terça-feira, 28 de outubro de 2008

Provinha Brasil

Segunda edição da Provinha Brasil poderá ser aplicada em todas as escolas públicas do País.

O Objetivo é oferecer aos gestores públicos e aos professores de suas redes informações sobre o nível de alfabetização dos alunos logo no começo do processo de aprendizagem.

Crianças matriculadas no segundo ano do ensino fundamental terão a possibilidade de participar da segunda edição da Provinha Brasil, avaliação do Ministério da Educação (MEC). Os resultados poderão oferecer aos gestores públicos e aos professores informações sobre o nível de alfabetização dos alunos no começo do processo de aprendizagem, permitindo assim intervenções visando à correção de possíveis insuficiências apresentadas na leitura e escrita. O Instituto de Pesquisas Educacionais (Inep) deverá disponibilizar duas versões da Provinha Brasil. A primeira no início do ano e a segunda para ser aplicada no término do ano letivo. Os testes permitirão aos gestores das redes, diretores de escola e professores compararem os dados e observarem a evolução dos alunos no processo inicial de aprendizagem. A Provinha Brasil poderá ser aplicada em todas as escolas públicas do País, porém a adesão é voluntária. A data sugerida pelo Inep para a aplicação do teste é entre a segunda quinzena de novembro e dezembro de 2008. As provas serão aplicadas e corrigidas pelos próprios professores das redes públicas.

[O Mossoroense (RN) – 25/10/2008]

sábado, 25 de outubro de 2008

Criando um Monstro

Achei interessante este post que recebi e resolvi postar, pois coloca umas questões que vale a pena refletir.

Criando um Monstro

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a
própria vida e a vida de outras duas jovens por… Nada?

Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação
social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental?
Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas
de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar
vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas
inocentes?

O rapaz deu a resposta: "ela não quis falar comigo". A garota disse Não, não
quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não.
Seu desejo era mais importante.

Não quero ser comparado como um desses psicólogos de araque que
infestam os programas
vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e
fala descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados.
Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei
que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa
história toda.

Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um
rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir
lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais
dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a
filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com
vida. Faltou à polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a
garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da
imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador conversasse e
chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.
Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi
punida com uma bala na cabeça.

O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores
morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer
não aos maridos (e alguns maridos, temem dizer não às esposas). Pessoas
têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às
sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue
dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez
alguns não cheguem a sequestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando
escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da
namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é
normal. E é legal.

Os pais dizem, "não posso traumatizar meu filho".. E não é raro eu ver alguns
tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em
brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias.
Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não,
você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma
novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for
contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai
dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha
enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você.
Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate.
Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola
sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto
você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no
parque.

Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS
crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a
vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam
sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam
mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.

Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo
contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um
amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender
uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor
dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E
quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é
preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que
tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que
sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.

Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o
meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos
que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a
verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência
cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.
(Autor anônimo)

Debate: 20 Anos da “Constituição Cidadã" na UERJ Caxias

Repassando Convite

Neste mês de outubro, mais precisamente no dia 05 - coincidentemente no dia das eleições – a Lei Maior do Brasil, a “constituição cidadã” completou 20 anos.

A Constituição de 1988 estabeleceu um novo arcabouço jurídico-constitucional, que assegurariam os direitos e garantias fundamentais para o cidadão brasileiro, ampliando liberdades civis indispensáveis ao pleno exercício da cidadania.

Assim, as ONG´s ComCausa e o Fórum Cultural da Baixada Fluminense, estarão promovendo um debate no dia 30 de outubro de 2008 – na Universidade Estadual do Rio de Janeiro - no Campus de Duque de Caxias, a partir das 19h às 21h.
Dia:

A finalidade é promover a reflexão com atores públicos, organizações não-governamentais, alunos, mas principalmente com população em geral, sobre os avanços e necessidades de atualização do que foi e ainda é considerada uma “Constituição Cidadã”.

