mas pela forma como esses problemas estão ligados à forma naturalizada e invariável da forma escolar na modernidade”, diz.

Desistência: Salários baixos provocam fuga de professores da carreira

Luciana começou a adoecer em 2007 e está há dois anos afastada. Espera não ser colocada de volta em um colégio. “Tenho um laudo dizendo que eu não conseguiria mais trabalhar em escola. Eu não sei o que vão fazer comigo. Mas, como essa não é uma doença visível, sou discriminada”, conta. A professora critica a falta de apoio para os docentes nas escolas.

“Me sentia remando contra a maré. Eu gostava do que fazia, era boa profissional, mas não conseguia mudar o que estava errado. A escola ficou ultrapassada, não atrai os alunos. Eles só estão lá por obrigação e os pais delegam todas as responsabilidades de educar os filhos à escola. Tudo isso me angustiava muito”, diz.

Viver sem escola: é possível?

Orientado pelo professor Julio Roberto Groppa Aquino, com base nas análises de Michel Foucault sobre as instituições disciplinares e os jogos de poder e resistência, Camargo questiona a existência das escolas como instituição inabalável. A discussão proposta por ele trata de um novo olhar sobre a educação, um conceito chamado abolicionismo escolar.

“Criticamos quase tudo na escola (alunos, professores, conteúdos, gestores, políticos) e, ao mesmo tempo, desejamos mais escolas, mais professores, mais alunos, mais conteúdos e disciplinas. Nenhuma reforma modificou a rotina do cotidiano escolar: todos os dias, uma legião de crianças é confinada por algumas (ou muitas) horas em salas de aula sob a supervisão de um professor para que possam ocupar o tempo e aprender alguma coisa, pouco importa a variação moral dos conteúdos e das estratégias didático-metodológicas de ensino”, pondera.

Fora da sala de aula: Metade dos professores não leem em tempo livre

Ele ressalta que essa “não é mais uma agenda política para trazer salvação definitiva” aos problemas escolares. É uma crítica às inúmeras tentativas de reformular a escola, mantendo-a da mesma forma. “A minha questão é outra: será possível não mais tentar resolver os problemas da escola, mas compreender a existência da escola como um grave problema político?”, provoca.

Na opinião do pesquisador, “as mazelas da escola são rentáveis e parecem se proliferar na mesma medida em que proliferam diagnósticos e prognósticos para uma possível cura”.

Problemas partilhados

Suzimeri Almeida da Silva, 44 anos, se tornou professora de Ciências e Biologia em 1990. Em 2011, no entanto, chegou ao seu limite. Hoje, conseguiu ser realocada em um laboratório de ciências. “Se eu for obrigada a voltar para uma sala de aula, não vou dar conta. Não tenho mais estrutura psiquiátrica para isso”, conta a carioca.

Ela concorda que a estrutura escolar adoece os profissionais. Além das doenças físicas – ela desenvolveu rinite alérgica por causa do giz e inúmeros calos nas cordas vocais –, Suzimeri diz que o ambiente provoca doenças psicológicas. Ela, que cuida de uma depressão, também reclama da falta de apoio das famílias e dos gestores aos professores.

“O professor é culpado de tudo, não é valorizado. Muitas crianças chegam cheias de problemas emocionais, sociais. Você vê tudo errado, quer ajudar, mas não consegue. Eu pensava: eu não sou psicóloga, não sou assistente social. O que eu estou fazendo aqui?”, lamenta.

Pois é.Seríssimo este estudo, é uma provocação para nós pensarmos, nos desdobramentos que podemos fazer com estas informações.Porque isto é a mais pura realidade, isto realmente acontece, e nós professores, sabemos disso mais do que ninguém, pois vivemos isto na pele... é um grave problema politico, educativo, educacional, pedagógico e psicológico. O que dá mais medo é que a resposta depende de n fatores que nós sabemos quais são... e aí....a pergunta da professora acima é uma assombração a nos rondar " O que eu estou fazendo aqui?"

Postado no facebook.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Os erros mais comuns na elaboração do PPP


Alguns descuidos no processo de elaboração do projeto político-pedagógico podem prejudicar sua eficácia e devem ser evitados:

- Comprar modelos prontos ou encomendar o PPP a consultores externos. "Se a própria comunidade escolar não participa da preparação do documento, não cria a ideia de pertencimento", diz Paulo Padilha, do Instituto Paulo Freire.

