sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

É melhor ser alegre que ser triste




As emoções estão presentes no  ato de educar.
Parece uma sentença lógica, se pensarmos que as emoções fazem parte da essência humana.
Mas quando coloco essa sentença, quero antes de tudo, tecer uma  provocação. Bomtempo (1997, p. 9) nos diz que " . O aluno precisa aprender a ser feliz na escola", com essa afirmativa não pretendo aqui dissertar sobre o conceito filosófico de felicidade, que em toda a sua complexidade e incompletude não caberia neste espaço, e sequer pretendo cair no vazio do tiro sair pela culatra, ou seja ,  dimensionar o conceito de felicidade é um universo  gigantesco de subjetividades empiricas.
Tampouco pretendo conceituar as emoções humanas dentro de um pacote fechado, pois estas, são também uma noção inacabada que depende e se relaciona com contextos e interlocutores.
Mas afirmando que o aluno precisa ser feliz na escola, me remeto imediatamente a uma questão intrínseca a esta e que como formadora/educadora me preocupa: também não deveria o professor aprender a ser feliz na escola?
A escola deveria proporcionar ao professor emoções positivas que aqui classifico como: alegria e prazer.
Porém, procurando não generalizar, os dados concretos da realidade   que ora vivenciamos, lemos, ou ouvimos relatos, no cotidiano, o que vemos é um quadro bastante diverso no cotidiano escolar
O cotidiano escolar em sua grande maioria é um território tenso e de resistência Um espaço onde as dificuldades apresentadas ao invés de serem desconstruidas, ao contrário,são alimentadas.
Uma dessas dificuldades é o discurso senso comum e entranhando nas  falas recorrentes é de que o aluno não quer nada.
Ninguém nunca não quer nada. Todo mundo sempre quer alguma coisa. Os alunos podem não saber o que querem, e dependendo da faixa etária em que estão vivendo, não sabem mesmo, estão no difícil processo de amadurecer, de se tornarem homens e mulheres frente a um mundo complexo e desconhecido.
Mas se em nenhum momento se discute o que se pretende na escola, os discursos se cristalizam, e caímos na velha pratica do "fingimos que ensinamos e eles sequer prestam,m atenção."
E não vão prestar mesmo.
O ato de educar é intencionalizado, e por isso mesmo repleto  de subjetividade e  emoções.
Se vemos no ato educativo apenas uma maneira de ajustarmos  os indivíduos aos valores da sociedade vigente, teremos menos indivíduos  pensantes, capazes de resignificar o mundo.
Se nosso espaço de atuação profissional nos gera uma emoção de desprazer, como vamos construir uma educação que seja um motor de transformação radical da sociedade?
 
Para refletir.