Local: Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ Campus de Caxias

Endereço: Av. General Manoel Rabelo, s/nº - Bairro Vila São Luís - Duque de Caxias

Dia: 30 de outubro de 2008

Horário: 19h às 21h

Inf.: 3045 6642 – ComCausa –http://www.comcausa.org.br

Como Chegar:

Ônibus:

Do Rio vá até a Central do Brasil e tome o ônibus Central-Vila São Luiz, da empresa Reginas. Em Caxias, salte na Praça da Bandeira (Av. Brasil), siga pela direita desta rua, entre na rua Exp. José Amaro e depois vire na próxima à esquerda, na Av. General Manoel Rabelo. A UERJ fica no meio da quadra.

Da Baixada vá até o centro de Duque de Caxias, as linhas Periquito Variante e Jardim Gramacho, da empresa Reginas, e 21 de Abril, da Fabio’s, passam em frente à UERJ.


Trem: Desça na estação Duque de Caxias (Av. Presidente Vargas), siga pela direita desta rua, vire na primeira à esquerda, depois entre à direita na Rua Brigadeiro Lima e Silva e pegue um dos ônibus sugeridos acima.

Carro: Do Rio de Janeiro: siga pela Rodovia Washington Luís, sentido serra, e, após passar pelo Parque Gráfico do Jornal O Globo (altura do nº 3000), entre à direita para a Vila São Luiz. Siga pela Av. Expedicionário José Amaro e, após passar pela Igreja Imaculada Conceição (à direita da avenida) entre à esquerda na Av. General Manuel Rabelo. A Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF) fica à direita desta rua.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ministro da Educação x Novo piso salarial

O piso salarial nacional dos professores deve superar R$ 1 mil em 2009, com a correção prevista na Lei nº 11.738, de 16 de julho deste ano. Esse valor atende os professores com formação de nível médio, o que significa remuneração ainda mais alta para professores com formação superior. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, no domingo, 19, na cidade mineira de Caxambu, na abertura da 31ª Reunião da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped).

Em seu discurso, Haddad enfatizou os ganhos dos últimos anos no orçamento da educação no país. Ele lembrou que o orçamento do Ministério da Educação mais do que dobrou em seis anos — de R$ 21 bilhões em 2003 para previstos R$ 48 bilhões em 2009. “Além disso, temos pautada no Congresso Nacional, e já provada no Senado Federal, a proposta de emenda constitucional que acaba com a desvinculação de recursos da União (DRU) da educação”, destacou. “O fim da DRU significará não apenas um aporte adicional de recursos, mas que os futuros governos não farão aquilo que foi a regra dos anos 90: cortes na área social que incidam, sobretudo, na área da educação.”

O ministro, mais uma vez, enfatizou que o MEC promove uma mudança na forma pela qual a educação é trabalhada. “O Ministério da Educação trabalha desde 2004 de forma matricial, tratando a educação básica, a educação profissional e tecnológica e a educação superior de maneira integrada e articulada, vencendo e superando falsas contradições que foram estabelecidas em nosso país”, ressaltou.

Segundo o ministro, essas etapas do ensino são três eixos que não se opõem, mas se reforçam. Para isso, o MEC trabalha cada um deles com quatro temáticas: financiamento, avaliação periódica, gestão e formação de professores. A formação ganhou destaque com a divulgação da minuta do decreto de criação do Sistema Nacional Público de Formação dos Professores. O documento estará disponível para discussão até 24 de novembro no endereço eletrônico formacao.magisterio@capes.gov.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar ativado para poder visualizar o endereço de email .

Na noite de domingo, o ministro enfatizou que a comunidade da Anped forma um público privilegiado para um intenso debate sobre a formação inicial e continuada de professores. Haddad lembrou ainda que conquistas como o piso salarial e o sistema público de formação exigem a regulamentação, também por meio de lei, das diretrizes nacionais da carreira do magistério. “Isso vai ser fundamental porque toda a progressão vai estar normatizada, com balizas e parâmetros nacionais, para que prefeitos e governadores, além da própria União, possam atender às justas reivindicações dos professores brasileiros”, afirmou.