- Com o passar dos anos, revisitar o arquivo somente para enviá-lo à Secretaria de Educação sem analisar com profundidade as mudanças pelas quais a escola passou e as novas necessidades dos alunos.

- Deixar o PPP guardado em gavetas e em arquivos de computador. Ele deve ser acessível a todos.

- Ignorar os conflitos de ideias que surgem durante os debates. Eles devem ser considerados, e as decisões, votadas democraticamente.

- Confundir o PPP com relatórios de projetos institucionais - portfólios devem constar no documento, mas são apenas uma parte dele.

Fonte: Nova Escola on line

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O professor avaliado


O professor avaliado


Estudo mostra que docente brasileiro vê utilidade em ser analisado pela escola, desde que num processo formativo


Camila Ploennes
 
Avaliação dos professores é uma prática diretamente relacionada ao desenvolvimento dos profissionais e, consequentemente, à melhoria das escolas. A reportagem Avaliar para formar (edição 181) ouviu de docentes de instituições brasileiras públicas e privadas que ter o trabalho avaliado é fundamental, desde que o processo seja formativo e leve em conta perspectivas diversificadas, como autoavaliação, orientação por disciplina e feedbacks contínuos. Um estudo publicado no Journal of Teacher Education aponta que o mesmo acontece em outros lugares do mundo: a maioria dos professores consultados em 23 países valoriza a avaliação e o retorno recebido dos diretores e colegas. E considera que isso faz uma real diferença em suas práticas na sala de aula.
O artigo levou em conta os dados do Teaching and Learning International Survey (Talis), O Estudo Internacional de Ensino e Aprendizagem, conduzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2007 e 2008. No total, foram entrevistados mais de 70 mil professores das séries que correspondem ao ensino fundamental 2 do Brasil, além de seus diretores. Na média dos países, 4 em cada 5 professores relataram que o feedback recebido é justo e 3 em 4 docentes acreditam que esse retorno é útil para seu trabalho.
O estudo aponta que avaliação e feedback levaram a mudanças em oito aspectos do trabalho em sala de aula. Mais da metade dos professores brasileiros que passaram por alguma avaliação nos 18 meses anteriores à pesquisa acredita que ela tem impacto em seis desses aspectos da profissão. Aproximadamente 65% relataram que a avaliação e/ou retorno levaram a mudanças na ênfase que eles dão em melhorar as notas dos estudantes nas provas; 52,9% disseram que esses dois processos influíram em desenvolvimento ou plano de treinamento para melhorarem seu ensino; 60,1% afirmaram que mudaram suas práticas de gestão da sala de aula; 59,9% apontaram evolução na compreensão do assunto principal de seu campo; 59,2% disseram ter melhorado o conhecimento de práticas de instrução; 53,7% relataram melhora na disciplina dos alunos e problemas de comportamento.
Em menor número, 26,8% dos professores identificaram impacto positivo no ensino de alunos com necessidades especiais de aprendizagem e aproximadamente 44% informaram evolução no ensino de estudantes em ambiente multicultural.
O cenário do Brasil é mais parecido com o de México, Bulgária e Malásia. E bem diferente de Coreia do Sul, Noruega, Austrália, Áustria e Bélgica, por exemplo, onde nenhum dos 8 aspectos passa dos 50%.

 fonte:http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/189/o-professor-avaliado-276000-1.asp

domingo, 13 de janeiro de 2013



Para nossos politicos refletirem: "Se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância." 
Derek Bok