Ainda este ano, o Conselho Nacional de Educação (CNE) deve promover três audiências públicas para debater a revisão da Resolução nº 3/1997, que define as diretrizes da carreira do magistério.

Luciana Yonekawa no Portal do Mec.

E você o que acha do assunto? Você acha esse piso decente? imoral ou engorda?

Comente.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Semana EducAção contra Fome e Miséria

Se liga nessa moçada, formação gratuita e de ótima qualidade:

Semana EducAção contra Fome e Miséria

No Rio, dias 15, 16 e 17 de Outubro de 2008


Programação:

CINE > DEBATE > EDUCAÇÃO

15 OUT.


Dia do Professor

PAULO FREITE


09h30 CINE: "Paulo Freire Contemporâneo" (de Toni Venturi), Classificação Livre. DEBATE: Raymundo Romeo (AÇÃO), Cinthia Araújo(Novamerica), Jane Paiva (Fórum EJA) e Rodrigo Lacerda (APPAI).

12h30 EDUCAÇÃO: Abertura exposição de fotos “Sonhar – Educação de Qualidade é Direito de Tod@s” (J.R. Ripper / Novamerica).


16 OUT


Dia da Alimentação


JOSUÉ DE CASTRO


09h30 CINE: "Josué de Castro – Cidadão do Mundo" (de Silvio Tendler), Classificação Livre. DEBATE: Anna Maria Castro (UFRJ), Renato Carvalheira (UFRRJ) e Vera Correia (Banco da Providência).

12h30 EDUCAÇÃO: Abertura da exposição “Projeto Memória Josué de Castro” - fotos e textos com vida e obra.

17 OUT

Dia da Erradicação da Pobreza


HERBERT DE SOUZA


09h30 CINE: "Três Irmãos de Sangue" (de Ângela Reiniger), Classificação Livre. DEBATE: Gloria Souza (AÇÃO), Adair Rocha (MinC) e Dulce Pandolfi (IBASE).

14h00 EDUCAÇÃO: Dia do Come Livro, para crianças, com contação de história “A Zeropéia”, de Betinho.

Evento gratuito!

Inscrições:

· (21) 2233-7460

· acao@acaodacidadania.com.br


· Local: Av. Barão de Tefé 75, Saúde, Rio/RJ (Pça. Mauá)

· www.acaodacidadania.com.br



EDUCADOR(A), LEVE AS SUAS TURMAS!


- CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: LIVRE –

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dia do Professor

Uma pequena homenagem, para nós professores, que merecemos tanto e por vezes,deixamos nos enganar com o discurso cristalizado que nosso trabalho está acabado.

Trabalho sem amor é mero ofício, eu creio nisso,então, vamos colocar nossa paixão para fora e educar...

Um abraço a todos e leiam com carinho esse texto maravilhoso que selecionei para vocês.

"EDUCAR É PARA POUCOS

(Minha homenagem aos Confessores de Sonhos, conhecidos como Professores)

Educar é um ato heróico em qualquer cultura.

Talvez seja pelo fato de que educar exija que a pessoa saia um pouco de si e vá ao encontro do outro; um outro desconhecido; um outro anônimo; um outro que me questiona; um outro que me confronta com meus próprios fantasmas, meus próprios medos, minha própria insegurança.

Talvez seja pelo fato que educar exija sacrifício, exija renúncia de si, exija abandono, exija fé, exija um salto no escuro.

Talvez por isso seja algo para poucos.

Seja para pessoas que acreditam nas outras pessoas.
Seja para pessoas que não se acomodaram diante da mesmice que a sociedade pede todos os dias.

Talvez por isso seja mais fácil encontrar professores que educadores:

Professores são donos do conhecimento.
Educadores são mediadores.
Professores são profissionais do ensino.
Educadores fazem do ensino um estimulo para seu conhecimento pessoal.
Professores usam a palavra como instrumento.
Educadores usam o silencio.
Professores batem as mãos na mesa.
Educadores batem o pé no chão.
Professores são muitos,
Educadores são Um.