terça-feira, 8 de janeiro de 2013

10 anos da lei 10639/03: Ainda é preciso redimensionar nosso olhar

Há 10 anos atrás, o presidente Lula modificava a LDB e inseria nos  currículos da educação básica, os estudos obrigatórios de história e cultura africanas e afrobrasileiras.
Em 2004,  oriunda do movimento político social, atrevi-me  numa jornada na implementação da  recém saída do berço, lei  10.639/03 no município de japeri.
Logicamente que nos amplos debates nos movimentos negros e sociopolíticos que frequentei nos anos 80-90, nunca deixamos de discutir estas questões  Mas por onde ir? o que alcançar? simplesmente pesquisar referencias de Africa e inserir no currículo como uma coisa a mais a ser cumprida? Não nego, nem  nunca poderei negar, que encontrei várias barreiras pela frente: uma delas, era a dificuldade de material para pesquisa. Esta, eu penso que  foi superada, pois hoje 10 anos depois, com o advento do google e das várias excelentes publicações existentes no mercado, só fica por fora do assunto, quem assim o desejar.
Porém, a dificuldade da lei efetivamente acontecer no espaço escola, de tocar as pessoas,  continua sendo a principal, senão a  mais importante interferência na implementação.
Nestes anos de caminhada. e pela dificuldade inicial de material pedagógico pertinente, decidi que o mais importante na implementação era fomentar a discussão sobre o racismo. esta  inclusive é hoje uma das correntes disseminadas nos meios de estudo do assunto.
Percebi que o sentimento de pertença ao tema era o minimo possível, e o pior,  a curiosidade era ínfima.
Eu tinha  grandes problemas pele frente. Poderiam dizer que seria  fácil implantar a lei num município onde pelos dados do IBGE há mais de 60% de pretos e pardos.
Mas não foi. Não é.
 Japeri é um município pobre com o menor índice de IDH do estado,  um município de baixo IDEB,e  onde quase 90% da população se reconhece como cristãos protestantes e compreendem  erroneamente que o universo africano é apenas o da cosmovisão  da religiosidade. Um universo  dessacralizado, inferior, corruptível para  todas as almas brancas cristãs.
Foi complicado, e ainda é.
Quando digo africanidades, não sei se esse seria o termo correto, estou falando de uma memoria coletiva de nossa ancestralidade. E é nisso que vem se transmutando o meu trabalho.
Discutir o racismo é imprescindível  ainda mais porque é tão oculto, mas tão oculto, que as vezes, algumas pessoas acreditam que ele nem exista.
Mas agora, 10 anos depois, vejo que o que é imprescindível   na implantação da lei é exatamente saber onde começa e termina  a nossa herança cultural que nos faz identitários de uma memória que nos forma enquanto povo.
A herança europeia tem uma marca muito presença na nossa memoria,  jmaginário, oralidade, pontos de vista, saberes e fazeres.
A herança indígena e negra é facilmente descartada como uma herança menor, sem significado e significância.
Carregamos o gene do descrédito da importância da nossa origem
Encontrei nesses 10 anos de jornada, alunos e professores que embora negros ou pardos, ou reconhecidamente mestiços, negavam-se a ser parte constitutiva dessa história.
Encontrei professores que mesmo com formação acadêmica zombavam dos aspectos culturais africanos como primitivos e/ou ultrapassados.
Encontrei gestores que se negaram a realizar projetos na semana da consciência negra, por exemplo, por se tratar de coisa de preto, então sem importância.
O resgate da memória, da formação, do imaginário, do sentimento de pertença da nossa ancestralidade, é o que me move dez anos depois.
Muitos projetos foram realizados, muitas falas foram ditas, materiais pedagógicos  entregues, mas ainda sinto que estamos falando num território que nos impede de entrar.
Esses territórios , eminentemente humanos,  ou se cobrem se vergonhe por ter a pele preta, ou negam o sangue  de pretos e pretas que correm  sinergicamente misturados nas nossas veias.
 Em 2005, criei o Núcleo Étnico na Secretaria Educação de Japeri, promovi  junto com meus pares 7 Semanas da Consciência Negra, escrevi e implementei tantos projetos,  publiquei alguns artigos, viajei pelo Brasil  participando de muitos seminários,  incentivei professores e alunos na luta por uma educação pela vida, mas ainda sinto que  há muito a ser feito.
Quando olho pra trás nesses 10 anos, vi que os passos dados para trás foram maiores que os dados para a frente.
É difícil falar de racismo com as pessoas.
É difícil falar de diferenças com as pessoas. Elas não entendem  que as diferenças  são  ponto de partida,  e não de chegada.
Existem pessoas  que são sistemas fechados, presas em esteriótipos e paradigmas muito bem orquestrados pelos sistemas  econômicos globais de vários séculos.
Vivemos ainda uma tímido avanço na implantação da lei 10 639/03. embora seja notável, o que todos andam produzindo e realizando  ao longo destes dez anos