O educador tem os pés no chão, mas sua cabeça está sempre nas alturas porque acredita que quem está à sua frente não é um cliente esperando para ser atendido, mas uma pessoa aguardando orientações para seguir seus passos. Esta é a razão de ser do educador.

Esta é sua esperança.

E para isso, o educador precisar ser inteiro, precisar ser completo, precisa estar em sintonia com o universo.

Por isso é para poucos, mas não devia ser assim. O ideal seria que toda sociedade estivesse voltada para a realização de todos e não apenas para a de alguns privilegiados que se sentem como deuses e querem decidir a vidas das pessoas. O certo seria que todo ser humano desenvolvesse seus dons e talentos para o bem de todos e que não fosse algo extraordinário alguém sobressair-se por causa de seu potencial artístico. Simplesmente deveria se assim todo; deveria ser comum todos os seres poderem expressar sua alegria de esta vivo sem precisar “vender” seus talentos para manterem-se vivos.

Infelizmente, no entanto, a realidade que vivemos foi “pensada” de um jeito tal que as pessoas são compreendidas como máquinas de ganhar dinheiro, como objeto de consumo, como um monte de lixo que servirá apenas de estrume para aqueles que dominam o sistema social.

É preciso reverter esse quadro. É preciso que os professores criem uma consciência nova, dinâmica, ancestral, para que novo jeito de pensar venha à tona e possa colocar em xeque uma sociedade que desvaloriza o ser humano em detrimento do dinheiro, do acumulo, do consumo.

É preciso que os professores virem educadores de verdade e possam despertar nossos jovens para o futuro que se inscreve em nossa memória ancestral.

Só assim teremos um amanhã."

Texto de Daniel Munduruku
Graduado em Filosofia e Doutorando em Educação na USP.
Comendador do Mérito Cultural da Presidência da República.
Escritor com 35 obras publicadas (infantil, juvenil e adulta)
Diretor presidente do Instituto Indígena Brasileiro para P. Intelectual

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Apoio a experiências de novas Tecnologias Sociais

O Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais vai levar professores(as) da rede pública de ensino fundamental e de espaços não-formais de educação, das cinco regiões do país, para o Fórum Social Mundial 2009, em Belém do Pará.

A iniciativa da Revista Fórum e da Fundação Banco do Brasil premiará as cinco melhores propostas de difusão do conceito e das experiências de Tecnologia Social na comunidade local, além de divulgar as soluções efetivas que já foram propostas em regiões do Brasil.

As inscrições vão até 31 de outubro e os(as) professores(as) que se inscreverem ganham uma assinatura da Revista Fórum até fevereiro de 2009 e um exemplar do livro Geração de Trabalho e Renda. Os(as) cinqüenta selecionados(as) receberão, além de assinaturas anuais, troféus.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A contribuição da família para a independência da criança

Vamos ler esse texto:

"Ajudar uma criança a ser independente é contribuir para o seu crescimento pessoal.

Isso requer muito trabalho, carinho e dedicação. Um bichinho quando nasce, e é amamentado, depois do desmame, pode viver sem sua mãe, mas você já deve ter percebido que isso não acontece com as crianças, embora a cada dia que passa, elas pareçam nascer mais espertas. Pois é, isso faz com que muitos adultos pensem que por serem espertas, e certamente inteligentes, precisam muito pouco dos adultos.

Afinal, muitas crianças lidam com controles remotos e computadores muito melhor do que seus pais. Desde bebê, a criança necessita de ajuda e estimulação para tornar -se independente e com isso estar preparada para interagir com o meio em que vive. Já que um dia elas terão que conviver sozinhas, como por exemplo, na festinha do amigo ou no cinema com a(o) namorada(o), por isso, precisamos pensar no seu futuro.

Nada é mais gratificante para a família que ver seu filho fazendo gracinha, sentando sozinho, andando, falando, etc... só que tudo tem seu tempo e hora certa. Não se deve queimar etapas. Muitas vezes a criança é estimulada precocemente porque seus pais ficam ansiosos em mostrar o que a criança já sabe ou pode fazer. A independência e estimulação da criança deve estar relacionada com sua idade, e adequada com suas condições físicas e psicomotoras.

Por isso, produtos feitos para crianças são projetados e adaptados de acordo com a idade, como por exemplo: mordedores, mamadeiras com colher, andador com telefone, tapetes de encaixe e, por aí vai. A medida que ela cresce, vai experimentando e desenvolvendo possibilidades em lidar com situações novas de tudo que lhe é oferecido e que está ao seu redor. É aí que começa o trabalho e a disponibilidade da família em compartilhar com a criança suas descobertas. Um bom exemplo disso, é quando aprende a comer sozinha.

Numa fase anterior, a criança precisou levar o dedo ou um brinquedo na boca, assim, ela aprendeu que pode coordenar seu movimentos para levar a colher até a boca e que isso dependerá dela. Tarefa difícil para quem tem que acertar a pontaria sem deixar cair um ou muitos grãozinhos. Tarefa difícil também, para quem tem que, vira e mexe, limpar todos esses grãozinhos do chão. Além da angústia da bagunça, a mãe fica preocupada em saber se isso é natural e se seu filho está bem alimentado. Então o que fazer?

O melhor, é usar duas colheres: uma para a criança aprender e a sua para alimentá-la e ensiná-la a comer. Essa participação acontece em todas as fases como sentar, falar, com os cuidados pessoais. Quando bem vivida essas fases, passam a ter uma relação de troca muito agradável para a criança e igualmente para quem está cuidando dela. Em geral, famílias ansiosas dificultam a criança a tornar-se independente porque tendem a fazer por ela, aquilo que ela pode fazer sozinha, embora de forma desajeitada. A criança independente relaciona-se melhor com o mundo, por isso, na menor manifestação de interesse da criança em fazer algo sozinha, os pais devem incentivá-la, ao invés de querer fazer por ela e nem exigir perfeição. Curta seu filho e, acredite no seu bom senso."

Mirene F. M. A. Marques
Psicóloga

Trocando em Miúdos

Hoje um dos fatores mais discutidos na educação é o papel da familia na aprendizagem ou não aprendizagem do aluno, e esse texto nos remete a pais que devem ser incentivadores, que participam ativamente do desenvolvimento de seus filhos

Todos sabemos que ter uma familia participante das ações educativas, é um fator que contribui para que o aluno tenha um melhor desenvolvimento na escola.

Mas a realidade principalmente nas escolas públicas,(principalmente porque nas escolas privadas, também há o mesmo "abandono" embora seja maquiado) nos mostra um caminho inverso a este.

Temos milhares de crianças que vivem à margem das redes familiares, sem acompanhamento nas tarefas e em seu desenvolvimento escolar.

O que nós enquanto profissionais podemos fazer para reverter essa situação? ou não podemos fazer nada? Devemos trabalhar ignorando esse fator? ou não? o que podemos fazer para sensibilizar os pais nessa difícil tarefa de educar? ou não devemos nos meter nessa situação?

Afinal,qual é o nosso papel como educador?

Dê a sua opinião,deixe o seu comentário.

Um abraço a todos e todas.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A MENINA QUE PERDEU O JUIZO


Hoje estou muito feliz porque consegui fazer um blog/site com uma história minha que gosto muito: A menina que perdeu o juizo.

Dêem um passadinha lá e apreciem a história, o endereço é: http://www.ameninaqueperdeuojuizo.blogspot.com

Espero vocês lá!!

sábado, 4 de outubro de 2008

Premio Nacional de Educação em Direitos Humanos

Passei um tempo sem postar, por uma infinidade de motivos pessoais, mas eis-me aqui de volta, pronta para o batente e para ampliar nossas discussões.

Repasso esse e-mail, que recebi e se vocês conhecerem alguma instituição que atenda as prerrogativas deste prêmio, incentive-as a participar.

Um grande abraço a todos e todas.


(click em cima que você verá o cartaz ampliado)